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Archive for the ‘Histórias de Vinho’ Category

Bandeira Sul Africana A história do vinho na África do Sul começou com os colonizadores holandeses em 1652, que vinificaram uvas encontradas no sudoeste do continente sul africano. Pouco tempo depois, imigrantes franceses, trouxeram em sua bagagem o conhecimento necessário para elaboração de bons vinhos, dando início ao desenvolvimento da produção vinícola na região.

No século XVIII, o vinho Sul Africano começou a ser comercializado internacionalmente, com a introdução da uva Muscat, da qual se produziu um vinho doce chamado Constantia, que se tornou famoso nas cortes reais da Europa, rivalizando com os conceituados vinhos licorosos de Sauternes e da Hungria. Mas que acabou desaparecendo nos séculos seguintes com os inúmeros conflitos vividos pelo país.

Vinhedos de Stellenbosch

Vinhedos de Stellenbosch

 Foi somente no pós Apartheid que o setor vitivinícola renasceu na África do Sul e seus vinhos voltaram ao mercado internacional, depois de anos de sanções ao comércio com o país. A utilização de uvas nobres, as novas diretrizes de qualidade, as novas tecnologias nos vinhedos e caves permitiram aos vinicultores tirar o melhor proveito de seu terroir único para produzir vinhos vencedores em competições internacionais e exportar para mais de 80 países.

 A produção vinícola hoje no país constitui-se aproximadamente de 80% de uvas brancas e 20% de tintas. Produz excelentes brancos com as uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Chenin Blanc, apesar de sua marca registrada ser a uva tinta Pinotage – que surgiu em 1925 a partir do cruzamento entre Pinot Noir e Cinsault – e do recente destaque nos mercados internacionais com a Shiraz e Cabernet Sauvignon.

mapa africa do sulO país que sediará a Copa do Mundo de 2010 está investindo para ganhar projeção, e principalmente, conquistar novos mercados. Um dos patrocinadores oficiais é a vinícola Nederburg, pertencente a gigante companhia sul-africana Distell. Originada em 2000, a Distell nasceu a partir de uma fusão de duas tradicionais empresas, a Stellenbosch Farmers’ Winery (SFW) e da Distillers Corporation. Para resumir, basta dizer que a Distell é dona da marca do famoso licor Amarula. Com uma tradição vitivinícola de mais de dois séculos, a Nederburg está localizada no distrito de Paarl (Pérola), a 60Km da Cidade do Cabo. O vinho “Nederburg FIFA Limited Edition Wine” foi especialmente produzido pelos enólogos da vinícola para celebrar a Copa do Mundo de Futebol. A linha trará 2007 Cabernet Sauvignon, a 2009 Sauvignon Blanc e 2009 Dry Rosé.

Aproveite a oportunidade para conhecer um pouco do vinho Sul Africano. E quem sabe, comemorar o “hepta” com uma boa taça de vinho.

Fontes:

-Vinhos: O Essencial; Jose Ivan Santos

-www.enciclopediadovinho.com.br

-www.academiadovinho.com.br

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A nova substância traz como vantagem o fato de poder ser “desligada” instantaneamente pela ingestão de uma pílula que permitirá aos condutores voltar para casa ou para o trabalho dirigindo sem culpa. 

bebedeira

Gaspirtz

 

O álcool sintético, que esta sendo desenvolvido a partir de químicos provenientes do Valium, age no sistema nervoso dando uma sensação de bem-estar e relaxamento, da mesma forma que o álcool no organismo. Mas ao contrário do álcool, a substância não afeta outras partes do cérebro que alteram o humor e que levam ao vício. Além de ser muito mais fácil de eliminar do organismo. Basta tomar um “antídoto” que o consumidor do vinho estará sóbrio imediatamente. 

O novo álcool está sendo desenvolvido por um time de cientistas na Universidade Imperial de Londres, liderado pelo Professor David Nutt, um britânico expert em drogas, ex-conselheiro do governo no assunto. O expert idealiza um mundo onde as pessoas possam ‘beber sem se embebedar’. 

A bebida deverá ser transparente e sem gosto a fim de manter as características da bebida em que é adicionada. Eventualmente ela seria usada para substituir o álcool contido na cerveja, no vinho e em destilados e o álcool retirado destas bebidas poderia ser usado com combustível. 

O Professor Nutt acredita que a nova droga, que precisaria de licença, pode ter um efeito drástico na sociedade e trazer melhorias a saúde pública. Algumas estatísticas apontam que entre 2007 e 2008 na Inglaterra houve 800.000 internações em hospitais em função do álcool e mais de 6.500 mortes – com um gasto público de 2.7 bilhões de libras por ano. 

Alcool

Não ao álcool?

 

 De acordo com o Professor Nutt, a aprovação da droga pode ser dificultada em função dos altos custos com os experimentos clínicos, além de ainda não se saber quem pagaria por eles. Ele afirma que a indústria de bebidas não mostrou interesse, mas que alguns países podem ser convencidos a patrocinar o time. 

Fica a pergunta: você trocaria o vinho tradicional por um vinho com álcool artificial? 

Fonte: Telegraph – Reino Unido http://www.telegraph.co.uk/health/healthnews/6874884/Alcohol-substitute-that-avoids-drunkenness-and-hangovers-in-development.html

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Michelangelo Buonarroti

 O vinho talvez tenha sido descoberto por acaso. É um produto natural decorrente da fermentação de uvas amassadas. Temos na Bíblia (Gênesis 9:20-25) a menção à primeira videira. Noé, herói do Dilúvio, ancora sua arca no Monte Ararat (atual Turquia). Logo planta uma parreira e com as uvas faz, acidentalmente, o vinho. Os filhos o encontram sem roupa, caído no chão em sua tenda e o recompõe com uma túnica.

No teto da Capela Sistina, no Vaticano, existe um célebre afresco de Michelangelo Buonarroti (1568-1646), inspirado na embriaguez de Noé. Há também um mosaico do século 11 na Basílica di San Marco, em Veneza, a mais deslumbrante igreja bizantina da Europa ocidental, que o apresenta ao lado de uma videira, segurando numa mão um cacho de uva e, tendo na outra uma taça com vinho.

Reverendos russos, do Centro Científico-Cristão Parthenit, avaliaram o porre de Noé à luz das reações físico-químicas e afirmam que as condições atmosféricas pós-dilúvio teriam influenciado seu metabolismo alcoólico. Arriscam dizer que foi a primeira embriaguez da raça.

Com o avanço da genética, cientistas da Universidade da Pennsylvania empenham-se em desvendar a “Hipótese Noé”, e buscam o local onde as primeiras vinhas teriam sido domesticadas. O importante é que há 7 mil anos havia parreiras na mesma Turquia de Noé e descobrindo a “parreira-mãe”, será mais fácil traçar a expansão dos vinhedos pelo mundo e suas linhagens.

Cristina, sommelière.

Referências:

Tão antigo quanto o ser humano – JOHNSON, HUGH

Artigo S/A O Estado de S. Paulo

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Chateaux Prieuré-Lychine

Nabuchodonosor - Chateaux Prieuré-Lychine (Margaux)

Eu sou Cristina Almeida Prado, publicitária, profissional de marketing, enófila e sommelière. Curiosa e atenta ao mundo dos vinhos, criei este espaço para compartilhar um pouco do meu conhecimento, publicar novidades do meio, avaliações e notas de vinhos, eventos e proporcionar ao leitor uma experiência DiVina!

Um brinde!

Cristina, sommelière.

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