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Archive for the ‘Enoturismo’ Category

Localizada a 45 minutos de Vancouver, a “Chaberton Estate Winery” encontra-se numa pitoresca região ondulada no Sul de Langley, quase fronteira com o estado americano de Washington. Fundada no início dos anos 80, ela é uma das mais antigas e a maior vinícola em Fraser Valley, na Colúmbia Britânica.

Ao visitar a “Chaberton Winery”, você pode participar de um tour pelos vinhedos, degustar e adquirir seus vinhos na butique e ainda desfrutar de um almoço ou um jantar no bem conceituado “Bacchos Bistrô” que prestigia a cozinha francesa e de onde se tem a encantadora visão panorâmica de seus vinhedos.

Quando passei por lá, fui assessorada por Brian Ensor que me mostrou os vinhedos e, na butique, ele me serviu vários vinhos brancos e tintos. Acabei comprando o “Chaberton Reserve Maritage 2014” que eu trouxe na mala para beber em ocasião especial com a família. Na verdade eu sabia que trazia na mala, não uma garrafa de vinho, mas um momento de prazer. Afinal de contas, é isso que o vinho nos proporciona: unir pessoas, compartilhar alegria com a família e os amigos, ter uma experiência inesquecível e festejar a vida.

Envelhecido em barricas novas de carvalho francês e americano por 22 meses, esse blend de 50% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot e 15% Cabernet Franc desenvolveu aromas terrosos e especiados. Em boca apresenta notas de cassis, ameixa preta e amoras em compota, com toque de pimenta negra e coco, e um delicioso final persistente. Harmonizou muito bem com rosbife e quiche de brócolis com gorgonzola.

Esse é um belo exemplar de vinho canadense da Colúmbia Britânica. Recomendo!

Maria Uzêda

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Na semana passada participei de uma degustação promovida pela vinícola Norton em parceria com a Wine Brands. Foi uma agradável reunião com um grupo de amantes do vinho e a presença da diretora de exportações da Norton, Judith Bernal, que nos contou um pouco sobre a história dessa gigante e conhecida marca e nos apresentou alguns de seus principais rótulos.

BODEGAS-NORTON-VINOS-ARGENTINA

A história da Norton tem início em 1895 com um engenheiro britânico que estava na Argentina para a construção de uma estrada de ferro e se apaixonou por uma argentina. Ao longo dos anos, a vinícola passou por alguns proprietários, até que a família Swarowsky, austríaca, dona da famosa marca de cristais Swarowsky, adquiriu a propriedade.

A Norton tem hoje cinco vinhedos nos principais terroirs de Mendoza, localizados aos pés dos Andes. Judith conta que Mendoza é a principal região produtora de vinhos na Argentina, que com apenas 250mm de chuva por ano (considerada uma região quase desértica), muito sol e elevada amplitude térmica (oscilação de temperatura entre o dia e a noite), a tornam excelente para o cultivo de vinhas, permitindo aos produtores uma consistência bastante equilibrada para seus vinhos de safra para safra, o que não acontece em muitas regiões produtoras pelo mundo, como Bordeaux, por exemplo, que tem condições climáticas bastante instáveis.

Não somente o terroir aporta grande influência à qualidade de seus vinhos, mas a idade dos vinhedos, com uma média de 30 anos, sendo que o mais antigo tem 80, o que confere grande concentração de aromas e sabores e estrutura a seus vinhos.

BODEGAS-NORTON-VIÑEDOS-VINEYARDS-ARGENTINA

Com exportação para mais de 60 países, a Norton é hoje considerada a quinta vinícola argentina mais importante do mundo, atrás de marcas como Trapiche (Peñaflor), Catena, Trivento (Concha y Toro) e Zuccardi.

Judith conta que visitar a propriedade é uma experiência imperdível para enófilos de todos os perfis e idades. Sua estrutura turística abrange desde visitações com degustação, até a experiência de enólogo por um dia que permite ao visitante fazer seu próprio vinho, além de aulas de gastronomia local, participação na colheita, almoço ou jantar no restaurante La Vid, considerado um dos melhores da região, dentre outras atividades.

Os vinhos que degustamos nessa noite foram:

Norton Reserva Syrah 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

Rubi intenso com aromas de amoras negras maduras, figos secos, chocolate e especiarias. Em boca, elevada acidez, corpo médio e taninos firmes.

R$93,00

Norton Reserva Malbec 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração púrpura, apresenta aromas de ameixa, violeta, especiarias e tabaco. Em boca, acidez média, corpo médio, taninos macios, fácil e frutado.

R$93,00

Perdriel Series Malbec 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração rubi com reflexos púrpura, apresenta aromas de frutos negros maduros, violeta, especiarias e tabaco. Em boca, elevada acidez, bom corpo e taninos marcantes.

R$105,00

Perdriel Series Cabernet Sauvignon 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração rubi profundo, apresenta aromas de fruta vermelha madura, cassis e notas de baunilha e mentol. Em boca, corpo médio, boa acidez, taninos finos e marcantes.

R$105,00

NORTON-PRIVADO-SIGNATURE-WINEMAKING-ARGENTINANorton Privado 2014, Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon

Mendoza, Luján de Cuyo

16 meses de maturação em barris de carvalho francês

Feito ao estilo bordalês, este é o vinho assinatura da família e levou 97 pontos pela avaliação da revista Decanter. De coloração rubi intenso, apresenta aromas de frutas vermelhas e negras maduras, especiarias, tabaco e café. Em boca, encorpado, com taninos finos e marcantes, acidez equilibrada e ótima persistência.

R$204,00

Mais informações sobre a vinícola Norton e seu importador nos sites abaixo:

https://www.norton.com.ar/home/

https://www.winebrands.com.br/

Um brinde,

Cristina A. Prado.

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Continuando meu relato sobre as vinícolas do Oregon, trago aqui mais duas sugestões imperdíveis:

“Trisaetum”:

trisaetum-oregon-enoturismoFundada em 2003 por Andrea e James Frey, essa vinícola é especializada na produção de Rieslings e Pinot Noirs. O nome Trisaetum deriva dos nomes dos dois filhos do casal: Tristen e Tatum. Esta é mais uma empresa familiar instalada no coração do vale de Willamette.

A Trisaetum utiliza uvas provenientes de seus vinhedos localizados em diferentes áreas viticulturais (AVAs): Yamhill-Carlton, Ribon Ridge e Dundee Hill. Em sua linha de produção estão os brancos “Trisaetum Riesling” e os tintos “Trisaetum Pinot Noir”, estes elaborados com uvas de diferentes vinhedos e envelhecidos em barris de carvalho em cave subterrânea por 12 a 20 meses antes de engarrafar. Há também os Pinot Noirs da “Trisaetum Artist Series”, uma coleção de edição limitada com rótulos especialmente desenhados a cada ano pelo próprio enólogo, proprietário e artista, James Frey.

James é artista plástico e imprime sua arte com paixão nos vinhos que produz, deixando sua marca pessoal. O visitante que chega na sala de degustação se surpreende ao ver que está dentro de uma Galeria de Arte. Isso mesmo, a sala de degustação fica dentro da bela galeria onde estão expostos os trabalhos de James. Devo dizer que a experiência aí é inusitada e encantadora!

A Trisaetum produz também uma caprichosa linha de espumantes feitos pelo método Champenoise.

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A sala de degustação é aberta ao público, mas se preferir, eles oferecem degustação privada, com harmonização de queijos e frios, que requer agendamento com 48 horas de antecedência e custa 60 dólares. Contatos podem ser feitos pelo e-mail alice.ingraham@trisaetum.com, ou pelo site www.trisaetum.com

“Rex Hill”:

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Essa vinícola entrou na minha lista de visitação por acaso. Folheando um jornal de circulação local, fiquei sabendo que a Rex Hill tinha sido premiada recentemente pela revista americana The Wine Advocate encabeçada pelo famoso crítico de vinhos Robert Parker. O prêmio reconhece a Rex Hill como uma das oito vinícolas extraordinárias da América.

A Rex Hill ficou conhecida pelos seus complexos e elegantes Pinot Noirs, no entanto, também produz sedutores brancos elaborados com Chardonnay, Riesling e Pinot Gris.

Fundada em 1982, foi adquirida em 2007 pela A to Z Wineworks que reduziu sua produção para focar somente em vinhos de alta qualidade, utilizando os princípios da biodinâmica em seus vinhedos.

Na agradável sala de degustação da Rex Hill, por 15 dólares você pode degustar 4 diferentes vinhos:

1- “Seven Soils Chardonnay 2015” – um vinho aromático, sedoso, com álcool bem integrado, resultante de passagem por barril de carvalho francês.

2- “Willamette Valley Pinot Noir 2014” – um blend de uvas de vários terroirs, é um vinho com boa fruta e taninos delicados.

3- “Shea Vineyard Pinot Noir 2014” – com 92 pontos da Wine Advocate, esse vinho apresenta mais corpo que o anterior, bem equilibrado, boa adstringência e final longo.

4- “Francis Tannahill Sundown 2013” – um inusitado blend de Grenache e Syrah provenientes do sul do Oregon; de coloração rubi intenso, com notas minerais e taninos robustos.

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Ao final da degustação, o simpático gerente Jonathan Lampe me serviu mais um rótulo: “Rex Hill Jacob-Heart Estate Vineyard Pinot Noir 2014”. Vinho de coloração rubi intenso, muito rico, cheio de frutos maduros, com bom corpo, notas tostadas, um toque terroso, bem estruturado e balanceado. Belo vinho!

Para saber mais acesse: www.rexhill.com

Finalizamos assim mais um relato de viagem em que demos uma pincelada sobre o encantador quadro vitivinícola do vale de Willamette, compartilhando com os amigos leitores experiências e dicas do mundo do vinho.

Maria Uzêda.

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Cruzando o estado do Oregon, pude visitar algumas vinícolas na região de Willamette que me impressionaram muito.

Domaine-Serene-Enoturismo-OregonA primeira delas foi a Domaine Serene. Instalada numa magnífica propriedade, essa linda vinícola abriga um clube, onde ocorrem eventos como casamentos, confrarias ou festas de empresas; a cantina, com moderno sistema de vinificação por gravidade; e uma sala de degustação ampla, cheia de mesas e um generoso balcão.

Os proprietários, o casal Ken e Grace Evenstad, são tão apaixonados pelos vinhos da Borgonha que, além da vinícola Domaine Serene, adquiriram um Château na região da Côte D’Or, e estão produzindo um Premier Cru com a assessoria de vinhateiros franceses. E o resultado é incrível: um Chardonnay Grand Cru do Oregon e um Chardonnay Premier Cru da Borgonha com muita semelhança entre eles, apenas um leve amargor no primeiro, mas ambos fabulosos!

A vinícola Domaine Serene tem também obtido um reconhecimento global com seus icônicos Pinot Noir. O “Evenstad Reserve Pinot Noir”, com 16 meses de envelhecimento em carvalho francês, é a bandeira da vinícola e define o padrão pelo qual são elaborados seus Pinots. Os aromas de cerejas negras, groselha e cravo preenchem a taça. Em boca mostra notas de frutos negros em compota, com taninos aveludados e final persistente. Maravilhoso!

Beaux-Freres-Oregon-Enoturismo“Beaux Frères” foi a segunda vinícola que visitei. Situada fora da estrada principal, essa vinícola é o que se poderia chamar de despretensiosa e rústica, caso não conhecêssemos sua brilhante reputação de vinhos de altíssima qualidade.

Em parceria com o famoso crítico de vinho Robert Parker, cunhado casado com sua irmã mais velha Patricia, o trabalho de Michael Etzel ganhou notoriedade em pouco tempo. No entanto, independente da conexão com Parker, devemos admitir que foi a qualidade dos seus vinhos que colocou Beaux Frères na vanguarda e no topo da lista de qualquer conhecedor de vinho, sendo considerada uma das melhores do Oregon. À propósito, o nome Beaux Frères, é uma alusão aos dois amigos, Parker e Etzel.

A sala de degustação era bastante modesta, bem diferente do elaborado estilo francês ou de moderna arquitetura contemporânea que a gente costuma ver nas vinícolas da Califórnia ou mesmo do Oregon. Fui recebida por Jillian Bradshaw com quem agendei minha visita por e-mail. Quatro rótulos foram apresentados: um Chardonnay inspirado nos brancos da Borgonha, e três tintos, todos Pinot Noir, de vinhedos diferentes, de solos e altitudes variadas. Destaco aqui o “Beaux Frères, The Beaux Frères Vineyard 2015” e o “Beaux Frères, The Upper Terrace 2015”. O primeiro, uma joia rubi em taça, com vibrantes camadas de frutas vermelhas, especiarias e terra molhada que se transformam em sedosa textura na boca; intrigante e refinado mesmo em sua juventude, esse vinho promete muita complexidade e longa guarda. O segundo, com aromas de geleia de frutos vermelhos e expansiva complexidade que, momentos depois, torna-se exuberante; apresenta taninos ricos e aveludados e final longo; uma fascinante aventura engarrafada!

Como podem ver, cada vinícola tem suas características próprias e suas peculiares histórias, mas um ponto comum as identifica: a persistente paixão pelo estilo “Borgonhês”.

Não percam, no próximo post, mais relatos sobre as incríveis vinícolas do Oregon.

Para saber mais ou agendar visita, acesse:

www.domaineserene.com

www.beauxfreres.com

Maria Uzêda.

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A paixão por vinhos nos leva, muitas vezes, a destinos surpreendentes. Assim foi minha passagem pelo Oregon, em recente viagem aos EUA.

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Localizado entre dois grandes estados produtores de vinho, Califórnia ao Sul e Washington ao Norte, o estado do Oregon é o segundo maior produtor de vinhos do país e é um destino pouco explorado pelos enófilos.

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A mais destacada região é a de Willamette Valley onde as condições de clima e solo são altamente favoráveis ao plantio da Pinot Noir, cepa responsável pelos melhores vinhos do Oregon. Willamette Valley possui a maior concentração de vinícolas e vinhedos do estado e inclui seis sub-regiões: Dundee Hills, Yamhill-Carlton, Ribbon Ridge, MacMinnville, Chehalem Mountains e Eola-Amity Hills.

oregon-wineries-vinho-sommeliereA história da viticultura do Oregon começou a ser escrita por pioneiros vinhateiros que, seguindo práticas tradicionais da Borgonha e utilizando técnicas e clones europeus, descobriram que a região era soberba para o cultivo da Pinot Noir. Na década de 70, o vinho “South Block” Pinot Noir 1975, produzido por David Lett, da Eyrie Vineyards, foi parar nos noticiários, quando, numa degustação às cegas na França em 1979, ficou entre os dez finalistas do concurso. Recentemente, em 2016, a região recebeu a maior honra concedida pela renomada revista “Wine Enthusiast” tendo sido nomeada a “Wine Region of the Year”.

Um dos motivos que diferenciam o Oregon de outros estados é o fato de que muitas de suas vinícolas são empresas familiares, predominantemente rurais e surpreendentemente pequenas, mas com grandes ideias. O que aliás, explica o slogan adotado por eles que diz: “Small is Beautiful”.

Hoje, novas gerações de viticultores e empreendedores estão forjando novos caminhos na indústria vinícola local, sem abdicar das tradições de seus antecessores, dando continuidade ao espírito daqueles pioneiros.

oregon-wineries-vinho-enoturismo2Dirigindo pelas estradas rurais da região de Willamette, o turista deve se guiar pelas placas azuis para encontrar seu destino. Elas sinalizam a direção para as vinícolas que geralmente são acessadas por estradas vicinais. São inúmeras as razões para se explorar o coração dessa região: centenas de vinícolas dispostas a oferecer experiência única aos visitantes (algumas requerem agendamento), belíssimas paisagens, inúmeras salas de degustação espalhadas pelas pequenas cidades do entorno (Dundee, McMinnville, Newberg, Carlton, Amity, Dayton, Sheridan, etc), refinados restaurantes (“SubTerra”,por exemplo, em Newberg), charmosos Bed and Breakfast, sem falar no museu “Evergreen Aviation and Space”, que abriga o maior avião da história da aviação, o “Spruce Goose”, construído pelo milionário Howard Hughes e merece ser visitado. É também interessante informar que, no Oregon, não há taxa de imposto sobre os produtos comprados.

Para os amigos amantes do vinho, fica então aqui a minha sugestão de viagem. Inclua o Oregon em seus planos e deixe-se levar por seus instintos numa prazerosa e inesquecível “eno-aventura” que só o vinho é capaz de proporcionar. No próximo post, falarei sobre as vinícolas que visitei no Oregon. Não percam!

Maria Uzêda.

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DSC_6600Si a Mendoza vino y no tomó vino, a que vino?

Em visita à vinícola Dominio Del Plata, de Susana Balbo, fui recebida pelo Juan, sommelier muito atencioso e que proporcionou uma visita bastante enriquecedora. Susana Balbo é uma marca forte, inclusive no Brasil, mais famosa por seu vinho base Crios, mas que produz também vinhos de pequeno volume, muito especiais, como Ben Marco e Nosotros.

Nascida em uma família tradicional e contrariando as convenções sociais da época, Susana decidiu se profissionalizar na atividade vitivinícola, tornando-se a primeira mulher enóloga da Argentina. Trabalhou em grandes vinícolas como Catena e Michel Torino até que em 1999 comprou uma fazenda e logo começou a elaboração de seus próprios vinhos, na época, com tanques e barricas emprestados. Hoje, o Dominio Del Plata é formado por Susana e seus sócios argentinos, com vinhedos próprios e associados, e produz cerca de 2 milhões de litros por ano.

No Dominio Del Plata, todo o trabalho é manual. Os cachos são cuidadosamente selecionados, depois são recebidos pelo alto para que a fermentação ocorra por gravidade, mantendo os cachos e suas uvas inteiros para um ótimo desenvolvimento de aromas e sabores durante esse processo. Os vinhos tintos não são filtrados, para preservar ao máximo sua cor e aromas e somente os brancos, rosés e alguns tintos são clarificados.

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Os vinhos da linha Crios fermentam e já seguem para engarrafar. Os demais, passam por maturação em barris de carvalho, de acordo com a intenção do produtor para cada marca.

Juan contou que a casta Torrontés, branca aromática autóctone da Argentina é um cruzamento das castas Criolla com Moscato de Alexandria. Por suas características únicas, foi encarada por Susana desde o início como uma casta de qualidade. Amadurece em barris de carvalho e resulta num vinho de destaque da casa. Juan brinca que a Torrontés é uma uva mentirosa, pois os vinhos produzidos a partir dessa casta no nariz indicam doçura, mas na boca, são secos.

Depois de mais de 10 anos de crescimento nos mercados internacionais, os filhos de Susana (José, enólogo e Ana, administradora) passaram a integrar a equipe de Susana Balbo, dando continuação à tradição familiar.

Alguns dos vinhos degustados na visita foram:

Susana Balbo Torrontés 2013, Valle de Uco

3 meses em barris de carvalho

De coloração amarelo limão, apresenta aromas de baunilha, mel, com notas cítricas e folrais. Em boca, é um vinho de corpo leve, com boa acidez, bem integrado e não é cansativo. Harmonização sugerida pelo sommelier: salada verde, sushi ou comida picante indiana ou tailandesa.

Susana Balbo Malbec 2013, Valle de Uco

13 meses em barris de carvalho

De coloração vermelho púrpura, apresenta aromas de ameixa, amora preta, cassis e notas de pimenta preta. Em boca, frutas negras maduras, chocolate e menta, com taninos marcantes e bem integrados e boa acidez. Sugestão de harmonização: carnes vermelhas, porco ou uma massa bolonhesa.

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Ben Marco Expressivo 2013, Valle de Uco

(75% Malbec, 20% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon)

13 meses em barris de carvalho

De coloração vermelho púrpura, apresenta aromas de amora madura, cassis, violeta e notas minerais. Em boca, frutas negras maduras, com taninos firmes e fino e boa acidez. Harmonização sugerida: carnes vermelhas, porco e queijos duros.

Susana Balbo Malbec Late Harvest 2010, Agrelo

18 meses em barris de carvalho

De coloração rubi com reflexos violáceos, apresenta aromas de uva passa, compota de frutas negras, especiarias como cravo e canela, com delicada doçura em boca, bom corpo e acidez. Um vinho muito diferente que vale a experiência! Harmonização sugerida com tortas de frutas vermelhas, chocolate ou queijo azul.

A quem desejar visitar, uma reserva prévia se faz necessária e pode ser feita por e-mail ou telefone nos contatos: turismo@sbwines.com.ar, osadia@sbwines.com.ar, +54 261 4989231, +54 9 261 156626754.

Um brinde!

Cristina A. Prado

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A história da vinícola Catena Zapata tem início em 1898 com a chegada do italiano Nicola Catena à Argentina, em busca de oportunidades no mundo novo. Nicola plantou seu primeiro vinhedo de Malbec, uma casta então utilizada em algumas regiões na França, em 1902, acreditando no potencial dessa casta na região de Mendoza, um palpite que só veio se concretizar plenamente quase um século depois.

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Foi Domingo, o filho mais velho de Nicola, que levou adiante o sonho de seu pai, estabelecendo a marca Catena como um dos maiores produtores de vinhos em Mendoza. Na época, produzia-se o famoso vinho de garrafão direcionado totalmente para o mercado interno. Em 1960, no entanto, a economia argentina quebrou e a família Catena sofreu para se manter.

Um novo capítulo da Catena começou a ser desenhado em 1980 com Nicolás Catena, filho de Domingo, que teve a oportunidade de estudar em Berkeley, na Califórnia, e junto com sua esposa conheceu os vinhos da única região no novo mundo que começavam a fazer frente aos melhores vinhos franceses – o vale de Napa. Quando retornou à Argentina com uma nova visão, vendeu sua vinícola produtora de vinho de mesa, mantendo apenas a vinícola que produzia vinhos finos, e tornou-se a primeira vinícola a exportar vinhos argentinos.

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Em busca dos melhores terroirs na região de Mendoza, Nicolás estava disposto a arriscar, e em 1992 plantou vinhedos em Gualtallary Alto, a 5.000 metros de altitude, indo contra as recomendações de seu enólogo, que acreditava que as uvas não amadureceriam o suficiente. No fim, Nicolás descobriu que as regiões com altitude elevada de Mendoza eram excepcionais para a produção de vinhos equilibrados, elegantes e com deliciosos e aveludados taninos.

Após o falecimento de seu pai, Nicolás trabalhou arduamente para produzir o primeiro Catena Malbec, em 1994, vinho este que estrelou no Wall Street Journal como o Malbec Argentino número 1. Somente dez anos depois a Malbec viria a se tornar uma casta conhecida pelo mundo.

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Hoje, o vinho ícone da casa é o Estiba Reservado, um corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot) de uvas plantadas a mais de 3.000 metros. O segundo, é o Nicolás Catena, corte de Cabernet Sauvignon e Malbec, lançado em 1997 e o terceiro, o Catena Argentino, um vinho de altitude 100% Malbec com elevada concentração de taninos.

A vinícola Catena produz 4 milhões de litros por ano. Faz parte de uma holding com quem produz em uma estrutura separada o Alamos, excelente custo-benefício e a marca com maior volume da Argentina, com 17 milhões de litros por ano.

Em visita à Catena Zapata, pude experimentar alguns de seus vinhos ícones, sendo que o Estiba 2014 foi provado diretamente da barrica:

Catena Alta Chardonnay 2012

12 meses em barrica francesa

De coloração amarelo dourado, apresenta aromas de frutas cítricas e tropicais como abacaxi e notas de manteiga, caramelo e mel. Em boca, apresenta corpo, acidez e álcool médios e sabores de frutas tropicais com notas minerais.

VINHOS-CATENA-ZAPATA-BODEGAMalbec Argentino 2010

Vinhedos Adrianna e Nicasia, com mais de 100 anos

24 meses em barrica francesa

De coloração púrpura profundo, apresenta aromas intensos de frutas negras maduras como amora, groselha e uva passa e notas de pimenta preta. Em boca, é encorpado, apresenta taninos marcantes, acidez e álcool bem integrados, com muita fruta negra madura.

Nicolás Catena 2011

Vinhedos Adrianna, Nicasia, Domingos e La Pirámide

Cabernet Sauvignon e Malbec, 24 meses de barrica francesa

De coloração vermelho rubi intenso, apresenta aromas de frutas negras como ameixa, com notas de pimenta preta e couro. Em boca, é encorpado e apresenta taninos marcantes, acidez e álcool bem integrados, com fruta negra madura e toques tostados.

A quem deseja fazer uma visita à Catena, o agendamento pode ser feito diretamente pelo site (www.catenawines.com) ou através do e-mail turismo@catenazapata.com. É, certamente, uma experiência e tanto!

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

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