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PARTE 2: A Visita

Bodega Garzon

Na bodega Garzón, fui recepcionada pela Natália Castiglione, do Departamento de Marketing, e guiada pela Stella que me conduziu pelos amplos corredores subterrâneos onde acontece todo o processo de elaboração dos vinhos. Durante o passeio pude observar o interessante uso das enormes cubas de concreto ovaladas para a fermentação do vinho. Um sistema especial de refrigeração instalado nas paredes do concreto proporciona um resfriamento eficiente e controlado. Além disso, segundo Antonini, o concreto beneficia mais a microbiologia, o que é ideal para as leveduras naturais.

Garzon Uruguay

Recepção com Natália Castiglione

Outra linha de conduta curiosa é a utilização dos barris de carvalho sem tosta cuja finalidade é não interferir nas características naturais da fruta durante o desenvolvimento do vinho. Adotam também o uso de barris de carvalho francês maiores de 5000 litros, onde os vinhos evoluem. Todos esses cuidadosos detalhes, somados aos modernos equipamentos de vinificação importados, resultam nos belos vinhos cheios de personalidade da Garzón.

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Tanques de fermentação de concreto

Durante o percurso subterrâneo, foram degustados três vinhos:

1- Pinot Grigio 2018- Vinho de corpo leve, cheio de mineralidade e frutas brancas como pera, por exemplo.

2- Tannat de Corte 2018- Vinho que reúne a potência de sua uva principal, a Tannat, equilibrada com a Marselan, a Cabernet Franc e a Petit Verdot, resultando num paladar macio com ótima acidez. Bela combinação!

3- Tannat Reserva 2017- Vinho que representa a uva emblemática do Uruguai, fermenta em cubas de concreto de 15.000 litros, estagiando depois em barris de carvalho francês de 5000 litros por 6 a 12 meses. Em boca, apresenta frutos maduros, taninos ricos e aveludados e boa persistência.

De volta ao nível térreo da vinícola, dando sequência à visita, uma degustação harmonizada foi servida. Foram dois vinhos acompanhados de pães, torradas, patês e azeites Garzón:

1- Alvarinho Reserva 2018- Ícone dos vinhos brancos uruguaios, esse Alvarinho premiado exala aromas florais e de frutas brancas de caroço como pêssego; possui ótima acidez, notas minerais e boa persistência. Um vinho de grande frescor!

2- Marselan Reserva 2018- esse é um vinho elegante, com tanino os macios, muito fresco e frutado. Apresenta em seu conjunto notas minerais e mentoladas e um final longo.

É interessante observar aqui que os vinhos finos do Uruguai são denominados “Vinos de Calidad Preferente”, com a sigla VCP impressa obrigatoriamente em seus rótulos.

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Germán Bruzzone, enólogo da Bodega Garzón

Não poderia finalizar meu relato sem mencionar o restaurante gourmet instalado dentro da bodega e que tem como responsável o Chef argentino Francis Mallmann, o mestre do fogo e das brasas. Um local perfeito para encerrar nosso passeio.

Bodega Garzón

Ruta 9, km 175, Garzón, Maldonado, Uruguai.

Agendamento: reservas@experienciasgarzon.com

https://bodegagarzon.com/pt/turismo-experiencias-garzon/

Importadora no Brasil: World Wine

https://www.worldwine.com.br/bodega-garzon?gclid=EAIaIQobChMI3qqF5sfL5gIVk4KRCh0ORghbEAAYASAAEgIfffD_BwE

Maria Uzêda

PARTE 1: A História

Em minha recente viagem ao Uruguai, tive a oportunidade de visitar a bodega Garzón, um programa imperdível para quem é apaixonado por vinhos. Para chegar lá, saindo de Punta Del Leste, tive que enfrentar 60 km de estrada. Boa parte dela é de chão batido, mas a paisagem é um deleite.

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Uma fascinante história envolve a criação dessa espetacular bodega. A Garzón foi fundada pelo bilionário argentino Alejandro Bulgheroni que, inicialmente, buscava realizar um sonho de família em possuir uma casa de campo no Uruguai. Assim, em 2006, elegeu o povoado de Garzón para se instalar e, como bom investidor, acabou abrindo uma empresa de alimentos, a Agroland, que até hoje centraliza os negócios da família na região. Dentre suas primeiras atividades agrícolas destacam-se os olivais que deram origem aos premiados azeites, reconhecidos internacionalmente como os melhores azeites elaborados fora da Europa.

Após a constatação do potencial do terreno para a viticultura, a partir de 2008 foram plantados os primeiros vinhedos. As ações vitivinícolas começaram então a se concretizar rapidamente. Bulgheroni logo formou uma seleta equipe de profissionais da área enológica que o auxiliaram a tocar seu empreendimento adiante. Desde então, Alejandro Bulgheroni conta com a assessoria do experiente florentino Alberto Antonini, com a atuação criteriosa do Enólogo uruguaio Germán Bruzzone e com a supervisão de Christian Wylie, “general manager” da vinícola.

Garzon

Em 2012, deu-se início à construção da sede da vinícola que foi inaugurada em março de 2016. O projeto milionário e arrojado, assinado pelo escritório de arquitetura “Bórmida & Yanzón” de Mendoza, levou a Garzón a ser eleita em 2018 pela renomada revista “Wine Enthusiast”, a melhor vinícola do Novo Mundo. O aproveitamento inteligente do material encontrado na região e a geografia natural do terreno entraram na composição da estrutura do prédio. Com ambientes de muito bom gosto e extremo requinte, a Garzón impressiona qualquer visitante. A natureza tão bem integrada à construção e vice-versa, dá a impressão de que Deus criou o mundo assim. Uma obra fantástica.

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Com uma localização privilegiada, a 18 km do oceano, na Garzón tudo conspira para o saudável crescimento dos vinhedos. O solo granítico com camada superficial basáltica proporciona uma excepcional drenagem, e a proximidade do Atlântico garante a boa amplitude térmica. Em entrevista concedida pelo enólogo Germán Bruzzone, ele me afirmou que a qualidade do solo aliada à brisa do mar e à biodiversidade do local são condições fundamentais que possibilitam o sucesso do empreendimento.

A técnica incomum de plantio adotada por Antonini consiste na distribuição dos vinhedos em pequenos lotes que formam um verdadeiro mosaico, visando ao melhor aproveitamento de cada “terroir” de acordo com as características de cada variedade de uva. Ao todo são cultivados na propriedade 17 tipos de uva, sendo a Tannat e a Alvarinho as castas principais.

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No próximo capítulo, levaremos nossos leitores a um passeio pelo interior desse fabuloso projeto vinícola. Não percam!

Maria Uzêda.

URUGUAI WINE TOUR

Como uma típica cidade cosmopolita, São Paulo é um coração pulsante cheio de acontecimentos. Entram nessa lista muitos eventos ligados ao mundo do vinho que acontecem durante o ano inteiro. Na última semana de junho, por exemplo, foi realizado o Uruguai Wine Tour no hotel Renaissance, com a assessoria e divulgação da CH2A Comunicação. Imprensa e profissionais do setor lotaram o espaço reservado para o evento que, além de vinhos de alta qualidade, promoveu master classes e ofereceu uma caprichada mesa de queijos, frios, frutas e castanhas.

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O Uruguai Wine Tour colocou em evidência mais de 20 vinícolas uruguaias, dentre elas a Bodega Garzón cujos vinhos são trazidos com exclusividade para o mercado brasileiro pela importadora World Wine desde 2012.

A Bodega Garzón está localizada a 60 km de Punta del Leste, na região de Maldonado, onde um tipo de solo granítico oferece excelente drenagem e permeabilidade a seus vinhedos. Cepas tintas como a Tannat, Marselan, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Petit Verdot, e Merlot, e as brancas Alvarinho, Pinot Grigio e a Sauvignon Blanc produzem os conceituados vinhos Garzón. Foi fundada pelo argentino Alejandro Bulgheroni que conta com a consultoria do renomado Alberto Antonini e a atuação criteriosa do enólogo Germán Buzzone na elaboração dos vinhos. Mas os detalhes da fascinante história da criação dessa vinícola merecem ser contados em matéria especial que em breve estaremos publicando.

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Foram servidos três rótulos durante o evento:

1- “Alvarino 2018”
Vinho branco de coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, possui aromas de frutos brancos como o pêssego e notas cítricas. Em boca é fresco e mineral com ótima acidez e boa persistência. Fermenta em tanques de aço inoxidável e segue para maturação de 3 a 6 meses sobre suas borras em tanques de inox.

2- “Tannat Reserva 2017”
Vinho tinto de cor púrpura intensa, com aromas de ameixas e framboesas e um toque de especiarias. Em boca, apresenta taninos maduros e notas de mineralidade, expressando com personalidade seu terroir. Fermenta em tanques de concreto e passa por maturação de 6 a 12 meses sobre suas borras em barricas de carvalho francês sem tosta.

3- “Tannat Single Vineyard 2016”
Vinho tinto de coloração púrpura intensa, apresenta aromas de cerejas e morangos com notas de ameixas pretas e toques de tabaco, chocolate e especiarias. Em boca é suculento e fresco, possui bom corpo e longa persistência. Fermenta em tanques de concreto e segue para maturação em barricas de carvalho sem tosta por 12 a 18 meses.

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Esses três vinhos degustados representam apenas uma amostra dos 17 rótulos produzidos pela Bodega Garzón.

O evento daquela noite veio nos provar que a produção vinícola do Uruguai tem marcado sua presença no cenário internacional com ousadia, inovação tecnológica e muita personalidade. Cabe a nós, apaixonados por vinho, tirar proveito dessa realidade e embarcar na aventura prazerosa de experimentar seus respeitáveis vinhos.

Maria Uzêda

A importadora World Wine realizou na semana passada mais uma edição da World Wine Experience que aconteceu em várias capitais do país. Em São Paulo, o encontro foi no dia 03 de junho, no Grand Mercure, e contou com a presença da imprensa, profissionais do ramo e consumidores. O tema foi “Península Ibérica”.

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Dezessete produtores conceituados apresentaram seus rótulos que fazem parte do portfolio da World Wine. Foram nove bodegas da Espanha e oito de Portugal.
Produtores portugueses: Herdade do Rocim, Quinta da Falorca, Wise & Kronh, Quinta do Pessegueiro, CARM, Quinta da Calçada, Quinta Nova e Val de Ucha, sendo que essas três últimas são lançamentos da World Wine.

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Produtores espanhóis: Vivanco, Pere Ventura, Bodegas Borsao, Bodegas e Vinhedos Ponce, Marqués de Murrieta, AAlto Bodegas y Vinhedos, Bodegas Garmón e Bodegas Barbadillo, sendo que essas três últimas são lançamentos da World Wine.

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A participação entusiasmada de enólogos e representantes das vinícolas possibilitou uma descontraída e enriquecedora interação com o público presente que pode conhecer suas histórias e saber mais sobre as novidades do setor.
Além de oferecer a degustação de cerca de 80 rótulos, a programação teve também concorridas Master Classes com o lançamento das novas marcas e um delicioso buffet de queijos e massas.

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Alguns vinhos do evento em destaque:

1- “Mariana” 2018. Vinho Regional Alentejano. Melhor custo/benefício do evento! A Herdade do Rocim brilhou com seus tintos!
2- “Touriga Nacional” 2011 (18 meses em lagares e 18 meses em carvalho francês). A Quinta da Falorca conjuga tradição com modernidade. Instalada na região do Dão, impressionou com seus belos exemplares. Todos maravilhosos!
3- “Mirabilis” Grande Reserva Branco DOC 2017, blend de Gouveio, Viosinho e vinhas velhas, com fermentação e estágio de 10 meses em barricas de carvalho (90% francês). Propriedade da família Amorim localizada no Douro, a Quinta Nova reúne história, tradição e excelência enológica.
4- Vinícola CARM, propriedade da família Robredo Madeiro, mostrou seu prestígio com vinhos e azeites de alta qualidade. Localizado na nobre zona do Douro Superior, utiliza uvas orgânicas. Destaque para o tinto “CARM Reserva 2015”.
5- Interessante ressaltar o espumante português da Quinta da Calçada, da região demarcada Vinho Verde. Elaborado com Alvarinho e Loureiro, em método tradicional, é cheio de fruta, frescor e notas defumadas.
6- “Colección Vivanco Parcelas de Garnacha” 2007. Excelente vinho da região de Rioja, potente, equilibrado, com boa acidez, taninos finos e final longo delicioso!
Chamou atenção o “Vivanco Blanco 2017, um blend incomum de Viura, Tempranillo Blanco e Maturana Blanca.
7- “Dalmau” Reserva 2013, trazido pela vinícola Marqués de Murrieta, um vinho de Pago elaborado com uvas de vinhedo centenário, apresenta grande complexidade e possui longo potencial de guarda!
8- A Bodegas Borsao marcou presença com seus excelentes vinhos de ótimo preço. Destaque especial para o tinto “Tres Picos” 2016, 100% Garnacha.

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A edição da World Wine Experience 2019 foi uma grande oportunidade para conhecermos importantes produtores da Península Ibérica. Parabéns a essa mega importadora que enriquece o mercado brasileiro de vinhos com seu empenho e escolhas acertadas.

Maria Uzêda.

Evento será realizado na Casa da Fazenda do Morumbi, contará com atrações especiais e comemoração dos 10 anos de eventos na cidade.

O Encontro de Vinhos realiza em abril a sua 11a feira consecutiva na cidade de São Paulo e 10 anos de existência.

Desde a primeira edição em 2009, o Encontro de Vinhos já passou por 11 cidades em 6 estados e Distrito Federal.

O já tradicional espaço da Casa da Fazenda do Morumbi será o palco para a apresentação de centenas de vinhos, de mais de 30 expositores, além de queijos brasileiros premiados, azeites saborizados, doces, conservas e várias outras iguarias.

Direcionado para o consumidor final que aprecia a bebida, o Encontro de Vinhos tem um formato que facilita o contato do visitante com os produtores e importadores.

O ingresso dá direito a provar todos os vinhos, queijos e azeites, além de participar de palestras gratuitas. O evento contará com um espaço Kids para os pequenos se divertirem enquanto os pais aproveitam as atrações.

A música está sempre presente e anima o ambiente durante todo o dia. 

Para conhecer todos os expositores, basta acessar o site do evento, em  www.encontrodevinhos.com.br.

Os ingressos são vendidos através do e-commerce no endereço https://encontrodevinhos.minhalojanouol.com.br

Além de tudo isso o Encontro de Vinhos contará com foodtrucks para alimentação. Ou seja, um programa completo!

Serviço

Encontro de Vinhos São Paulo 2019

Data: 13 de abril

Horário: 15h às 21h

Local: Casa da Fazenda Morumbi – Avenida Morumbi 5594 – São Paulo.

Ingressos em http://www.encontrodevinhos.com.br

 

O VINHO LARANJA

Tradicionalmente os vinhos são classificados quanto à coloração em Tintos, Brancos e Rosés. Agora podemos também encontrar o vinho Laranja e o vinho Azul. Tudo vai depender do tipo de uva, do método usado e das antocianinas presentes no vinho. Só para lembrar, antocianinas são pigmentos existentes nas flores, frutas e folhas, e que são responsáveis pela coloração vermelho alaranjado, vermelho vivo, roxo ou azul.

No Sul do Brasil, na região da Serra Gaúcha, a vinícola Era dos Ventos vem produzindo um belo vinho laranja que foi inclusive citado no Guia Descorchados de 2018, recebendo 92 pontos na safra de 2011 e 94 pontos na safra de 2014. O enólogo e proprietário Luís Henrique Zanini, juntamente com seus dois sócios, Álvaro Escher e Pedro Hermeto, desenvolve um interessante projeto que resgata antigas cepas trazidas pelos imigrantes italianos no começo do século XX. Uma delas é a uva branca chamada Peverella que, comercialmente, foi deixada de lado, chegando quase à extinção na década de 70. E é com essa uva branca que tem sido elaborado o vinho laranja dessa vinícola.

O nome Peverella deriva do italiano “pevero” que significa pimenta. Curiosamente, quanto mais madura essa uva, mais pintadinhas ficam suas cascas, parecendo salpicadas de pimenta.

As uvas provenientes de velhos vinhedos localizados na zona de Caminhos de Pedra, na Serra Gaúcha, são trabalhadas pela vinícola com menos intervenção possível do homem, fermentadas com as cascas por um tempo de maceração mais prolongado (cerca de duas semanas), o que dá origem à coloração característica alaranjada. Por isso, a Peverella precisa de um tempo maior para amadurecer bem e ficar mais amarelada e menos verde ao ser colhida, a fim de transferir coloração para o mosto durante a maceração.

Quando degustado, o vinho “Peverella” mostra estrutura, notas de frutas cítricas, um toque de laranja confitada e taninos bem presentes. Sugere-se cinco anos de guarda.

Para harmonizar com o vinho laranja, aconselhamos um talharim na manteiga com creme leve finalizado com trufas, o cordeiro temperado da culinária árabe e a paella valenciana. Vale a pena experimentar!

O universo do vinho sempre foi cheio de nuances e tons, e com a valorização dos vinhos rosés, laranjas e azuis, o mundo fica mais colorido! Tim Tim!

Maria Uzêda

“Aromas de frutas vermelhas com notas de chocolate, couro, piso florestal e cogumelos.”

Pode ser que você já tenha ouvido algum descritivo parecido para algum vinho que bebeu e pode ser que tenha mesmo concordado com ele. Mas o que muita gente questiona é, se o vinho é elaborado a partir de uvas, de onde vêm todos esses aromas?

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Existem 3 tipos principais de aromas: são eles os aromas primários, secundários e terciários.

  1. Aromas Primários:

São os aromas que existem depois da fermentação. Alguns provêm da própria variedade da uva, cujos componentes aromáticos estão concentrados sobretudo na pele e na polpa da fruta. Outros são criados durante o processo de fermentação. Um vinho simples pode apresentar um número limitado de aromas primários, mas um vinho mais complexo, poderá revelar muito mais aromas. Esses aromas podem lembrar uma diversidade de frutas, sejam elas cítricas, de caroço, brancas, tropicais, negras ou vermelhas. Podem também lembrar flores, ervas ou especiarias, tanto para tintos quanto para brancos e rosés.

  1. Aromas Secundários:

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Os aromas secundários são criados com as opções de vinificação posteriores à fermentação. Podem lembrar baunilha, coco, cravo ou chocolate, para os vinhos com passagem em barris de carvalho. Podem incluir características cremosas e amanteigadas derivadas da fermentação malolática (FML), uma segunda fermentação que reduz e suaviza a acidez do vinho. E podem lembrar também pão torrado ou biscoito como resultado do contato do vinho com as borras, ou o sedimento/ depósito que se forma após a fermentação.

  1. Aromas Terciários:

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E, por fim, os aromas terciários têm sua origem nos processos de envelhecimento, que pode acontecer em barris de carvalho, permitindo um lento contato do vinho com o oxigênio (chamado de bouquet de oxidação) ou envelhecimento em garrafa, protegendo o vinho da ação do oxigênio e permitindo que algumas reações químicas aconteçam ao longo do tempo, transformando seus componentes aromáticos (chamado bouquet de redução). Os aromas terciários podem lembrar frutas secas ou em compota, frutos secos como amêndoa e avelã ou mesmo especiarias, mel, cogumelos e piso florestal.

Vale lembrar ainda que aromas desagradáveis que lembrem papelão molhado, aromas químicos ou mesmo de ovo podre podem indicar defeito no vinho.

Avaliar os aromas de um vinho não requer um extenso conhecimento, mas sim, atenção ao vinho e à sua memória olfativa. No fim das contas, é mesmo questão de treino.

Se não souber por onde começar, que tal usar uma tabelinha de aromas? Isso pode te ajudar a encontrar aromas que você nem mesmo imaginava.

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Um brinde,

Cristina Almeida Prado.