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Posts Tagged ‘Vinhos do Chile’

Aconteceu pela primeira vez, em São Paulo, no Espaço Traffô, um evento promovido por um grupo de vinhateiros independentes do Chile, com o apoio do ProChile e assessoria da Destination Wine. Estiveram presentes as 32 vinícolas que hoje compõem esse grupo, com a participação de seus respectivos representantes, proprietários e enólogos que apresentaram seus produtos, contaram suas histórias e interagiram com o público convidado de uma forma muito simpática.

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O MOVI CHILE (Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile), que nasceu em 2009, é uma associação de pequenos produtores familiares, com experiências variadas e muita diversidade na filosofia de fazer vinho. Quem se associa ao grupo deve trazer algo a mais, uma contribuição ao projeto MOVI. Inovar, pesquisar e desenvolver o que já está estabelecido e conhecido é palavra de ordem, visando a produção de vinhos de alta qualidade, em pequenas quantidades de forma artesanal e independente, expressando o melhor de seu “terroir”.

O MOVI NIGHT foi uma noite de deleite e gratas surpresas. A exposição estava dividida em três grupos de vinhos ou três “Flights”.

No Flight A, vimos o “Novo Chile” com ótimos exemplares de Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Syrah. Especial destaque para:

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1- “D” La Recova 2015, um Sauvignon Blanc do Vale de Casa Blanca, com 92 pontos na edição Descorchados 2016.

2- “Kingstone Family Vineyards” 2013, um excelente Pinot Noir do Vale de Casa Blanca.

3- “Starry Night” 2010, um maravilhoso Syrah do Vale do Maipo.

4- “Polkura” 2010, espetacular blend de Colchágua elaborado com Syrah, Viognier, Malbec, Grenache e Cabernet Sauvignon.

No Flight B, degustamos os “Clássicos Recarregados”, com vinhos mais encorpados e com muita personalidade que incluía Carmenères e fabulosos blends. Veja abaixo alguns destaques:

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1- “Peumayen” Gran Reserva 2014, 100% Carmenère, do Vale do Aconcágua.

2- “Rucumilla” 2011, um impressionante vinho orgânico elaborado com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Syrah.

3- “Flaherty” 2013, um maravilhoso blend do Vale do Aconcágua, com 16 meses de barrica. Seu produtor, o californiano Ed Flaherty, que estava presente no evento, é um dos membros fundadores do MOVI CHILE.

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4- “Montelig” 2009, um espetacular blend da Von Siebenthal, fundada em 1998 por Mauro von Siebenthal, advogado suíço aficcionado por vinho.

5- “Casa Bouzá” 2013, excepcional blend feito com uvas orgânicas Carmenère, Syrah e Cabernet Sauvignon, de vinhedos próprios no Vale do Maipo.

No Flyght C, o tema era “O Antigo agora é o Novo”, e apresentou vinhos produzidos desde o Atacama até o Vale do Maule. Eis alguns deles:

1- “Armidita” 2013, 100% Moscatel, vinho de sobremesa originário da região desértica do Atacama.

2- “Lot 47”, Garage Wine 2013, 100% Carignan.

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3- “Ins Tinto”, Garage Red Wine 2013, blend elaborado com Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah e Petit Verdot do Vale do Maule, com 12 meses de barrica francesa, ganhou 93 pontos na edição Descorchados 2016.

Nessa primeira edição do MOVI NIGHT, pudemos constatar o quanto os vinhateiros independentes do Chile trabalham de forma séria, moderna e entusiástica e estão prontos para levar adiante a sua história. Parabéns a todos os integrantes do MOVI CHILE que se empenham em produzir vinhos com a capacidade de nos emocionar.

Maria Uzêda

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A história da Viña San Esteban tem início com José Vicente e seu filho Horácio, viticultores de família com tradição de muitas gerações na produção de uvas no vale do Aconcágua, que acreditando na qualidade e potencial de suas uvas e terroir, vislumbraram a produção de vinhos de alto nível com a essência do Aconcágua. Horácio, chileno formado em enologia em Bordeaux, adquire experiência nos vinhedos de Bordeaux e Califórnia, ampliando seus conhecimentos na produção de vinhos. Quando retorna ao Chile, além de toda bagagem, vem trazendo tecnologia inovadora para a região e, em 1974, nascia a Viña San Esteban.

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Localizada a 870m do nível do mar, a Viña San Esteban, conhecida também como In Situ por sua linha de vinhos mais famosa, tem hoje cerca de 150 hectares e produção de 3 milhões de garrafas por ano. Com a proposta de oferecer a essência do vale do Aconcágua em uma garrafa, os vinhos da San Esteban são focados no mercado exterior e chegam às adegas de enófilos de mais de 20 países.

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Além de suas lindas vinhas, numa romântica paisagem entre as cadeias dos Andes e a cordilheira da Costa, a propriedade possui algo a mais de especial. Em meio a seus vinhedos, existem sítios arqueológicos com petroglifos que datam de 1.000 anos atrás. Este atrativo inspirou a criação da marca da Viña San Esteban e pode ser visitado com agendamento prévio.

Na visita à propriedade, degustei alguns de seus vinhos:

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In Situ Sauvignon Blanc Reserva 2015

De coloração amarelho palha, apresentou aromas de maracujá, limão e notas herbáceas. Fácil de beber, frutado, ótima acidez e muito frescor.

In Situ Cabernet Sauvignon Reserva 2014

De coloração vermelho rubi intenso, apresentou aromas de frutas negras com notas de pimenta preta e cedro. Fácil de beber, bastante frutado, boa acidez e taninos macios.

In Situ Gran Reserva Carmenère 2014

14 meses de estágio em barrica francesa

De coloração vermelho carmim, apresentou ótima intensidade aromática, com aromas de cerejas negras e amoras com notas de pimenta preta. Em boca, bom corpo e média acidez.

In Situ Gran Reserva Cabernet Sauvigon 2014

14 meses em barrica francesa

De coloração vermelho rubi intenso, apresentou aromas de cerejas negras, amoras e pimenta preta. Em boca, bom corpo e acidez elevada.

Para quem desejar visitar a vinícola, basta enviar um e-mail e agendar um horário.

Viña San Esteban: www.insitu-travel.cl

Endereço:  Avda. la Florida 2220, San Esteban – Los Andes

Contato: insitu@vse.cl, +56 342 482842

Um brinde!

Cristina A. Prado

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Seguindo o roteiro de visita no Vale do Aconcágua, fui em direção à Flaherty, mais uma vinícola integrante da MOVI Chile (movimento dos pequenos vinhateiros do Chile). Essa vinícola, ainda jovem e pequena, não era de fácil localização. Sem nenhuma sinalização na estrada, nem identificação na fachada, rodei um tempo até encontrar sua sede. Mas esse detalhe não era à toa: a Flaherty não é aberta ao público e sua proposta é personalizar o atendimento a seus poucos visitantes, que necessitam agendar previamente a visita.

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A história da Flaherty começa com Eduardo Flaherty, enólogo americano formado na universidade de Davis, na Califórnia que, com sua esposa Jenny, veio ao Chile para trabalhar em uma colheita na Concha y Toro. A paixão pelo Chile e pelo trabalho com as vinhas foi tão forte, que acabaram criando raízes. Ed teve seu primeiro cargo como enólogo na vinícola Cono Sur. Algum tempo mais tarde, trabalhou na gigante Errazuriz onde permaneceu por 8 anos e logo em seguida, mais 8 anos na Tarapacá.

Com toda a bagagem adquirida, Ed passou a trabalhar como consultor de vinhos para diversas vinícolas da região e em 2002, com o apoio de sua esposa Jenny, começou a produzir seus próprios vinhos.

A Flaherty é uma vinícola boutique que produz vinhos elegantes e cheios de personalidade. Em 2014 sua produção foi de 20.000 garrafas e pretende chegar em até 60.000 em 5 anos. A proposta é continuar com uma produção pequena para manter o estilo de seus vinhos.

Após um passeio pelas instalações da vinícola, guiada pela Jenny, fizemos uma degustação, que incluiu seu vinho Aconcágua 2014 que não estava nem no mercado na ocasião. Em seguida, desfrutamos de um delicioso almoço preparado pela própria Jenny: uma salada ceasar com frango e croutons e, de sobremesa, um sorvete de banana com brownie.

Flaherty 2013, Aconcágua

60% Syrah, 25% Cabernet Sauvignon, 5% Petit Syrah, Tempranillo e Malbec

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de ameixa e cerejas negras notas tostadas. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos aveludados. Muito bom!

Flaherty 2013, Calquenes

Syrah

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de frutas negras com notas de mentol e eucaliptos. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos marcantes. Está excelente!

Flaherty 2014, Aconcágua

Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Syrah, Tempranillo e Malbec

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de ameixa, cerejas negras, pimenta preta com notas tostadas. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos marcantes. Uma delícia!

A visita a Flaherty foi especial, assim como são seus vinhos.

Para quem desejar conhecer, seus vinhos podem ser encontrados nas principais lojas especializadas de Santiago, algumas lojas no Brasil ou agendando uma visita.

Mais informações: www.flahertywines.com

Um brinde!

Cristina A. Prado.

 

 

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Há alguns meses participei de uma degustação organizada pela MOVI Chile (movimento dos pequenos vinhateiros do Chile) que tinha como proposta apresentar à imprensa vinhos de algumas vinícolas boutique. Fiquei realmente surpreendida com a qualidade dos vinhos e decidi incluir algumas das vinícolas em meu roteiro ao Chile.

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A primeira visita foi a Von Siebenthal, onde fui recebida pelo Mateo. Toda a história da vinícola começa com um personagem chamado Irineu, um artista suíço que se apaixonou por uma chilena e decidiu construir sua vida neste país de belíssimas riquezas naturais. Um dia, compartilhou com um amigo suíço algumas fotos e histórias deste país. E foi assim que, em 1998 o advogado Mauro deixou seu país com seu filho Mateo e chegou ao Chile com uma bagagem cheia de sonhos.

Localizada no vale do Aconcágua, a Von Siebenthal tem hoje 32 hectares de vinhas e produz seus vinhos a partir das uvas tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère, Cabernet Franc, Syrah e Petit Verdot, e Viogner para seu único vinho branco.

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Aos pés dos Andes, o vale do Aconcágua está localizado a cerca de 80 km para o norte de Santiago. É uma região com grande oscilação de temperatura entre o dia e a noite, muito vento e pouca chuva ao longo do ano, o que permite um amadurecimento adequado das uvas e ajuda a prevenir o desenvolvimento de fungos.

O vinho símbolo da vinícola, de maior reconhecimento e expressão é o Parcela #7, com produção anual de 100 mil garrafas. Já seu vinho ícone é o Toknar, com 24 meses em barricas de carvalho francês e americano e estrutura para ser guardado por até 25 anos. Mas a novidade da vinícola é o Viogner, que passa de 12 a 14 meses em barrica e que, conforme ressaltou Mateo, tem estrutura suficiente para harmonizar com carne vermelha.

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Os vinhos da Von Siebenthal estão focados principalmente no mercado exterior, sendo exportados para mais de 30 países. O Brasil é o seu segundo maior mercado, logo após a China, mas seus vinhos podem ser encontrados também nos principais restaurantes de Santiago.

Ao final da visita, Mateo apresentou o Parcela #7 e o Carabantes Syrah:

Parcela #7 2012

Carbernet Sauvignon, Petit Verdot, Cabernet Franc e Merlot

14 meses em barris de carvalho

De coloração rubi, apresentou aromas de frutas negras maduras, como groselhas, e notas de pimenta preta. Em boca, acidez elevada, taninos elegantes e muita fruta.

Carabantes 2012

Syrah

18 meses em barris de carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas explosivos de frutas negras maduras, como cassis e ameixa, com notas de mentol e chocolate. Em boca, corpo cheio, média acidez e taninos macios.

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Para quem deseja conhecer a vinícola, é necessário agendamento prévio que pode ser feito por e-mail ou telefone.

Von Siebenthal:

E-mail: latorre.soledad@gmail.com

Telefone: +56 9 9459 6173

Um brinde!

Cristina A. Prado.

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Em recente viagem ao Chile, tive a oportunidade de conhecer os vales de Casablanca e Aconcágua, no entorno de Santiago, e visitar algumas de suas vinícolas. A primeira visita foi à Emiliana, que está há 50 minutos de carro de Santiago, sentido Valparaíso.

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Quem me recebeu foi a Angélica, guia de visitas, e o Josué, hospitality manager, que, super atenciosos, compartilharam um pouco sobre a história e filosofia da vinícola e me apresentaram alguns de seus vinhos.

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Com cerca de 20 anos de história, a Emiliana é hoje a maior vinícola orgânica do mundo e cultiva suas uvas nas principais regiões vinícolas do Chile. Como filosofia, diz-se que um vinhedo orgânico é um organismo vivo autossustentável: um sistema fechado que se mantém saudável com o uso da própria fauna, flora e minerais em seu favor. Não utiliza pesticidas ou qualquer produto químico em suas vinhas, mas produz uma série de ervas e grãos que são utilizados em compostos que ajudam a fortalecer e proteger os vinhedos de pragas.

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Além disso, a presença de animais, como galinhas, que ajudam a comer larvas e insetos, joaninhas criadas localmente, que se alimentam de pulgões e pequenos insetos, lhamas, que na época adequada são soltas pelos vinhedos para ajudar na redução das folhagens das vinhas e abelhas, que ajudam na polinização da flora da região, ajudando a manter o ecossistema saudável.

DSC_5355Já o biodinamismo, filosofia também seguida pela Emiliana em alguns de seus vinhedos, acredita num equilíbrio energético entre todos seus elementos, considerando a posição dos astros como direcionadores do calendário do vinhedo. Este calendário é desenhado por um engenheiro agrônomo junto a um astrônomo. Diz-se que a posição dos astros influencia na energia da natureza e existem alguns momentos energéticos específicos que irão definir o melhor momento para fertilização de solo e vinhedo, poda e colheita, por exemplo.

Além de todo o cuidado com a natureza, a Emiliana acredita ser fundamental manter a paixão de seus colaboradores pelo trabalho para que isso se reflita na qualidade de seus vinhos. Oferece uma série de benefícios para os trabalhadores e seus familiares, como assistência médica e a possibilidade do uso das terras para produção de verduras e frutas.

A Emiliana produz seus vinhos brancos a partir das uvas Chardonnay, Viogner, Marsanne, Roussane e Sauvignon Blanc, enquanto para as tintas, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Mouvèdre e Syrah.

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No vale de Casablanca, que é uma região fria mesmo no verão, o clima é adequado para a produção de excelentes brancos, pois permite às uvas mais tempo para amadurecer e desenvolver seus aromas e sabores. A Pinot Noir é também uma uva que se adaptou muito bem à região.

Os vinhos degustados nesta visita foram:

Novas Viogner 2013, Casablanca

De coloração amarela com reflexos dourados, apresenta aromas de flores brancas com notas de damasco e pêssego maduro. Em boca, corpo e acidez médios. Boa untuosidade. Muito bom!

Adobe Gewurztraminer 2015, Rapel

De coloração amarelo palha, apresenta aromas intensos de lichia, flores e frutas brancas maduras. Em boca, a sensação se repete. É um exemplar bem típico da Gewurztraminer.

Novas Carmenère, Cabernet Sauvignon 2013, Cochagua

93 Pontos por James Suckling

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de frutas vermelhas e negras maduras. Em boca, apresenta boa estrutura, acidez, taninos macios e muita fruta com um discreto toque vegetal. Está delicioso!

Coyam 2012, Colchagua

Syrah, Carmenère, Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Mouvèdre

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de ameixa, groselha e amoras negras. Em boca, bom corpo e acidez, com taninos marcantes. Vinho ícone da casa, passou 13 meses em carvalho 80% francês e 20% americano. Pode ser guardado por até 15 anos. Excelente vinho!

Gê 2012, Colchagua

Carmenère, Syrah, Cabernet Sauvignon

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de frutas negras maduras, como ameixa e amora, com notas de chocolate e pimenta preta. Em boca, bom corpo e acidez, com taninos marcantes. Vinho ícone da casa, produzido a partir de vinhas velhas, com 16 meses de passagem em carvalho francês. Pode ser guardado por até 20 anos. Excelente vinho!

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Conhecer mais de perto o admirável trabalho realizado por esta vinícola foi, certamente, uma experiência e tanto, e reforça todo o romantismo e misticismo que há por trás de cada garrafa de vinho que abrimos, nos surpreendendo e nos enchendo de prazer.

A Emiliana recebe visitas diariamente em sua sede no vale da Casablanca, com agendamento prévio. Se estiver pela região, recomendo o passeio.

Emiliana Vinhos Orgânicos

Site: www.emiliana.cl

No Brasil, você pode encontrar os vinhos da Emiliana nos sites www.vinomundi.com.br e www.worldwine.com.br

Um brinde!

Cristina A. Prado

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Nesta primeira semana de novembro, o espaço Rosa Rosarum abriu suas portas para a realização de um distinto jantar promovido pelo Pró-Chile, com assessoria e divulgação da CH2A Comunicação.

Estiveram presentes o Ilmo. Embaixador do Chile no Brasil, Sr. Jaime Gazmum Mujica, o Diretor Comercial do Chile em São Paulo, o Sr. Oscar Paez Gamboa, muitos representantes da comunidade empresarial chilena residentes no Brasil e inúmeros profissionais da imprensa.

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Foto: Norio Ito

A noite começou com seleto coquetel, quando então foram servidos variados petiscos acompanhados de Pisco Sour, espumante Brut Casillero Del Diablo, coquetéis de frutas e refrigerantes. Esse foi um momento de encontros, bate-papos e descontração dos convidados que aos poucos iam chegando.

Em seguida, o salão principal foi aberto e os convidados, conduzidos a suas mesas. Após o pronunciamento de abertura feito pelo Sr. Oscar e um breve discurso do Ilmo. Embaixador, foi exibido um vídeo de apresentação que enaltecia as belezas e as riquezas do Chile.

A hora que se seguiu descortinou um mundo de prazeres, transportando todos os presentes a uma verdadeira viagem pela soberba gastronomia chilena, com aromas e sabores incríveis que expressaram muito bem a fama de sua cozinha, conhecida como uma das melhores do Cone Sul. O menu foi especialmente elaborado pelo Chef chileno Francisco Mandiola para esse evento, com a harmonização de belos exemplares da Vinícola Concha y Toro. O jantar teve então, a seguinte sequência:

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Foto: Norio Ito

Entrada: Mexilhões branqueados sobre purê de limão, finalizado na mesa com caldo marinho infusionado em limão verbena. Harmonizou com o Gran Reserva Sauvignon Blanc, safra 2013. Vinho de cor amarelo palha bem claro, com toque herbáceo no aroma e em boca, e ótima acidez.

Primeiro prato: Salmão grelhado texturizado e lula com crumble de coentro, brotos e lavanda. Harmonizou muito bem com o Marques Chardonnay, safra 2012. Vinho elegante, com toque amanteigado e untuosidade, e boa persistência. Delicioso!

Segundo prato: Chuletas de cordeiro braseadas e douradas, batata doce e laranja, mais suco de queijo de cabra. Harmonizou perfeitamente com o Terrunyo Cabernet, safra 2011. Vinho de coloração rubi, aromas de frutos vermelhos maduros, com notas de chocolate e baunilha; em boca equilibrado, taninos aveludados, toque de especiarias e final de longa persistência.

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Foto: Norio Ito

Sobremesas: Sorvete de berries com azeite de oliva (na mesa); cerejas maceradas com pisco sobre crumble de baunilha e passas; creme gelado de maçã, com pinholes e amêndoas. Harmonizou com o Late Harvest, safra 2006. Vinho de coloração dourada, com o sabor exuberante da Moscatel, cheio de amêndoas e mel. Muito bom!

Esperamos que esse breve relato sobre nossa deliciosa experiência ligada às maravilhas do Chile tenha despertado no leitor o interesse e o desejo de visitar e conhecer esse fascinante País.

Maria Uzêda.

 

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A confraria Bem de Vinho se reuniu esta semana para degustar às cegas e avaliar alguns exemplares da vinícola chilena Escudo Rojo, localizada no vale do Maipo. Sempre muito divertido e instrutivo, o encontro incluiu uma proposta de harmonização, que tornou a noite ainda mais agradável e surpreendente.

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Gustavo Buffa, Maria Uzêda, Arlene Colucci, Rafael Porto, Fernanda Vianna e Cristina Almeida Prado.

A Escudo Rojo foi fundada em 1997 pela família Rothschild, dona do famoso Château Mouton Rothschild e da marca global Mouton Cadet. A família buscava expandir seus negócios para novos terroirs e encontrou no Chile o local ideal. Usando todo seu conhecimento adquirido ao longo dos anos, com a tradição e a cultura da família, somando-se a modernas técnicas de produção, a Escudo Rojo nasce originando vinhos com a mesma excelência que seus vinhos bordaleses, mas com a vivacidade e exuberância do terroir Chileno.

O Chile é um país privilegiado para produção de vinhos por sua diversidade de solos, a água cristalina e o frescor proveniente dos Andes e as barreiras naturais de seu território que servem de proteção contra o ataque de pragas e doenças. Esse conjunto permite originar uvas de altíssima qualidade, especialmente no Valle do Maipo, que é uma das principais regiões produtoras no Chile.

A Escudo Rojo é hoje uma marca global e encanta apreciadores de vinhos mundo a fora. Confira o descritivo dos vinhos apresentados no encontro da confraria Bem de Vinho e as notas de degustação:

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Rothschild quer dizer “escudo vermelho” em alemão, mesmo significado de Escudo Rojo, que é o emblema do brasão da família.

Escuro Rojo Rosé 2011

País: Chile

Região: Maipo

Castas: 66% Syrah, 21% Cabernet Sauvignon e 14% Carmenère

Graduação Alcoólica: 14%

Notas: De coloração rosada com reflexos brilhantes. No nariz abre com algumas notas intensas de morangos silvestres frescos e romã, com toques de especiarias. Em boca, revela generosos sabores de cereja e framboesa. Um vinho envolvente e delicioso.

Escudo Rojo Carmenère 2012

País: Chile

Região: Maipo

Casta: 100% Carmenère

Graduação Alcoólica: 14%

Notas: De coloração rubi com reflexos violáceos, apresenta aromas de frutas negras como cereja, com notas de hortelã, pimentão verde e especiarias. Em boca, apresenta taninos aveludados com toque de baunilha, frutas maduras e especiarias. Muito bom!

Envelhecimento: 50% barris de carvalho com 1 ano de idade durante 6 a 8 meses.

Escudo Rojo Syrah 2011

País: Chile

Região: Maipo

Casta: 100% Syrah

Graduação Alcoólica: 14%

Nota de degustação: De coloração rubi intenso, apresenta aromas de frutas negras como cereja e ameixa preta com notas de baunilha. Em boca, revela taninos marcantes, corpo médio, uma riqueza de frutas negras maduras com toque herbáceo. Está delicioso!

Envelhecimento: 50% barris de carvalho com 1 ano de idade de 6 a 8 meses.

Escudo Rojo Blend 2011

País: Chile

Região: Maipo

Castas: 40% Carmenère , 38% Cabernet Sauvignon, 20% Syrah, 2% Cabernet Franc.

Graduação Alcoólica: 14%

Nota de degustação: De coloração rubi intenso, revela aromas poderosos de frutas negras maduras, como cereja e amora com notas de chocolate e baunilha. Em boca, apresenta toques de mate e frutas maduras, bom corpo e maturidade tânica. Expressa todo o caráter do terroir do Chile, combinando o caráter do Cabernet Sauvignon com arredondamento da Carmenère e poder aromático da Syrah. Está muito bom!

Envelhecimento: 50% barris de carvalho com 1 ano de idade de 6 a 8 meses.

Rothschild quer dizer “escudo vermelho” em alemão, mesmo significado de Escudo Rojo, que é o emblema do brasão da família.

Mais informações sobre os vinhos no site da Devinum ou através do e-mail cristina@sommeliere.com.br.

Um brinde à vida!

Cristina Almeida Prado.

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