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Posts Tagged ‘espumantes’

Sempre que me pedem indicação de um vinho espumante, minha primeira recomendação é de um produto brasileiro. Sei que ainda existe muito preconceito com os vinhos nacionais por conta de um histórico de produtos de baixa qualidade. Mas hoje a realidade já é muito diferente. Com a entrada de vinhos chilenos e argentinos em larga escala em nosso mercado a preços competitivos, a indústria nacional precisou correr atrás e se modernizar. E o que nosso terroir tem nos permitido produzir de melhor são os vinhos espumantes. Como sommelière e enófila, ergo a bandeira do espumante nacional e ouso dizer que temos muitos exemplares que desbancam qualquer borbulha dos nossos vizinhos.

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Nesta semana participei de mais um Wine Bar Online, projeto que promove degustações ao vivo pela internet. Desta vez, conhecemos os espumantes da gaúcha Dunamis, uma vinícola jovem fundada em 2010 que tem como filosofia originar vinhos descomplicados, que possam ser apreciados a qualquer momento. Foram apresentados um espumante Brut, um Rosé e um Moscatel, cada um com uma proposta bem distinta, mas todos muito bem elaborados. Degustar estes três exemplares foi uma experiência surpreendente, conforme veremos a seguir:

DUNAMIS AR – BRUT

Variedade: 100% Chardonnay

Vinhedos: Serra Gaúcha.

Graduação alcoólica: 11,5% vol.

Notas de degustação: Possui cor amarelo claro com média espumação e bolhas de tamanho pequeno. No aroma lembra maçã, pêra, com notas cítricas e florais. No paladar apresenta acidez equilibrada, corpo intenso, boa persistência e uma discreta doçura. Harmonizado com salmão grelhado na crosta de ervas com coalhada seca e limão siciliano ficou delicioso!

Temperatura de serviço: 4 a 6°C.

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Salmão na crosta de ervas com coalhada seca e limão siciliano.

DUNAMIS – AR BRUT ROSÉ

Variedades: 50% Merlot e 50% Malbec

Vinhedos: Serra Gaúcha

Graduação alcoólica: 12,5% vol

Notas de degustação: De coloração rosa intenso, revela aromas de frutas vermelhas como morango e cereja. Em boca, apresenta sabores de frutas vermelhas, boa estrutura e espumação, acidez refrescante e equilibrada. Um proposta diferente e muito interessante!

Temperatura de serviço: 4 a 6°C.

DUNAMIS AR – MOSCATEL

Variedades: 100% Moscato Bianco

Vinhedos: Serra Gaúcha.

Graduação alcoólica: 7,5%

Notas de degustação: De coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, apresenta bolhas finas e delicadas. Aromas de frutas cítricas com notas florais. Acidez equilibrada, agradável frescor e jovialidade, sabor de abacaxi e maçã verde com delicada doçura. Um surpreendente moscatel!

Temperatura de serviço: 4 a6°C

Os espumantes apresentados custam cerca de R$50 e podem ser comprados na loja online da Dunamis.

Um brinde aos espumantes nacionais!

Cristina Almeida Prado.

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madame lilly bollinger “Eu bebo Champagne quando estou feliz e quando estou triste. Por vezes eu bebo quando estou sozinha. Mas quando tenho visitas é imprescindível. Eu beberico se não tenho fome e bebo, se tenho. Caso contrário, eu nunca bebo. A menos que tenha sede.”

Madame Lily Bollinger

Como já dizia Madame Lily Bollinger, da famosa Maison Bollinger, o Champagne ou o vinho espumante é uma bebida versátil, que combina com diversas ocasiões. Porém, no Brasil, é no fim do ano que as prateleiras se recheiam com essa bebida, símbolo da celebração. Isso pode muitas vezes gerar uma confusão na mente do consumidor na hora de escolher suas borbulhas. Champagne? Prosecco? Cava? Afinal, o que os diferencia?

Basicamente, as características que classificarão cada tipo de vinho espumante são: o método de elaboração, a região onde é produzido, as castas utilizadas e o teor de açúcar. Vamos conhecer um pouco mais sobre essas características:

Métodos de elaboração

Os métodos mais comuns para elaboração de espumantes partem de duas fermentações. A primeira, a fermentação alcoólica que transforma os açúcares do suco de uva em álcool e a segunda, que é a que propicia a formação das borbulhas. A segunda fermentação pode ocorrer de duas maneiras: pelo método tradicional (ou Champegnoise) ou pelo método Charmat.

Remuage Champagne No método Champegnoise, a segunda fermentação ocorre na garrafa, ou seja, o gás carbônico produzido é retido dentro da própria garrafa que chegará ao mercado. Sua produção é uma arte. Após a segunda fermentação, o subproduto da ação da levedura sobre o açúcar deposita-se no fundo a garrafa. As garrafas então são giradas regularmente para que o líquido esteja em contato com os sedimentos, influenciando em sua complexidade, até que a garrafa seja totalmente virada de cabeça para baixo e seus sedimentos se acumulem no gargalo. Esse processo é conhecido como remuage. Ao final da maturação, o gargalo é congelado para retirada do depósito de sedimentos, ou borra, que é expulsa pelo gás sob pressão formado e a garrafa é arrolhada finalmente.

Já no método Charmat, a segunda fermentação é feita em grandes tanques de aço inoxidável, chamadas de autoclaves. O gás carbônico produzido nesses tanques é retido e o líquido é engarrafado sob pressão. Nesse método é mais fácil extrair os resíduos das leveduras.

Classificação quanto ao nível de açúcar

O vinho espumante é, em geral, seco, pois o açúcar existente no suco de uva é totalmente consumido pelas leveduras. Para ajustar o produto às diferentes preferências em relação ao grau de doçura, usa-se o licor de expedição – basicamente uma mistura de vinho, açúcar e agente clarificante – que é adicionado antes do engarrafamento (método Charmat) ou no momento da retirada dos resíduos das leveduras (método Champegnoise).

A quantidade de açúcar do espumante tem relação direta com seu sabor, gerando classificações que vão do Extra Brut ao Doce. De acordo com a legislação brasileira, as classificações são as seguintes:

Brut Nature                                       É aquele sem adição de açúcar

Extra Brut                                           0g a 6g de açúcar por litro

Brut                                                      6g a 15g de açúcar por litro

Sec / Seco                                          15g a 20g de açúcar por litro

Meio Seco/ Demi-Sec                   20g a 60g de açúcar por litro

Doce                                                    mais de 60g de açúcar por litro

Espumantes ao redor do mundo

Alguns dos espumantes mais conhecidos são produzidos de acordo com determinadas especificações, tanto em relação à região em que são elaborados, quanto aos tipos de uvas utilizadas, recebendo denominações particulares.

Champagne

taittinger champagne É o mais famoso dos espumantes. Frequentemente, o nome Champagne é utilizado de forma equivocada para referir-se a qualquer tipo de espumante. Mas na verdade, somente pode ser chamado de Champagne o vinho espumante produzido na região demarcada na França que leva o mesmo nome. Além disso, deve ser produzido pelo método Champegnoise e a partir das uvas tintas Pinot Noir e Pinor Meunier e da branca Chardonnay.

Dicas:

-Veuve Cliquot e Taittinger, para quem não conhece, vale conhecer. Podem ser encontradas em qualquer empório de vinhos ou loja especializada. Preço médio: R$180,00.

Crémant

São espumantes produzidos na França, em regiões como Borgonha, Limoux e Loire, entre outras, respeitando as especificações de cada uma das AOCs (Appellation d’Origine Controlée). Além disso, é feito pelo método tradicional.

Prosecco

Recebem esse nome os espumantes produzidos nas cidades de Connegliano ou Valdobbiadene (no Vêneto, Itália), elaborados pelo método Charmat e com a casta das uvas Prosecco. No entanto, vale ressaltar que a uva Prosecco tem dado excelentes resultados no terroir brasileiro e produzido espumantes de qualidade comparável aos italianos.

Dica:

-Prosecco Salton é um ótimo custo-benefício e pode ser encontrado em qualquer rede de supermercados. Preço médio: R$26,00.

Asti

Espumante meio-doce e com baixa graduação alcoólica (6 a 7%) elaborados com uvas Moscato na cidade de Asti, na Itália. É produzido através de uma variação do método Charmat, na qual a base é um mosto que passa por primeira e única fermentação em granes tanques.

Franciacorta

Produzido pelo método tradicional a partir de uvas cultivadas nas colinas de Brescia, na Lombardia, a partir de uvas Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Noir. É considerado um dos espumantes mais sérios produzidos na Itália.

Cava

Nome dado aos espumantes espanhóis, em sua maioria, produzidos pelo método Champegnoise na região da Catalunha, a partir das uvas Xarel-lo, Parellada, Macabeo e Chardonnay.

Dicas:

-Cordoniú ou Freixenet são as mais populares e fáceis de encontrar nos grandes mercados. Preço médio: R$60,00

Sekt

Nome dado aos espumantes alemães majoritariamente feitos pelo método Charmat. Podem ser produzidos a partir de uma variedade de uvas e até mesmo utilizando-se vinhos base vindos de fora da Alemanha, desde que o processo de segunda fermentação aconteça em território alemão. É curioso lembrar que a Alemanha é o país com maior consumo per capita de espumantes do mundo.

champagne celebrar a vida Contudo, é preciso deixar claro que nem tudo que borbulha é espumante. Nos espumantes verdadeiros, o gás carbônico deve provir da fermentação. Assim, vinhos gaseificados artificialmente, como os vinhos frisantes, cujo CO2 é injetado, não são classificados como espumantes. Um exemplo de vinho frisante é o famoso Lambrusco, que costuma agradar o paladar do brasileiro.

 Agora que você já é um conhecedor das borbulhas, por que não seguir os conselhos da madame Bollinger e aproveitar cada momento para abrir uma garrafa e celebrar, simplesmente, à vida?

Referência: Almanaque do Vinho edição 3.

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Fechamento de cota, planejamento 2011, corre-corre, férias chegando, verão começando, 13º salário, lista de presentes e muitas outras atividades para cumprir nos próximos dias… O fim de ano está aí, e é dada a largada às compras e preparativos para as tão esperadas festas de Natal e ano novo.

brinde espumante No mundo dos vinhos o corre-corre não é diferente. Somente nos últimos dias foram três eventos com boas novidades e ótimos preços para quem já está fazendo seu estoque para as celebrações.

Dentre eles, a degustação de vinhos do Alentejo, promovida pela comissão vitivinícola Alentejana, com vinhos que já estão disponíveis no mercado e novos rótulos ainda sem representação. Foi um ótimo evento para encontrar o pessoal do meio e conhecer as novidades. Os vinhos do Alentejo têm se mostrado bastante alegres, com uma complexidade aromática interessante, certa leveza e taninos macios. Mostraram-se fáceis de beber e bons companheiros para o dia-a-dia. Alguns destaques foram:

-Monge Bruto, produzido pelo método champegnoise com a uva castelão. Aromas defumados e de frutas secas. Em boca, cítrico e refrescante. Preço: 80,00.

-Casal da Coelheira 2007, Touriga Nacional, Touriga Franca, Alicante Bouschet. Alentejo, Portugal. 6 meses de barrica. Preço: R$48,00.

Importadora: Max Brands – www.maxbrands.com.br

-Vale D’Algares Guarda Rios 2009. Alentejo, Portugal. Fácil, refrescante, notas cítricas. Preço: R$54,00.

-Vale D’Algares Vale D’Algares Alvarinho. Aromas de lichia com fundo de caramelo. Em boca, notas cítricas e minerais. Alentejo, Portugal. Preço: R$144,00

Importadora: Premium – www.premiumwines.com.br

Alguns dias depois estive na degustação da Expand do Bar des Arts, com apresentação de novos rótulos trazidos pela importadora e promoções especiais para o fim de ano. A degustação estava dividida entre os seguintes países: Itália, com o produtor Firiato apresentando seus vinhos espumantes, rosés e tintos; Argentina, representado pela Mendel, um produtor estilo boutique com vinhos de excelente personalidade; Chile, com vinhos mais ligeiros, para o dia-a-dia; e Austrália, impressionando com os seus vinhos brancos de uvas nada tradicionais neste país. Alguns destaques foram:

-Mendel Malbec 2008, Mendoza, Argentina. Aromas de amoras. Em boca, corpo médio, frutado. Leve presença de taninos. Preço: R$78,00

-Mendel Unus Malbec 2007, Mendoza, Argentina. 16 meses de barrica. Aromas de baunilha e chocolate. Em boca, bom corpo e taninos presentes. Excelente! Preço: R$174,00.

-Peter Lehmann Barossa Semillon 2005, Tanunda, Austrália. Aromas minerais, certo frescor e um fundo de mel. Em boca, corpo médio e boa acidez. Muito interessante. Preço: R$75,00.

E por fim, a feira de vinhos Abravinis, que reuniu diversos produtores e importadores com preços irresistíveis no Esporte Clube Pinheiros. Estavam presentes Salton, Casa Valduga, Dommo, Abflug, La Pastina, World Wine, MS Import, dentre outros. Alguns destaques foram:

-Casa Valduga Arte Brut. Preço: R$26,00

-Casa Valduga Amante Brut. Preço: R$49,00

www.casavalduga.com.br

-Salton Prosecco. Preço: R$28

-Salton Volpi Pinot Noir. Preço: R$35,00

www.salton.com.br

-Perez Cruz Limited Edition Syrah 2008, Vale de Maipo, Chile. 14,5%. Aromas de frutas negras e pimenta. Em boca, ótimo corpo, aveludado. Muito bom. Preço: R$95,00.

Importadora: Abflug – www.abflug.com.br

-Cinco Tierras Cabernet Sauvignon 2006. Preço: 68,00.

-Sur de Los Andes Malbec 2006. Preço: 38,00

Importadora: MS Import – www.msimport.com

E para quem não teve a oportunidade de degustar e fazer as compras de fim de ano, os eventos não param por aí:

-Dia 07/12 à partir das 19h, saldão de vinhos na Enoteca e Cantina Materello.

Rua Fidalga, 120, vila Madalena.

-Dias 11 e 12/12 de 11h às 18h, Mundo Sommelier, promovido pela revista Prazeres da Mesa.

Ceasar Park Faria Lima – R. olimpíadas, 205

Reservas: www.mundosommelier.com.br

Ficam aqui as dicas para você começar o ano regado a ótimos vinhos. Bom proveito!

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