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Considerado o maior guia mundial de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, o Guia Descorchados chega à sua edição 2018 com mais de 3.000 vinhos degustados, mais de 155 vinícolas argentinas e 190 chilenas, 30 vinícolas uruguaias e 16 vinícolas brasileiras.

São mais de 1.000 páginas com as notas dadas por Patrício Tapia, idealizador e organizador do guia, que conta com a colaboração de Eduardo Milan, editor de vinhos da Revista Adega. A publicação traz também detalhes sobre as principais uvas, harmonizações e recomendações, tornando-o referência para o setor.

O lançamento da versão 2018 será feito junto a uma grande feira de vinhos, com cerca de 100 produtores confirmados, dos 4 países. Os visitantes poderão conhecer os principais destaques, além de conversar com produtores, enólogos e importadores.

Descorchados-2018-patricio-tapia

Alguns dos participantes são:

ADOLFO LONA | ALTO DE LA BALLENA | ALTOS LAS HORMIGAS | ARESTI CHILE WINES | ARGENTO | BIANCHI |BODEGA CADUS WINES | BODEGA GARZÓN | BODEGA NIETO SENTINER | BODEGA TACUIL | BODEGA VALLE ARRIBA | BRACCO BOSCA |CALCU |CASA PETRINI | CASAS DEL BOSQUE | CASA VALDUGA | CASAS DEL TOQUI | CATENA ZAPATA | CERRO CHAPEU | CLOP WINES | DAL PIZZOL | DEICAS | DOMAINE BOUSQUET | DOMNO | DON GUERINO | YOO | EL ENCANTO |EL ENEMIGO | ERRAZURIZ SA |ESCALA HUMANA | ESTANCIA USPALLATA | FINCA ANIELLO | FINCA LAS MORAS|FINCA LAS PAYAS|FINCA SOPHENIA| GEN DEL ALMA | DÉCIMA | HERMAN | KAIKEN | LA PROMETIDA | LAGARDE | LAS MERCEDES | LÍDIO CARRARO | LUIS FELIPE EDWARDS | MAQUIS | MARICHAL | MATERVINI | MÁXIMO BOSCHI | MAYCAS DEL LIMARI | MIGUEL TORRES | MIOLO WINE GROUP |MORANDÉ | PASSIONATE WINES | PEREZ CRUZ| PIZZORNO | QUINTA DA FIGUEIRA | REQUINGUA | ROBERTO HENRIQUEZ | RUTINI WINES | SANTA EMA | TINTO RULO | TINTONEGRO | TRAPICHE | TRES PALACIOS | VALLISTO | VIAPIANA | VIÑA AQUITANIA | VIÑA BOUCHON | VIÑA CARMEN | VIÑA CASA DONOSO |VIÑA CASA SILVA | VIÑA CONO SUR | VIÑA COUSINO MACUL | VIÑA DE MARTINO | VIÑA EDEN | VIÑA EL PRINCIPAL | VIÑA FINCA DE LA CELIA | VIÑA GANDOLINI | VIÑA GARCÉS SILVA | AMAYNA | VIÑA LABERINTO | VIÑA LAS VELETAS | VIÑA LEYDA | VIÑA LOS CHOCOS | VIÑA MAIPO | VIÑA ODFJELL |VIÑA QUINTAY |VIÑA SAN PEDRO |VIÑA SANTA CAROLINA |VIÑA SIEGEL | VIÑA TABALI | VIÑA TARAPACÁ | VIÑA UNDURRAGA | VIÑA VALDIVIESO | VIÑA VENTISQUERO | VIÑA VENTOLERA | VIÑA WILLIAM COLE | VIÑAMONTES | VIÑA BISQUERTT | VIÑEDO DE LOS VIENTOS | VIÑEDOS ALCOHUAZ | VIÑEDOS EMILIANA | VINÍCOLA AURORA | VINICOLA CAVE GEISSE | VINÍCOLA FACCIN | VINÍCOLA LUIZ ARGENTA | VINÍCOLA PERINI |VINÍCOLA PIZZATO | VIVO O MUERTO | ZORZAL | ZUCCARDI

Em São Paulo, o evento acontece no Villaggio JK, na Vila Olímpia. No Rio de Janeiro o evento terá uma versão pocket, com 20 produtores e acontecerá no Village Mall, na Barra da Tijuca.

O Guia Descorchados pode ser adquirido no e-commerce da Loja Sabor.club no endereço http://loja.sabor.club/, bem como os ingressos para os eventos de São Paulo e Rio de Janeiro. A compra do ingresso dá direito a um exemplar do guia no valor de R$ 150,00.

E assinantes da Revista ADEGA e Revista Sabor têm 50% de desconto. Para solicitar o benefício os clientes deverão enviar e-mail para assinaturas@innereditora.com.br e solicitar o link de acesso. Os assinantes do Clube Adega também ganham um exemplar do Guia, bastando confirmar a presença pelo email concierge@clubeadega.com.br.

Para o trade e associados da ABS São Paulo os ingressos têm preços especiais e para o cadastramento devem enviar e-mail para info@innereditora.com.br solicitando informações.

LANÇAMENTO Guia Descorchados 2018 – São Paulo

Local: Villagio JK – Rua Funchal, 500 – São Paulo – SP

Data: 10 de abril de 2018

Horário: Trade e Imprensa – 14:30h às 17:30h // Público final – 18:30h às 21:30h

LANÇAMENTO Guia Descorchados 2018 – Rio de Janeiro

Local: Village Mall – terraço

Data: 12 de abril de 2018

Horário: 18h às 21:30h

Venha conhecer o que a América Latina produz de melhor quando o assunto é vinho.

Saúde!

Cristina A. Prado

Na semana passada participei de uma degustação promovida pela vinícola Norton em parceria com a Wine Brands. Foi uma agradável reunião com um grupo de amantes do vinho e a presença da diretora de exportações da Norton, Judith Bernal, que nos contou um pouco sobre a história dessa gigante e conhecida marca e nos apresentou alguns de seus principais rótulos.

BODEGAS-NORTON-VINOS-ARGENTINA

A história da Norton tem início em 1895 com um engenheiro britânico que estava na Argentina para a construção de uma estrada de ferro e se apaixonou por uma argentina. Ao longo dos anos, a vinícola passou por alguns proprietários, até que a família Swarowsky, austríaca, dona da famosa marca de cristais Swarowsky, adquiriu a propriedade.

A Norton tem hoje cinco vinhedos nos principais terroirs de Mendoza, localizados aos pés dos Andes. Judith conta que Mendoza é a principal região produtora de vinhos na Argentina, que com apenas 250mm de chuva por ano (considerada uma região quase desértica), muito sol e elevada amplitude térmica (oscilação de temperatura entre o dia e a noite), a tornam excelente para o cultivo de vinhas, permitindo aos produtores uma consistência bastante equilibrada para seus vinhos de safra para safra, o que não acontece em muitas regiões produtoras pelo mundo, como Bordeaux, por exemplo, que tem condições climáticas bastante instáveis.

Não somente o terroir aporta grande influência à qualidade de seus vinhos, mas a idade dos vinhedos, com uma média de 30 anos, sendo que o mais antigo tem 80, o que confere grande concentração de aromas e sabores e estrutura a seus vinhos.

BODEGAS-NORTON-VIÑEDOS-VINEYARDS-ARGENTINA

Com exportação para mais de 60 países, a Norton é hoje considerada a quinta vinícola argentina mais importante do mundo, atrás de marcas como Trapiche (Peñaflor), Catena, Trivento (Concha y Toro) e Zuccardi.

Judith conta que visitar a propriedade é uma experiência imperdível para enófilos de todos os perfis e idades. Sua estrutura turística abrange desde visitações com degustação, até a experiência de enólogo por um dia que permite ao visitante fazer seu próprio vinho, além de aulas de gastronomia local, participação na colheita, almoço ou jantar no restaurante La Vid, considerado um dos melhores da região, dentre outras atividades.

Os vinhos que degustamos nessa noite foram:

Norton Reserva Syrah 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

Rubi intenso com aromas de amoras negras maduras, figos secos, chocolate e especiarias. Em boca, elevada acidez, corpo médio e taninos firmes.

R$93,00

Norton Reserva Malbec 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração púrpura, apresenta aromas de ameixa, violeta, especiarias e tabaco. Em boca, acidez média, corpo médio, taninos macios, fácil e frutado.

R$93,00

Perdriel Series Malbec 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração rubi com reflexos púrpura, apresenta aromas de frutos negros maduros, violeta, especiarias e tabaco. Em boca, elevada acidez, bom corpo e taninos marcantes.

R$105,00

Perdriel Series Cabernet Sauvignon 2014

Mendoza, Luján de Cuyo

12 meses de maturação em barris de carvalho francês

De coloração rubi profundo, apresenta aromas de fruta vermelha madura, cassis e notas de baunilha e mentol. Em boca, corpo médio, boa acidez, taninos finos e marcantes.

R$105,00

NORTON-PRIVADO-SIGNATURE-WINEMAKING-ARGENTINANorton Privado 2014, Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon

Mendoza, Luján de Cuyo

16 meses de maturação em barris de carvalho francês

Feito ao estilo bordalês, este é o vinho assinatura da família e levou 97 pontos pela avaliação da revista Decanter. De coloração rubi intenso, apresenta aromas de frutas vermelhas e negras maduras, especiarias, tabaco e café. Em boca, encorpado, com taninos finos e marcantes, acidez equilibrada e ótima persistência.

R$204,00

Mais informações sobre a vinícola Norton e seu importador nos sites abaixo:

https://www.norton.com.ar/home/

https://www.winebrands.com.br/

Um brinde,

Cristina A. Prado.

Continuando meu relato sobre as vinícolas do Oregon, trago aqui mais duas sugestões imperdíveis:

“Trisaetum”:

trisaetum-oregon-enoturismoFundada em 2003 por Andrea e James Frey, essa vinícola é especializada na produção de Rieslings e Pinot Noirs. O nome Trisaetum deriva dos nomes dos dois filhos do casal: Tristen e Tatum. Esta é mais uma empresa familiar instalada no coração do vale de Willamette.

A Trisaetum utiliza uvas provenientes de seus vinhedos localizados em diferentes áreas viticulturais (AVAs): Yamhill-Carlton, Ribon Ridge e Dundee Hill. Em sua linha de produção estão os brancos “Trisaetum Riesling” e os tintos “Trisaetum Pinot Noir”, estes elaborados com uvas de diferentes vinhedos e envelhecidos em barris de carvalho em cave subterrânea por 12 a 20 meses antes de engarrafar. Há também os Pinot Noirs da “Trisaetum Artist Series”, uma coleção de edição limitada com rótulos especialmente desenhados a cada ano pelo próprio enólogo, proprietário e artista, James Frey.

James é artista plástico e imprime sua arte com paixão nos vinhos que produz, deixando sua marca pessoal. O visitante que chega na sala de degustação se surpreende ao ver que está dentro de uma Galeria de Arte. Isso mesmo, a sala de degustação fica dentro da bela galeria onde estão expostos os trabalhos de James. Devo dizer que a experiência aí é inusitada e encantadora!

A Trisaetum produz também uma caprichosa linha de espumantes feitos pelo método Champenoise.

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A sala de degustação é aberta ao público, mas se preferir, eles oferecem degustação privada, com harmonização de queijos e frios, que requer agendamento com 48 horas de antecedência e custa 60 dólares. Contatos podem ser feitos pelo e-mail alice.ingraham@trisaetum.com, ou pelo site www.trisaetum.com

“Rex Hill”:

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Essa vinícola entrou na minha lista de visitação por acaso. Folheando um jornal de circulação local, fiquei sabendo que a Rex Hill tinha sido premiada recentemente pela revista americana The Wine Advocate encabeçada pelo famoso crítico de vinhos Robert Parker. O prêmio reconhece a Rex Hill como uma das oito vinícolas extraordinárias da América.

A Rex Hill ficou conhecida pelos seus complexos e elegantes Pinot Noirs, no entanto, também produz sedutores brancos elaborados com Chardonnay, Riesling e Pinot Gris.

Fundada em 1982, foi adquirida em 2007 pela A to Z Wineworks que reduziu sua produção para focar somente em vinhos de alta qualidade, utilizando os princípios da biodinâmica em seus vinhedos.

Na agradável sala de degustação da Rex Hill, por 15 dólares você pode degustar 4 diferentes vinhos:

1- “Seven Soils Chardonnay 2015” – um vinho aromático, sedoso, com álcool bem integrado, resultante de passagem por barril de carvalho francês.

2- “Willamette Valley Pinot Noir 2014” – um blend de uvas de vários terroirs, é um vinho com boa fruta e taninos delicados.

3- “Shea Vineyard Pinot Noir 2014” – com 92 pontos da Wine Advocate, esse vinho apresenta mais corpo que o anterior, bem equilibrado, boa adstringência e final longo.

4- “Francis Tannahill Sundown 2013” – um inusitado blend de Grenache e Syrah provenientes do sul do Oregon; de coloração rubi intenso, com notas minerais e taninos robustos.

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Ao final da degustação, o simpático gerente Jonathan Lampe me serviu mais um rótulo: “Rex Hill Jacob-Heart Estate Vineyard Pinot Noir 2014”. Vinho de coloração rubi intenso, muito rico, cheio de frutos maduros, com bom corpo, notas tostadas, um toque terroso, bem estruturado e balanceado. Belo vinho!

Para saber mais acesse: www.rexhill.com

Finalizamos assim mais um relato de viagem em que demos uma pincelada sobre o encantador quadro vitivinícola do vale de Willamette, compartilhando com os amigos leitores experiências e dicas do mundo do vinho.

Maria Uzêda.

Cruzando o estado do Oregon, pude visitar algumas vinícolas na região de Willamette que me impressionaram muito.

Domaine-Serene-Enoturismo-OregonA primeira delas foi a Domaine Serene. Instalada numa magnífica propriedade, essa linda vinícola abriga um clube, onde ocorrem eventos como casamentos, confrarias ou festas de empresas; a cantina, com moderno sistema de vinificação por gravidade; e uma sala de degustação ampla, cheia de mesas e um generoso balcão.

Os proprietários, o casal Ken e Grace Evenstad, são tão apaixonados pelos vinhos da Borgonha que, além da vinícola Domaine Serene, adquiriram um Château na região da Côte D’Or, e estão produzindo um Premier Cru com a assessoria de vinhateiros franceses. E o resultado é incrível: um Chardonnay Grand Cru do Oregon e um Chardonnay Premier Cru da Borgonha com muita semelhança entre eles, apenas um leve amargor no primeiro, mas ambos fabulosos!

A vinícola Domaine Serene tem também obtido um reconhecimento global com seus icônicos Pinot Noir. O “Evenstad Reserve Pinot Noir”, com 16 meses de envelhecimento em carvalho francês, é a bandeira da vinícola e define o padrão pelo qual são elaborados seus Pinots. Os aromas de cerejas negras, groselha e cravo preenchem a taça. Em boca mostra notas de frutos negros em compota, com taninos aveludados e final persistente. Maravilhoso!

Beaux-Freres-Oregon-Enoturismo“Beaux Frères” foi a segunda vinícola que visitei. Situada fora da estrada principal, essa vinícola é o que se poderia chamar de despretensiosa e rústica, caso não conhecêssemos sua brilhante reputação de vinhos de altíssima qualidade.

Em parceria com o famoso crítico de vinho Robert Parker, cunhado casado com sua irmã mais velha Patricia, o trabalho de Michael Etzel ganhou notoriedade em pouco tempo. No entanto, independente da conexão com Parker, devemos admitir que foi a qualidade dos seus vinhos que colocou Beaux Frères na vanguarda e no topo da lista de qualquer conhecedor de vinho, sendo considerada uma das melhores do Oregon. À propósito, o nome Beaux Frères, é uma alusão aos dois amigos, Parker e Etzel.

A sala de degustação era bastante modesta, bem diferente do elaborado estilo francês ou de moderna arquitetura contemporânea que a gente costuma ver nas vinícolas da Califórnia ou mesmo do Oregon. Fui recebida por Jillian Bradshaw com quem agendei minha visita por e-mail. Quatro rótulos foram apresentados: um Chardonnay inspirado nos brancos da Borgonha, e três tintos, todos Pinot Noir, de vinhedos diferentes, de solos e altitudes variadas. Destaco aqui o “Beaux Frères, The Beaux Frères Vineyard 2015” e o “Beaux Frères, The Upper Terrace 2015”. O primeiro, uma joia rubi em taça, com vibrantes camadas de frutas vermelhas, especiarias e terra molhada que se transformam em sedosa textura na boca; intrigante e refinado mesmo em sua juventude, esse vinho promete muita complexidade e longa guarda. O segundo, com aromas de geleia de frutos vermelhos e expansiva complexidade que, momentos depois, torna-se exuberante; apresenta taninos ricos e aveludados e final longo; uma fascinante aventura engarrafada!

Como podem ver, cada vinícola tem suas características próprias e suas peculiares histórias, mas um ponto comum as identifica: a persistente paixão pelo estilo “Borgonhês”.

Não percam, no próximo post, mais relatos sobre as incríveis vinícolas do Oregon.

Para saber mais ou agendar visita, acesse:

www.domaineserene.com

www.beauxfreres.com

Maria Uzêda.

A paixão por vinhos nos leva, muitas vezes, a destinos surpreendentes. Assim foi minha passagem pelo Oregon, em recente viagem aos EUA.

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Localizado entre dois grandes estados produtores de vinho, Califórnia ao Sul e Washington ao Norte, o estado do Oregon é o segundo maior produtor de vinhos do país e é um destino pouco explorado pelos enófilos.

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A mais destacada região é a de Willamette Valley onde as condições de clima e solo são altamente favoráveis ao plantio da Pinot Noir, cepa responsável pelos melhores vinhos do Oregon. Willamette Valley possui a maior concentração de vinícolas e vinhedos do estado e inclui seis sub-regiões: Dundee Hills, Yamhill-Carlton, Ribbon Ridge, MacMinnville, Chehalem Mountains e Eola-Amity Hills.

oregon-wineries-vinho-sommeliereA história da viticultura do Oregon começou a ser escrita por pioneiros vinhateiros que, seguindo práticas tradicionais da Borgonha e utilizando técnicas e clones europeus, descobriram que a região era soberba para o cultivo da Pinot Noir. Na década de 70, o vinho “South Block” Pinot Noir 1975, produzido por David Lett, da Eyrie Vineyards, foi parar nos noticiários, quando, numa degustação às cegas na França em 1979, ficou entre os dez finalistas do concurso. Recentemente, em 2016, a região recebeu a maior honra concedida pela renomada revista “Wine Enthusiast” tendo sido nomeada a “Wine Region of the Year”.

Um dos motivos que diferenciam o Oregon de outros estados é o fato de que muitas de suas vinícolas são empresas familiares, predominantemente rurais e surpreendentemente pequenas, mas com grandes ideias. O que aliás, explica o slogan adotado por eles que diz: “Small is Beautiful”.

Hoje, novas gerações de viticultores e empreendedores estão forjando novos caminhos na indústria vinícola local, sem abdicar das tradições de seus antecessores, dando continuidade ao espírito daqueles pioneiros.

oregon-wineries-vinho-enoturismo2Dirigindo pelas estradas rurais da região de Willamette, o turista deve se guiar pelas placas azuis para encontrar seu destino. Elas sinalizam a direção para as vinícolas que geralmente são acessadas por estradas vicinais. São inúmeras as razões para se explorar o coração dessa região: centenas de vinícolas dispostas a oferecer experiência única aos visitantes (algumas requerem agendamento), belíssimas paisagens, inúmeras salas de degustação espalhadas pelas pequenas cidades do entorno (Dundee, McMinnville, Newberg, Carlton, Amity, Dayton, Sheridan, etc), refinados restaurantes (“SubTerra”,por exemplo, em Newberg), charmosos Bed and Breakfast, sem falar no museu “Evergreen Aviation and Space”, que abriga o maior avião da história da aviação, o “Spruce Goose”, construído pelo milionário Howard Hughes e merece ser visitado. É também interessante informar que, no Oregon, não há taxa de imposto sobre os produtos comprados.

Para os amigos amantes do vinho, fica então aqui a minha sugestão de viagem. Inclua o Oregon em seus planos e deixe-se levar por seus instintos numa prazerosa e inesquecível “eno-aventura” que só o vinho é capaz de proporcionar. No próximo post, falarei sobre as vinícolas que visitei no Oregon. Não percam!

Maria Uzêda.

1º Vídeo Post: Condições Ideais para Armazenar o Vinho

O site Sommelière começa o ano com novidades! Hoje lançamos nosso primeiro vídeo post falando sobre as condições ideais para o armazenamento do vinho. Confira e aproveite para deixar sua sugestão de tema para os próximos.

 

 

Um forte abraço e um excelente 2018!

Cristina Almeida Prado.