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Archive for abril \30\-02:00 2010

ExpoVinis 2010

Para todos os momentos um bom vinho, para todos os vinhos uma única feira.

Expovinis Dia 28 de abril, segundo dia de evento às 17h. Uma fila danada no credenciamento e gente de todo o tipo circulando, mas com um interesse em comum: o vinho.

A Expovinis é a maior feira de vinhos da América Latina e acontece uma vez ao ano. Ali, reúnem-se produtores, importadores, lojistas, distribuidores, prestadores de serviços, representantes, fornecedores de acessórios para o serviço do vinho e equipamentos para a vitivinicultura. É certamente uma excelente oportunidade para fazer negócios, relacionamento e claro, experimentar bons vinhos.

Alguns destaques importantes, como a presença numerosa das vinícolas nacionais, que se tornam cada vez mais expressivas; a delegação da França, com um estande de 500 metros quadrados no centro da exposição; a Viniportugal com uma comitiva numerosa de representantes portugueses promovendo seus rótulos; e um novo expositor que chamou bastante atenção: a delegação da Bolívia!

Entre goles e papos, fui anotando alguns vinhos interessantes, com bons preços e fáceis de beber que achei que valeria compartilhar:

1) Los Haroldos Malbec Rosé 2009, Los Haroldos, Valle de Uco, Argentina – Lançamento!

Importador: Obra Prima – www.obraprimaimportadora.com.br

Preço médio: R$25,00

2) Llama Malbec 2006, Belasco de Baquedano, Mendoza, Argentina

Importador: Obra Prima – www.obraprimaimportadora.com.br

3) Errazuriz Ovalle Chardonnay/ Viogner 2008, Errazuriz Ovalle, Colchagua, Chile

Importador: Obra Prima – www.obraprimaimportadora.com.br

Preço médio: R$35,00

4) Las Perdices Pinot Noir 2008, Las Perdices, Mendoza, Argentina

Importador: Bodegas – www.bodegas.com.br

5) Pasus Reserva 2006 (Tempranillo, Garnacha e Mazuelo), Honorio Rubio, Rioja, Espanha

Importador: Bodegas – www.bodegas.com.br

6) Terroir Merlot 2008, Miolo, Vale dos Vinhedos, Brasil

Onde comprar: http://www.meuvinho.com.br e www.vinhonet.combr

Preço médio: R$75,00

7) Volpi Pinot Noir 2009, Salton, Vale dos Vinhedos, Brasil

Onde comprar: Santa Luzia, Empório São Paulo

Preço médio: R$30,00

8) Gran Reserva Extra Brut 2004, Casa Valduga, Vale dos Vinhedos, Brasil

Onde comprar: www.vinhosnet.com.br

Preço médio: R$83,00

9) .Nero Extra Brut, Domino, Garibaldi, Brasil

Onde comprar: Metapunto, Vinomundi

Preço médio: R$43,00

10) Identity Tannat/ Syrah/ Petit Verdot 2008, Gimenez Mendez, Las Brujas, Uruguai

Onde comprar: www.hannovervinhos.com.br

11) Montal Monastrel 2008, Bodega Roqueta Montal, Murcia, Espanha

Onde comprar: Decanter – www.decanter.com.br

12) Monte do Enforcado Aragonês/ Trincadeira 2007, Monte do Enforcado, Alentejo, Portugal

Mais informações: www.viniportugal.pt

Vale conferir também a lista dos 10 melhores vinhos apresentados na Expovinis eleitos por renomados sommeliers e connaisseurs.

Um brinde!

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Um dia você se pega em uma reunião de amigos que apreciam e entendem de vinho. Ou então, você sai para almoçar com um cliente importante que conhece exatamente aquilo que está tomando. E agora, faltou vocabulário?

análise do vinho  Confira um guia resumido de termos utilizados no mundo dos vinhos e que podem ajudá-lo a entender melhor do assunto. E claro, a causar uma boa impressão.

 – A –

ABRIR – diz-se que o vinho “está abrindo” (ou “abriu”) quando está havendo (ou houve) crescimento de suas características (em especial do aroma), com certo tempo após a abertura da garrafa

ACIDEZ – Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação

ADSTRIGENTE – com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico ou duro

AFINADO – bem envelhecido, maduro e equilibrado

ALCOÓLICO – com muito álcool, desequilibrado

AMBIENTAR – (em francês CHAMBRER) deixar o vinho à temperatura ambiente, do recinto onde é servido

APAGADO – de aroma inexpressivo

AQUOSO – fraco, que teve adição de água

AROMA – odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terciário origina-se do envelhecimento e é denominado buquê

ÁSPERO – com excessivas adstringência e acidez (esta um pouco menor)

ASSEMBLAGE – mistura de vinhos diferentes; o mesmo que corte

AVELUDADO – macio, untuoso, viscoso com textura de veludo

AVINAGRADO – com odor e sabor de vinagre, deteriorado, inutilizado para o consumo

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– B –

BALANCEADO – que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura adstringência e o teor alcoólico o mesmo que o equilibrado e harmônico

Botrytis  BOTRITIZADO – vinho de sobremesa doce licoroso, feito com uvas botritizadas, isto é, contaminadas com o fungo Botrytis cinerea. Em poucas regiões do mundo de microclima específico como Sauternes na França, esse fungo, ao invés de destruir as uvas, perfura-lhes as cascas grãos, provocando a saída de água e concentrando o açúcar. As uvas assim contaminadas ficam com aspecto de uvas passas e/ou apodrecidas, daí o nome podridão nobre (“pourriture noble”,no francês, e noble rot, no inglês)

BOUCHONNÉE (frances – bouchon = rolha) – com odor de rolha (defeito)

 BRUT (francês) – utilizado para espumantes muito secos

BUQUÊ – (do francês bouquet) – aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento.

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– C –

CARÁTER – conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distingui-lo de outros

CAVA – nome dos espumantes espanhóis

CHAMBRER (francês) – o mesmo que ambientar

CHAPTALIZAÇÃO (do francês, “Chaptalization”) – adição de açúcar durante a fermentação (proibida em alguns países), técnica proposta pelo francês Chaptal.

CHEIO – o mesmo que encorpado

CLAIRET (francês) – nome utilizado pelos franceses a vinhos tintos leves, frutados, quase rosés

CLARET (inglês) = CLARETE (francês) – vinho tinto de Bordeaux na França

COMPLEXO – com aromas múltiplos, com buquê

CORPO – sensação tátil do vinho à boca, que lhe dá peso (sensação de “boca cheia”) e resulta do seu alto teor de extrato seco

CORTE – mistura de vinhos diferentes. O mesmo que assemblage (francês)

CRU (francês) – termo derivado do verbo “coître” (crescer) de múltiplos significados, dos quais os mais importantes são os que seguem. Na região de Bordeaux, “cru” tem o mesmo significado de “terroir” ou “château”, isto é, uma propriedade específica de um único produtor. Na subregião do Médoc, os melhores vinhos são classificados em cinco níveis de “cru” (Premiers Crus, Deuxièmes Crus, etc.), seguidos dos “Crus Bourgeois”. Nas outras subregiões bordalesas, como por exemplo, Saint-Emilion, os melhores vinhos classificam-se em “Premiers Grand Crus Classés” e “Grand Crus Classés”. Na região da Borgonha, “cru” significa o mesmo que “climat”, isto é, uma comuna ou região delimitada com vinhedos de vários produtores que produzem vinhos semelhantes ou “domaine”, uma única propriedade. Os melhores vinhos da Borgonha são designados “grand cru”, seguidos dos “premier cru”.

CURTO – que não deixa sabor persistente na boca; de retrogosto curto

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– D –

decanter  DECANTER (inglês) – decantador; frasco de vidro usado para decantar vinhos que possuem sedimento formado durante o envelhecimento. É também usado para arejar (“respirar”) o vinho antes de servi-lo

DELICADO – equilibrado e sóbrio

DEMI-SEC (francês) – meio seco, ligeiramente doce

DENSO – viscoso, encorpado

DESARMÔNICO – que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada); o mesmo que desequilibrado

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– E –

ELEGANTE – o mesmo que delicado

ENCORPADO – que tem muito corpo

ENÓFILO – apreciador e estudioso de vinhos

ENOLOGIA – ciência que estuda o vinho

ENÓLOGO – indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia

EQUILIBRADO – o mesmo que balanceado

ESCANÇÃO – o responsável pelo serviço de vinhos de um restaurante; o mesmo que sommelier (francês)

espumante  ESPUMANTE – vinho com gás carbônico, efervescente; nos de qualidade o gás é resultante da fermentação

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– F –

FECHADO – jovem, recém-engarrafado, ou recém-aberto e que ainda não demonstra toda a sua potencialidade

FLAUTA ou FLUTE – taça ideal para espumantes

FLORAL – com aroma de flores

FORTIFICADO – ao qual é adicionado aguardente vínica, como o vinho do Porto, o Madeira, o Jerez, o Marsala, o Banyuls e outros

FRESCOR – sensação agradável transmitida geralmente pelos vinhos brancos, jovens ou espumantes, resultante de um ligeiro predominância da acidez, sem perder o equilíbrio

FRISANTE – efervescente, com borbulhas provenientes de gás carbônico injetado

FRUTADO – com aroma de frutas

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– G –

GRAPA ou GRASPA – Bebida destilada tipicamente italiana, produzida a partir das cascas e resíduos do mosto de uva.

GROSSEIRO – adstringente, sem elegância

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– H –

HARMÔNICO – o mesmo que balanceado e equilibrado

HERBÁCEO – com aroma de ervas

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 – I –

INSÍPIDO – sem gosto característico, sem caráter ________________________________________

– J –

 JOVEM – vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento (Ex: vinhos brancos em geral, espumantes e a maioria dos vinhos brasileiros); pode também significar vinho recém fabricado,que pode e deve envelhecer ________________________________________

– L –

LEVE – com pouco corpo e pouco álcool,mas equilibrado; o mesmo que ligeiro

LÍMPIDO -sem sedimento ou partículas em suspensão transparente

LONGO – de boa persistência (ver verbete)

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 – M –

MADURO – no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência

MOSTO – líquido resultante da prensagem das uvas; suco; sumo

MOUSSEUX (francês) – espumante

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– N – NEUTRO – sem caráter marcante

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 – O –

OPACO – turvo; velado; sem limpidez

ORGANOLÉPTICO (A) – sensorial, que sensibiliza os sentidos. As características organolépticas de um vinho são as suas sensações olfatórias, gustativas e táteis, percebidas durante a sua degustação

OXIDADO – que sofreu oxidação; envelhecido além do suportável; decomposto na cor (do dourado ao castanho para os brancos e do tijolo ao marron para os tintos), no aroma (adocicado, cetônico, etc.) e no sabor (desagradável e apagado)

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 – P –

PÉ – borra; depósito; sedimento

PERFUME – o mesmo que buquê

PERLAGE – (francês) as bolhas dos espumantes

PERSISTÊNCIA – sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos

PESADO – encorpado, mas com pouca acidez; sem fineza

PLANO – sem sabor e sem corpo ou sem corpo e sem acidez; também usado como sinônimo de chato

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– Q –

QUENTE – Referência à sensação de calor causada pelo teor alcoólico alto de um vinho

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 – R –

REDONDO – maduro e equilibrado

RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA – sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a consequente estimulação dos receptores olfatórios no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação

ROBUSTO – encorpado, nervoso e, sobretudo, redondo

bouchonée  ROLHA – diz-se que o vinho tem odor e/ou gosto de rolha quando apresenta aroma desagradável passado por rolha contaminada pela Armillaria mella (fungo parasita da casca da árvore com a qual é feita a rolha, o sobreiro)

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– S –

SÁPIDO – com acidez moderada (entre o chato e fresco)

SUAVE – o mesmo que ligeiro; também significa vinho meio-doce (demi-sec)

SUR LIE (francês: sur = sobre; lie = borra) – vinho não filtrado, que vai do barril, onde ficou sobre a borra, direto para a garrafa.

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 – T –

TANINO – substância existente na uva e que confere a adstringência ao vinho

TERROIR (francês) – literalmente designa o “terreno” onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.

TERROSO – com sabor de terra, do solo de onde veio a uva

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– U –

UNTUOSO – o mesmo que aveludado, sedoso e viscoso

Fonte: Academia do Vinho

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adegaO vinho é um organismo vivo, e como todo organismo vivo deve ser cuidado para que se desenvolva bem e apresente sua melhor expressão quando aberta a garrafa. Para isso, as condições de armazenamento das garrafas são fundamentais e devem ser respeitadas. Caso elas não sejam adequadas, pode ocorrer uma evolução irregular ou deterioração do vinho.

O local de guarda do vinho em um restaurante pode fazer toda a diferença. É preciso evitar ambientes quentes, muito iluminados e jamais guardá-los junto a outros produtos, principalmente os de cheiro forte, como produtos de limpeza ou alimentos, por exemplo.

Na sua casa, você deve observar as seguintes condições:

Temperatura Ideal  1)      Temperatura constante (em torno de 15º): um local muito quente provoca uma evolução acelerada do vinho, o que pode comprometer sua qualidade. Por outro lado, um local muito frio retarda sua evolução. Se você não possui uma adega climatizada, procure um ambiente fresco para armazenar suas garrafas e garantir uma boa evolução dos seus vinhos.

2)      Umidade: deve-se procurar um ambiente que não seja muito úmido, mas que também não seja seco em excesso. Isso é importante considerar, pois um ambiente úmido pode favorecer o desenvolvimento de microorganismos que formam mofo nas rolhas, podendo estragar o vinho. Já os locais muito secos podem favorecer o ressecamento da rolha e permitir a entrada de ar por pequenas fissuras, o que acarretará na oxidação do vinho (que confere um sabor avinagrado e nada agradável).

3)      Luz: é um agente acelerador que estimula reações químicas dentro da garrafa. O vidro escuro das garrafas já limita a penetração da luz, mas ainda assim devemos guardá-las em ambiente escuro.

Trepidacao  4)      Trepidação: num vinho que ainda está evoluindo, algumas reações químicas acontecem ao longo do tempo e irão definir o seu caráter. As trepidações podem acelerar esse processo, comprometendo sua evolução e seu resultado final.

5)      Posição: as garrafas devem permanecer deitadas para que o vinho esteja em contato constante com a rolha, evitando seu ressecamento.

   É importante considerar que, para que o vinho percorra o seu ciclo ideal de evolução e atinja sua maturação, apresentando sua máxima expressão, ele deve descansar tranquilamente em local apropriado. Sem ser incomodado por luz, cheiro, barulho, trepidações, calor ou posição inadequada. Mas é importante lembrar que vinhos mais jovens, frutados e pouco elaborados não devem ser armazenados por muito tempo para que não percam o seu frescor.

Tendo isso em mente e escolhido o local ideal, você pode começar a montar a sua adega e quem sabe, colecionar um novo hobby.

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vinho-brasil As primeiras videiras do Brasil foram trazidas pela expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, em 1532. Brás Cubas, fundador da cidade de Santos é, reconhecidamente, o primeiro a cultivar a vinha em nossas terras. As uvas eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, uvas européias adequadas para a produção de vinho fino), oriundas de Portugal e da Espanha.

No Rio Grande do Sul, a videira chegou em 1626, trazida por jesuítas que plantaram videiras européias em Sete Povos das Missões para utilização em missas. No entanto, a dificuldade de adaptação de variedades européias em nossas terras, em função do terroir difícil (condições de clima e solo), impediu a disseminação da vitivinicultura no Brasil.

Já em 1840, videiras americanas das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas por um comerciante que as plantou basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas que se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.

Região de Vinhos Sul A vitivinicultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Veneto – e uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras européias não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fungícas. Porém, perceberam que as variedades americanas, como a uva Isabel, eram mais resistentes e deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade inferior, espalharam-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Conducao das videiras em latada

Condução das videiras em latada

 Há algumas décadas, a preocupação com a melhoria da qualidade dos vinhos e das técnicas agronômicas fizeram com que, novamente, se iniciasse o plantio de variedades viníferas. A partir de 1970, vinícolas multinacionais, como a Moet & Chandon, a Martini & Rossi e a Heublein estabeleceram-se na Serra Gaúcha, trazendo equipamentos de alta tecnologia e técnicas viticulturais modernas. A melhora no sistema de condução das videiras, o acesso à tecnologia, a automação e o cuidado na seleção das uvas são alguns dos fatores que contribuíram com a qualidade do produto brasileiro, tornando-o mais competitivo.

Uva e Vinho Outras regiões produtoras, além da Serra Gaúcha, que vem se destacando na produção de vinho são as regiões do Vale do São Francisco, na Bahia, onde acontecem em média duas colheitas anuais devido ao clima quente o ano todo, e a região de São Joaquim em Santa Catarina, com vinhos de ótima qualidade.

Hoje o consumo de vinho no Brasil ainda é muito baixo, com uma média de cerca de 2 litros de vinho por ano, volume bem inferior aos cerca de 32 litros consumidos pelos argentinos e os 24 litros dos uruguaios. Na Europa, o consumo anual por habitante é de aproximadamente 60 litros, o que mostra que o Brasil tem um grande potencial de crescimento em relação ao consumo de vinho.

De alguns anos para cá, o vinho brasileiro vem ganhando maior expressão e hoje, já e exportado para diversos países pelo mundo, como os Estados Unidos e Suíça, por exemplo. Vinícolas como Salton, Miolo, Casa Valduga, Lídio Carraro e Cave Geisse já acumulam prêmios internacionais, principalmente com seus vinhos tintos e espumantes. Vale dar um destaque especial para os espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável para sua produção e que vem agradando o paladar de brasileiros e enófilos, mundo afora.

E você, já percebeu esse salto na evolução de qualidade dos vinhos brasileiros?

Referências:

www.wikipedia.com

www.enologia.org.br

www.academiadovinho.com.br

www.ibravin.org.br

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