Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Histórias de Vinho’ Category

Wine Spectator Os 200 melhores rótulos custo benefício do mundoNa matéria de capa da edição de outubro da Wine Spectator, podemos conferir os 200 rótulos de 15 países pelo mundo considerados como os melhores custo-benefício.

O que podemos perceber é que cada vez mais se produz excelentes vinhos a preços justos, o que torna o vinho uma bebida mais acessível e é um incentivo para o aumento de seu consumo.

Confira abaixo alguns destes rótulos e aproveite para abastecer a sua adega:

 

TINTOS

ARGENTINA

89 Kaiken Malbec Mendoza 2009 $14

89 Bodega Norton Malbec Mendoza Barrel Select 2007 $14

89 TriVento Amado Sur Mendoza 2008 $15

88 Bodegas y Viñedos O. Fournier Malbec Uco Valley Urban 2009 $11

87 Altos Las Hormigas Malbec Mendoza 2009 $13

87 Bodega Elvira Calle Malbec Mendoza Alberti 154 2009$13

86 Valentín Bianchi Malbec Mendoza Sensual 2009 $10

86 Fincas Patagonicas Malbec Mendoza Zolo 2009 $11

85 Bodega Silvestre Hinojosa & Hijos 2 Copas Mendoza 2009 $8

AUSTRALIA

89 Paringa Shiraz South Australia 2008 $10

89 Razor’s Edge Cabernet Sauvignon McLaren Vale 2008 $12

89 Four Sisters Shiraz Central Victoria 2008 $13

89 Inkberry Shiraz-Cabernet Central Ranges Mountain Estate 2008 $14

88 Wolf Blass Cabernet Sauvignon South Australia Yellow Label 2008 $13

88 St. Hallett Gamekeeper’s Red Barossa 2008 $13

88 2 Up Shiraz South Australia 2008 $14

87 St. Kilda Shiraz South Eastern Australia 2008 $9

87 R Wines Shiraz South Australia Strong Arms 2008 $10

87 Red Heads Studio Yard Dog Red South Eastern Australia 2008 $10

87 Rosemount Shiraz South Eastern Australia Diamond Label 2008 $10

87 Yalumba Cabernet Sauvignon South Australia The Y Series 2008 $10

87 First Drop The Red One South Australia 2009 $12

85 Lindemans Cabernet Sauvignon South Eastern Australia Bin 45 2008 $7

CALIFORNIA

88 Pedroncelli Zinfandel Dry Creek Valley Mother Clone 2008$15

87 Bogle Pinot Noir Russian River Valley 2007 $13

87 Kenwood Zinfandel Sonoma County 2007 $14

86 Red Rock Malbec California Reserve 2008 $11

86 Montevina Zinfandel Amador County 2006 $12

85 Line 39 Cabernet Sauvignon Lake County 20007 $11

CHILE

90 Viña Maipo Cabernet Sauvignon-Syrah Maule Valley Gran Devoción 2007 $15

90 De Martino Syrah Choapa Valley Legado Reserva 2007 $15

86 Viu Manent Malbec Colchagua Valley 2008 $9

86 Viñedos Emiliana Carmenère Central Valley Natura 2009 $11

FRANCE

90 Cave de Rasteau Côtes du Rhône-Villages Rasteau La Domelière 2009 $15

88 Domaine de la Présidente Côtes du Rhône Grands Classiques 2009 $10

88 Cave de Rasteau Côtes du Rhône Ortas Les Viguiers 2009 $13

87 Tresch Coteaux du Languedoc Château de Fourques 2007 $9

87 Vignerons de Caractère Vin de Pays Portes de Méditerranée Petit Caprice 2009 $10

87 Maison Badet Clément Corbières Château Lamy 2008 $11

87 Cave des Vignerons de Saumur Saumur Réserve des Vignerons 2009 $12

86 Raoul Clerget Côtes du Rhône Pont du Rhône Terroirs 2007 $9

86 Delas Côtes du Ventoux 2008 $10

86 La Vieille Ferme Ventoux 2009 $10

86 Vignerons de Caractère Vin de Pays de Méditerranée Culture Sud 2009 $10

85 Domaine de Couron Côtes du Rhône 2009 $10

ITALY

88 Villa Pillo Toscana Borgoforte 2008 $12

88 Piccini Chianti Classico 2008 $15

87 Castello Banfi Toscana Centine Red 2009 $11

86 Piccini Chianti 2009 $9

85 Melini Chianti Borghi d’Elsa 2008 $9

PORTUGAL

87 Casa Agrícola Alexandre Relvas Alentejo Ciconia 2009 $9

87 Caves Aliança Dão Particular 2007 $11

86 Real Companhia Velha Douro Porca de Murça 2008 $11

WASHINGTON

89 The Magnificent Wine Company House Wine Red Columbia Valley 2007 $13

89 Waterbrook Merlot-Cabernet Columbia Valley 2007 $13

88 Castle Rock Syrah Columbia Valley 2007 $12

87 Snoqualmie Syrah Columbia Valley 2007 $10

87 Columbia Crest Merlot Columbia Valley Grand Estates 2007 $11

87 Castle Rock Cabernet Sauvignon Columbia Valley 2007 $12

86 Hogue Columbia Valley 2007 $10

OTHER

88 Simonsig Pinotage Stellenbosch 2007 $15

87 Kavaklidere Öküzgözü d’Elazig Turkey Yakut 2008 $10

87 Constantin Gofas Agiorgitiko Nemea Mythic River 2008 $12

86 Achaia Clauss Nemea 2006 $11

BRANCOS 

AUSTRALIA

89 St. Kilda Chardonnay South Eastern Australia 2009 $9

89 Angove’s Viognier South Australia Nine Vines 2009 $12

87 Oxford Landing Chardonnay South Australia 2009 $8

87 Yellow Tail Pinot Grigio South Eastern Australia 2009 $8

87 d’Arenberg The Stump Jump White McLaren Vale-Adelaide Hills 2009 $10

87 First Drop The White One South Australia 2009 $10

87 Frisk Prickly Victoria 2009 $10

87 Yalumba Viognier South Australia The Y Series 2009 $10

86 Yellow Tail Riesling South Eastern Australia 2009 $8

85 Banrock Station Chardonnay South Eastern Australia 2009 $7

85 Jacob’s Creek Chardonnay South Eastern Australia 2009 $8

85 Yellow Tail Sauvignon Blanc Australia-New Zealand NV $8

CALIFORNIA

88 Sterling Chardonnay Napa Valley 2008 $15

87 Lucky Star Chardonnay California 2008 $9

87 Big House White California 2008 $10

87 Pomelo Sauvignon Blanc California 2009 $10

87 Dancing Bull Chardonnay California Vintage Blend 2008 $12

86 Fetzer Pinot Grigio California Valley Oaks 20089$

86 Parducci Sustainable White Mendocino County 2008 $11

85 Beaulieu Vineyard Sauvignon Blanc California Coastal Estates 2009 $8

CHILE

90 De Martino Chardonnay Limarí Valley Legado Reserva 2008 $15

88 Viña Cono Sur Chardonnay Casablanca Valley 2008 $10

88 Veramonte Chardonnay Casablanca Valley Reserva 2008 $11

88 Viña Maipo Sauvignon Blanc Casablanca Valley Gran Devoción 2009 $14

85 Viña Santa Rita Chardonnay Central Valley 120 2009 $8

FRANCE

89 Cave des Vignerons de Saumur Saumur White Réserve des Vignerons 2009 $12

89 E. Guigal Côtes du Rhône White 2008 $14

88 Jeanjean Vin de Pays d’Oc Naked Earth White 2008 $10

88 HobNob Chardonnay Vin de Pays d’Oc 2007 $11

87 Paul Jaboulet Aîné Côtes du Rhône White Parallèle 45 2009 $13

86 J. & F. Lurton Chardonnay-Gros Manseng Vin de Pays des Côtes de Gascogne 2009 $9

86 Mas de Daumas Gassac Vin de Pays de l’Hérault White Guilhem Moulin de Gassac 2008 $10

86 La Vieille Ferme Côtes du Lubéron White 2009 $10

85 J. & F. Lurton Gros Manseng-Sauvignon Vin de Pays des Côtes de Gascogne 2009 $9

ITALY

90 Vesevo Falanghina Beneventano 2008 $12

88 Cantina Girlan Pinot Grigio Delle Venezie Filadonna 2008 $13

87 Argiolas Vermentino di Sardegna Costamolino 2008 $14

87 Tommasi Lugana Il Sestante Vigneto San Martino 2008 $14

85 Castello Banfi Toscana Centine White 2009 $11

NEW ZEALAND

90 Kono Sauvignon Blanc Marlborough 2009 $10

89 Brancott Sauvignon Blanc Marlborough 2009 $13

88 Chimney Creek Sauvignon Blanc Marlborough 2009 $13

PORTUGAL

88 Terras de Alter Alentejo Fado White 2009 $10

87 Quinta das Arcas Vinho Verde Arca Nova 2009 $10

86 Aveleda Vinho Verde Casal Garcia NV $8

86 Casal Branco Tejo Quinta White 2009 $9

SOUTH AFRICA

88 Simonsig Chenin Blanc Stellenbosch 2009 $12

88 Neil Ellis Sauvignon Blanc Western Cape Sincerely 2009 $14

86 Valley Vineyards Chenin Blanc Swartland The Royal Old Vines 2009 $10

WASHINGTON

89 Chateau Ste. Michelle Riesling Columbia Valley 2009 $9

89 Pacific Rim Riesling Columbia Valley Sweet 2009 $11

88 The Magnificent Wine Company House Wine White Columbia Valley 2008 $13

87 Snoqualmie Sauvignon Blanc Columbia Valley 2008 $10

86 Chateau Ste. Michelle Riesling Columbia Valley Harvest Select 2009 $9

OTHER

89 Nik. Weis Selection Riesling QbA Mosel Urban 2008 $11

88 Cave Spring Riesling Niagara Peninsula 2008 $12

88 Nasiakos Moschofilero Mantinia 2009 $14

88 Standing Stone Riesling Finger Lakes 2009 $14

87 Cooper Mountain Pinot Gris Willamette Valley Cooper Hill 2009 $10

87 Acrobat Pinot Gris Oregon 2009 $12

87 Meinhard Forstreiter Grüner Veltliner Qualitätswein Trocken Niederösterreich Grooner 2009 $12

87 Alamos Torrontés Salta 2009 $13

87 Château des Charmes Riesling Niagara-On-The-Lake 2008 $13

86 Skouras Roditis-Moscofilero Péloponnèse 2009 $10

85 Wimmer Grüner Veltliner Qualitätswein Niederösterreich 2009 (1L) $13

Referências: http://www.winespectator.com e http://www.vinhosemaisvinhos.blogspot.com

Read Full Post »

“O ano em que as uvas viníferas são colhidas é conhecido como safra. Quase todos os vinhos apresentam o ano da safra, mas há exceções: vinhos que não dependem da safra, como a maioria dos Champagnes, dos vinhos do Porto e outros vinhos fortificados, são produzidos com uma mistura de uvas colhidas em dois ou mais anos para garantir sua consistência de ano para ano.

O gosto, a textura, a complexidade e a qualidade em geral de um vinho podem variar de ano a ano, dependendo do clima, da época de colheita das uvas, e assim por diante. Essas variações são marcantes em regiões vinhateiras onde o clima é irregular, como a Borgonha e Bordeaux, na França, a Alemanha, o Piemonte, no norte da Itália, e a Nova Zelândia. Contudo, em áreas quentes e ensolaradas como o sul da Itália, a Califórnia, grande parte da Austrália, África do Sul e Espanha, a consistência se conserva melhor de ano para ano e as datas das safras se tornam indicadores de qualidade menos importantes.

Não obstante, mesmo regiões com clima normalmente quente e estável são sujeitas ao mal tempo durante a época da colheita, e regiões quentes produzem, ocasionalmente, uma má safra.

Não há mais muita dúvida de que as regiões vinhateiras parecem estar ficando mais quentes, especialmente na Europa. Cientistas da Universidade de Bordeaux mapearam as datas anuais de floração das vinhas e descobriram que ela está ocorrendo, em média, uns 10 dias mais cedo do que há apenas dez anos. Isso significa que a vinha floresce mais cedo, amadurece mais cedo e promete uma safra precoce; e quanto mais cedo a vinha amadurecer, maiores são as chances de se realizar a colheita com tempo bom. Portanto, embora o aquecimento global não elimine as variações entre as safras, parece que realmente contribui para o aumento geral da qualidade da maioria das safras.

Outro fator que parece estar diminuindo a importância das safras é o uso de colheitadeiras mecânicas. Tais máquinas permitem que as uvas sejam recolhidas com mais rapidez (especialmente com mau tempo), embora muitos produtores de vinhos de alta qualidade não as vejam com bons olhos.

Embora pareça exagero, os vinhateiros gostam de dizer que não existem mais safras ruins; a verdade é que safras de péssima qualidade, como foi a de Bordeaux em 1972, são provavelmente coisa do passado.

Vinhos bons de área onde o clima pode mudar dramaticamente de um ano para outro (principalmente na Europa) apresentarão variações em profundidade e personalidade dependendo da safra, ou seja, a data da safra deve ser considerada. Ao escolher vinhos menos caros, contudo, o ano não será necessariamente um fator tão importante na sua decisão, pois as diferenças entre safras não serão tão significativas.

tabela_de_safras_de_vinhos_mistral_regiões_viníferas As tabelas de safras o ajudarão a escolher entre vinhos de datas diferentes, mas os critérios de definição dos melhores vinhos podem ser pessoais e não combinar com o seu gosto. E mais, ao comprar vinhos mais velhos, você poderá fazer bons negócios ao escolher safras que não foram tão valorizadas, como a de Bordeaux 1981, que foi totalmente obliterada pela resplandecente safra de 1982.”

Deixo a minha dúvida: em meio a uma quantidade tão abundante de rótulos, regiões e variedades viníferas, você habitualmente considera a safra antes de selecionar uma garrafa?

Fonte: Le Cordon Bleu, Vinhos.

Read Full Post »

Recentemente li um artigo que foi publicado no jornal The New York Times sobre uma prática de restaurante pouco conhecida: a degustação do vinho servido pelo sommelier da casa. No artigo em questão, o jornalista narra uma situação vivida por um conhecedor de vinhos em um restaurante de Nova Iorque. O conhecedor discutia com a sua companheira a qualidade do vinho que tomavam, quando o sommelier que escutava a conversa afirmou que o vinho estava bom, pois ele mesmo o havia provado. O casal, que desconhecia essa prática, ficou consternado e o que deveria ter sido considerado um serviço bem intencionado oferecido pelo restaurante acabou por gerar um mal estar desnecessário com um cliente que não abriria mão de seu primeiro gole.

taça de degustação taste vin tasse de dégustation Apesar de não ser muito difundida, essa prática é na verdade muito mais antiga do que se imagina e data da época em que o papel do sommelier era provar as bebidas dos reis e realezas para garantir que não fossem envenenados. Para degustar, o sommelier usava um instrumento conhecido como “taste vin” ou “tasse de dégustation”, um recipiente raso de prata que o profissional do vinho carregava em uma corrente ao redor do pescoço. Com o passar dos anos essa prática foi se perdendo, mas recentemente alguns restaurantes vêm retomando-a com o intuito de garantir que o vinho chegue ao consumidor com a qualidade esperada.

Acontece que são poucos os bebedores que de fato sabem identificar algum defeito no vinho e então, muitas pessoas acabam tomando um vinho oxidado ou “passado” sem mesmo perceber, ou simplesmente consideram que o vinho não era lá tão bom, deixando uma boa parte sobrar na garrafa. Tendo isso em conta, restaurantes preferem adotar o “taste vin” para evitar qualquer experiência ruim do seu consumidor. E então entra o papel do sommelier, que ao abrir uma garrafa serve o primeiro gole para si, avalia as características de aromas e sabores e garante que o produto servido não tem falhas ou está estragado.

Pensando por este lado, a prática parece muito positiva, pois pauta-se unicamente em beneficiar o consumidor. Mas e quando o consumidor também é conhecedor, como foi o caso da história narrada no artigo do The New York Times? Será que ele teria essa mesma percepção? Eu mesma já passei por uma situação semelhante em um bistrô em São Paulo. Estava comemorando meu último dia de aula do curso de Sommelier com mais dois colegas da turma. Pedimos um vinho bacana e fomos surpreendidos com o “taste vin”. Confesso que foi bastante curioso. Entreolhamos-nos e acabamos achando graça da situação. Mas no caso do nosso amigo de Nova Iorque, a percepção não foi a mesma.

Como resolver uma questão tão delicada como esta? Em minha opinião de consumidora e sommelière, acho que o serviço tem muito a agregar. Mas acho também que é muito mais gentil perguntar ao consumidor se ele gostaria que o sommelier averiguasse se o vinho está correto. Assim, certamente o consumidor que não entende muito ficaria feliz de ter a certeza de um vinho bom e satisfeito com a delicadeza de um serviço oferecido pelo restaurante, e o consumidor que entende não se sentiria ofendido.

E você, já foi surpreendido por um “taste vin”? O que você pensa sobre isso?

Read Full Post »

Aqui temos uma lista bem completa de nomes e volumes para garrafas de vinho. Os nomes são quase todos tirados de reis bíblicos, e variam conforme o formato da garrafa – Bordeaux, Borgonha ou Champagne – ou o país de origem. Muito interessante conhecer:

garrafas de vinho

½ garrafa – 375mL

Tamanho padrão – 750mL
Magnum – 1,5L (equivalente a 2 garrafas padrão)
Double Magnum – 3L (equivalente a 4 garrafas, apenas Bordeaux)
Jeroboam – 3 a 4,5L (4 garrafas – Champagne e Borgonha, 6 garrafas – Bordeaux)
Rehoboam – 4,5L (6 garrafas – Champagne e Borgonha)
Imperial – 6L (8 garrafas, apenas Bordeaux)
Matusalém – 6L (8 garrafas, Champagne e Borgonha)
Salmanazar – 9L (12 garrafas, Champagne e Borgonha)
Balthazar – 120L (16 garrafas)
Nabucodonossor – 12,0 a 15,0L (16 a 20 garrafas, dependendo do país de origem)
Melchior – 18L (24 garrafas)
Salomão – 20L (28 garrafas, apenas Champagne)
Sovereign – 25L (33,3 garrafas, apenas Champagne)
Maximus – 130L (173,3 garrafas – no formato Bordeaux)

Sabemos que os bons vinhos, quando bem armazenados, podem evoluir na garrafa com o passar do tempo. Um dos fatores que influencia na evolução de um vinho é o tamanho da garrafa que o acondiciona. As reações entre o vinho e o pequeno volume de oxigênio que fica preso entre a rolha e o líquido são determinantes para sua evolução.

Quando o vinho é acondicionado em uma garrafa de pequeno volume, a proporção de oxigênio em relação à quantidade de líquido na garrafa é maior, e consequentemente mais rápida será sua evolução. Mas uma evolução rápida não significa necessariamente uma evolução melhor. Ao contrário, muitos defendem que em garrafas maiores o desenvolvimento do vinho ocorre de maneira mais apropriada, uma vez que nessas condições ele irá evoluir mais lentamente.

Portanto, se a questão aqui for desfrutar de um bom vinho em sua melhor expressão, tamanho pode ser sim documento.

Referências:

www.nababu.org

www.vidaeestilo.terra.com.br

Read Full Post »

De algum tempo para cá os vinhos do Novo Mundo vêm conquistando paladares de grandes críticos e as mesas dos consumidores mais exigentes. Há alguns países produtores, no entanto, que ainda não possuem uma expressão em mercados externos e que, muitas vezes, sofrem com o preconceito. O Brasil mesmo é um deles. Quem nunca viajou para um país com tradição vinícola e ao comentar sobre um vinho brasileiro recebeu aquela expressão de estranhamento: “Vinho Brasileiro? Mas o Brasil produz vinhos?” Não os culpo, pois apesar de já produzirmos vinhos há muito tempo, o aprimoramento das técnicas de cultivo e tecnologias usadas na vinificação são muito recentes, assim como o salto da qualidade dos nossos produtos os quais, há pouco tempo atrás, ainda eram medíocres. Além do mais, o Brasil sempre foi o país da cerveja ou da caipirinha, como é mais conhecido lá fora.

tequila ou vinho mexicano? E o mesmo passa com o México, que leva tanta fama com a tequila.  Quem de vocês já provou um vinho mexicano? Pois é. Eu já havia escutado algo a respeito, mas confesso que nunca havia visto nada nas prateleiras nem lido nenhuma reportagem nas edições do meio. Foi então que recebi um convite de trabalho para o México. Na área de marketing, mas nada relacionado a vinhos. Claro que para mim, assim como seria para qualquer enófilo, foi uma oportunidade de procurar conhecer mais sobre a produção vinícola, a história dos vinhos no país e, é claro, degustar! Aqui compartilho com vocês um pouco dessa experiência.

Muito antes dos conquistadores espanhóis chegarem às Américas, os nativos da região mexicana já plantavam uvas americanas para o consumo diário. Quando os espanhóis chegaram e se estabeleceram nas terras que chamaram de “Nova Espanha” em 1522, utilizaram-se das uvas que já eram plantadas ali para a produção de vinho para missa. Hernán Cortés encomendou também sementes e mudas espanholas e tornou o México o primeiro lugar nas Américas a cultivar vinhedos e produzir vinhos para consumo.

Bandeira do México A primeira vinícola comercial mexicana foi fundada em 1593 por Francisco de Urdiñola, Marquês de Aguayo, na fazenda de Santa Maria de Las Parras. Parras é até hoje o centro de produção de vinho mexicano, apesar da vinícola Marquês de Aguayo hoje concentrar-se apenas na produção de destilados.

A produção vitivinícola mexicana sofre dois períodos de recessão: durante a guerra de independência em 1857, quando o clero perde poder ante o Estado e tem seus bens expropriados, e na guerra revolucionária em 1910, quando vinhedos por todo território foram abandonados ou destruídos. Somente em 1922 se reaviva a produção de vinhos em diversos estados do norte, região que é hoje mais conhecida pela qualidade de seus vinhos produzidos.

Mas foi apenas nas últimas décadas que se aprimoraram as técnicas de cultivo e produção, sob influência dos Estados Unidos, que inclusive levaram novas vinhas às regiões produtoras, melhorando a qualidade e ampliando a variedade de seus vinhos.

Vinhedos Santo Tomás Baja Califórnia O vinho mexicano e suas regiões vinícolas estão experimentando seu auge, apesar de o consumo per capita ainda ser muito baixo (apenas 0,16 litros por ano, ocupando a 65° posição na lista mundial). No ano de 2007 a produção de vinhos atingiu 108,000 toneladas, dando ao México a 24° posição na lista mundial.

Os mexicanos que consomem vinho têm em média mais de trinta anos, alto nível acadêmico e boas condições econômicas. Esses consumidores bebem principalmente vinhos importados e apenas 40% dos vinhos produzidos no México são consumidos por mexicanos. O restante da produção é destinado a 27 países, sendo os Estados Unidos o principal comprador com 76%, seguido pela Inglaterra com 3,8%, Japão, Canadá e Alemanha com 1% e alguns países da América Central e Caribe.

Vino Monte Xanic Uma das vinícolas pioneiras no país é a espanhola Domecq, que possui cerca da metade dos vinhedos em Guadelupe, na Baixa Califórnia. Com 41.000 hectares de vinhedos, apenas 10% servem à produção de vinho. A maior parte da uva é utilizada para a produção de tequila e uvas passas. Tive a oportunidade de experimentar um corte de uvas tintas que muito me lembrou os vinhos portugueses – bom corpo e estrutura, redondo e muito aromático (confira detalhes em “Dica da Semana”).

Outros produtores mais conhecidos são L. A. Cetto, Bodegas Santo Tomás, Monte Xanic, de que também experimentei um Sauvignon Blanc muito refrescante, Bodegas San Antonio e Cavas de Valmar.

Assim, com essa experiência, convido o leitor a não criar rótulos e se deixar experimentar antes de qualquer julgamento. Além de aumentar seu conhecimento e poder de crítica, você pode acabar se surpreendendo com as novas descobertas.

Saludos!

Principais Regiões e Produtores:

Aguascalientes

  • Bodegas Dinastía
  • La Bordalesa
  • Viñedos Santa Elena

Baja California

  • Adobe Guadalupe
  • Bodegas de San Antonio
  • Bodegas de Santo Tomás
  • Casa de Piedra
  • Casa Domecq
  • Cavas Valmar
  • L.A. Cetto
  • Monte Xanic

Coahuila

  • Casa Madero

Querétaro

  • Freixenet de México

Prêmios 2010:

  • Vienalies Internationales (14va edición, Paris, Francia)

-Don Luis Cetto Terra 2004, L.A. Cetto – Medalla de Plata

-L.A.Cetto Boutique Sangiovese 2004, L.A. Cetto – Medalla de Plata

-L.A. Cetto Nebbiolo Reserva Privada 2003, L.A. Cetto – Medalla de Plata

  • Chardonnay du Monde (15va edición, Borgoña, Francia)

-Casa Madero Chardonnay 2007, Casa Madero – Medalla de Oro

  • International Wine Challenge (39 edición, Londres, Reino Unido)

-Casa Madero Chardonnay 2007, Casa Madero – Medalla de Bronce

-Casa Madero Semillón 2007, Casa Madero – Mención Honorífica

  • Challenge International du Vin (32 edición, Burdeos, Francia)

-Monte Xanic Chardonnay 2005, Monte Xanic – Medalla de Bronce

-Monte Xanic Chenin-Colombard 2006, Monte Xanic – Medalla de Bronce

-Monte Xanic Sauvignon Blanc 2006, Monte Xanic – Medalla de Bronce

  • Concurso Mundial de Vinos de Bruselas (15va edición, Bruselas, Bélgica)

-Casa Madero Semillón 2007, Casa Madero – Medalla de Oro

-L.A. Cetto Petite Syrah 2006, L.A. Cetto – Medalla de Oro

-Casa Madero Chenin Blanc 2007, Casa Madero – Medalla de Plata

-Chateau Camou Gran Vino Tinto 2004, Chateau Camou – Medalla de Plata

-Chateau Camou Gran Vino Tinto Merlot 2004, Chateau Camou – Medalla de Plata

-Chateau Domecq Cosecha Seleccionada 2005, Domecq – Medalla de Plata

-Monte Xanic Cabernet Sauvignon-Merlot 2005, Monte Xanic – Medalla de Plata

-Monte Xanic Chardonnay 2005, Monte Xanic – Medalla de Plata

-Santo Tomás Único Cabernet-Merlot Gran Reserva 2004 – Medalla de Plata

 Referências

  • Asociación Nacional de Vitivinícultores (México)
  • Revista, El vino y otras delicias, ejemplar de colección México y sus vinos, año 3 número 17, Bimestral Agosto-Septiembre de 2002, Grupo Editorial Neón, México DF.
  • Revista México Desconocido, Bebidas Nacionales de México, capitilo VII Cervezas y Vino, guía no. 18, Editorial Jilguero México D.F. 1994.
  • Revista Vinísfera, XVI Concurso Internacional Ensenada Tierra de Vinos, año 1 número 4, Bimestral, Septiembre-Octubre de 2008, Editorial Mexicana de Vinos SA de CV.Sitio Oficial
  • Lloyd:Mexican Economic Report.

Read Full Post »

balde de gelo para vinho

 É muito importante que os vinhos sejam servidos à temperatura recomendada para cada tipo, afim de serem apreciados em sua melhor condição, exaltando as características boas e eliminando possíveis sensações desagradáveis no serviço do vinho.

Champagnes e espumantes de 6 a 8°C
Vinhos brancos suaves ou doces de 8 a 10°C
Vinhos brancos secos de 10 a 12°C
Vinhos rosados de 12 a 14°C
Vinhos tintos leves, jovens frisantes de 14 a 16°C
Vinhos de médio corpo ou envelhecidos de 16 a 18°C
Vinhos tintos encorpados de 18 a 20°C

 Dicas:

  • Para resfriar rapidamente uma garrafa de branco, espumante ou champagne que esteja à temperatura ambiente, o melhor meio é um balde de gelo com água. 
  • Não colocar o vinho em freezers, pois o choque térmico modifica o seu sabor.
  • Nunca refrescá-lo colocando gelo dentro do copo, pois isso dilui o vinho e pode inclusive alterar seu próprio sabor.

Pequenos detalhes como temperatura ou a forma de armazenamento podem fazer toda a diferença na apreciação final do vinho. 

Você costuma respeitar as regras de temperatura na hora de servir um vinho?

Referência: Famiglia Piagentini Vinhos Finos e Espumantes.

Read Full Post »

Tokaji Existem diversos tipos de vinho que permitem acompanhar uma sobremesa. De moscatéis a colheitas tardias, vinhos do Porto, eisweins ou mesmo os lendários Sauternes e Tokajis. Famosos por sua doçura extasiante, os vinhos de sobremesa há centenas de anos abençoam as nossas mesas e atendem hoje a diferentes paladares e bolsos por todo o mundo.

A quase totalidade dos vinhos de sobremesa é produzida com uvas brancas, geralmente do tipo aromático: Gewurztraminer, Moscatel, Muscadelle, Malvasia, a Sémillon em Bordeaux, Furmint na Hungria, Riesling na Alemanha e a Chardonnay no Novo Mundo.

Mas quais são as principais diferenças entre cada um desses vinhos? Vamos a uma rápida explicação do processo de produção dos principais vinhos doces:

Colheita tardia ou Late Harvest: como o próprio nome diz, são feitos de uvas que permanecem por algumas semanas além do período regular de colheita nas videiras, o que ocasiona a desidratação da fruta e uma alta concentração de açúcar. O mosto obtido dessas uvas é muito espesso, quase um mel, e o volume, muito menor. Durante seu processo de produção é utilizada uma técnica que interrompe a fermentação pela adição de anidrido sulforoso ao mosto, preservando sua doçura e evitando que o açúcar seja transformado completamente em álcool. Este processo é originário da Alemanha onde se produzem os vinhos Spätlese e Auslese, sendo hoje utilizado em vários países da Europa e Novo Mundo.

Botrytis CinereaSauternes: é uma região ao sul de Bordeaux e famosa por seus vinhos de sobremesa. Produzidos a partir das uvas Semillón e Sauvignon Blanc, os vinhos de Sauternes são vinhos de colheita tardia que passam por um processo um pouco diferente. A região possui um clima úmido e é caracterizada pela intensa neblina nos meses de setembro e outubro (período de colheita e pós colheita). Essa umidade favorece o aparecimento de um fungo conhecido como Botrytis Cinerea, ou a “podridão nobre”, e que faz perfurações finíssimas nas cascas das uvas, causando a desidratação e conseqüente aumento da concentração de açúcar. Este fungo se apresenta na forma de um pó acinzentado sobre as uvas, daí o nome Cinerea (cinza, em latim). Os vinhos produzidos por esse processo são também chamados de botritizados e se classificam entre os mais raros e deliciosos vinhos produzidos no mundo, podendo sobreviver por mais de 100 anos.

Tokaji: Merece destaque o grande vinho doce húngaro, o Tokaji (pronuncia-se Tokay). Produzido na região de mesmo nome a nordeste da Hungria, este vinho tornou-se lenda há séculos por suas características ímpares de complexidade, longevidade e riqueza gustativa. Há registros de sua existência desde 1650. O clima frio e úmido favorece a ação do fungo Botrytis (ali denominado Aszú), atacando lentamente os vinhedos de uvas Furmint e Hárslevelü. As uvas botritizadas chegam a concentrar açúcar em índices altíssimos, recolhendo-se o mosto que chega a escorrer como uma pasta espessa em pequenos barris de 30 litros chamados puttonyos. Para produzir diferentes vinhos, adicionam-se de 1 a 6 puttonyos a cada 140 litros de vinho. Os vinhos resultantes levam no rótulo a indicação do número de puttonyos utilizado, crescendo em teor de açúcar, complexidade e longevidade conforme a concentração. O Tokaj Aszú Essencia é um tipo especial, o mais complexo de todos. Antes do engarrafamento, os Tokaji envelhecem em barris por um período de 4 a 8 anos.

EisweinEiswein ou Icewine: Nas regiões mais frias da Alemanha, por vezes, a colheita tardia encontra os frios de outono, ocorrendo o congelamento das uvas durante a noite. Essas uvas são então colhidas congeladas e imediatamente esmagadas, de forma delicada, separando parte da água da uva, que fica retida nos cristais de gelo, resultando num mosto de alta concentração de açúcar. Os vinhos assim produzidos são denominados Eiswein, ou “vinho do gelo”. Esse processo tem-se praticado com sucesso também no Canadá, mais recentemente.

PassitoPassificação: As uvas são colhidas normalmente ao término da maturação. Em seguida os cachos são deixados para secar em esteiras em galpões cobertos e arejados. Isto causa uma desidratação progressiva, num processo similar ao da produção de passas. Como resultado, a perda de água causa uma concentração do açúcar nas uvas. Este processo é utilizado na Itália, dando origem a vinhos doces chamados Passitos na Sicília e Emiglia-Romana e aos Recioto no Veneto.

Levando-se em conta a baixa produção, o trabalho adicional de cuidar das uvas para a concentração do açúcar e os detalhes da elaboração, compreende-se porque normalmente os vinhos doces naturais são mais caros e mais raros no mercado. Além disso, a grande presença de açúcar permite que esses vinhos resistam bastante ao tempo, continuando sua evolução por décadas e às vezes mais de um século.

E você, qual a sua experiência com os vinhos de sobremesa?

Dicas:

Salton Intenso -Salton Intenso – Vale dos Vinhedos/RS

Onde comprar: Rei dos Whiskys – www.reisdoswhiskys.com.br – R$26,90

-Chateau Guiraud 2006 – 1 Grand Cru Classé – Sauternes/Bordeaux (RP 92)

Onde comprar: Grand Cru – www.grandcru.com.br – R$448,00

– Tokaji – Confira algumas alternativas a bons preços no Empório Húngaro: www.emporiohungaro.com.br

Referências:

www.academiadovinho.com.br

www.mundovinho.com.br

www.thewinedoctor.com

Read Full Post »

Sobreiro A maior parte das garrafas de vinho é fechada com rolhas de cortiça, um material vegetal, compacto e elástico, proveniente do sobreiro, que é cultivado principalmente em Portugal, na Espanha e no norte da África.

O sobreiro é uma árvore que cria, ao longo dos anos, uma casca espessa de cortiça. Essa casca é retirada em placas para a produção de rolha e o sobreiro tem a propriedade de recriar essa casca nos anos seguintes.

A cortiça não tem cheiro, nem sabor e apresenta grande poder de vedação, elasticidade e resistência. As melhores rolhas de cortiça são lisas e contínuas e apresentam-se sem quase nenhuma perfuração. Enquanto as de qualidade inferior apresentam buracos ou são feitas de material aglomerado, compostas de restos de cortiça colados que apresentam o risco de esfarelar ao se abrir uma garrafa.

Rolha Quebrada Estima-se que 2 a 5% de todas as garrafas produzidas no mundo são perdidas por uma contaminação que a rolha de cortiça pode transferir ao vinho. É conhecida como doença da rolha ou “bouchonée”, caracterizada por um odor que lembra bolor ou pano molhado e deixa o vinho com um sabor desagradável. Essa contaminação acontece quando um fungo chamado armillaria mellea aparece na cortiça e o produto de seu metabolismo combinado com as moléculas do cloro usado na higienização da placa forma o TCA. O vinho contaminado fica sem condições de ser bebido, além de acabar causando uma má impressão para o seu consumidor.

Rolha Sintética Pensando nesse tipo de problema e no fato da cortiça ser um recurso esgotável, introduziram-se no mercado, no início dos anos 90, as rolhas sintéticas, que são feitas de material termoplástico resistente e de baixo custo, têm excelente poder de vedação e não reagem com o vinho. As rolhas sintéticas tiveram uma boa aceitação e tem-se mostrado apropriadas para vinhos jovens e frescos que não devem ser guardados por muito tempo. Isso porque o material da rolha com o passar do tempo adere ao vidro e sua extração torna-se bastante difícil.

Screwcap Outra alternativa mais recente é a tampa com vedação estilo “screw cap” ou rosca. Utilizada inicialmente em garrafas miniatura, tem sido usada cada vez mais em função de sua praticidade, custo e higiene. Mas apesar de parecer uma excelente solução, o screwcap sofre um problema um pouco mais profundo: a quebra do ritual do vinho. Imagine selecionar um vinho especial para uma comemoração e abrir a garrafa como se estivesse abrindo uma garrafa de água ou cerveja. O entusiasmo, a elegância e a emoção do momento de celebração seriam o mesmo? O que você pensa sobre as novas alternativas de vedação?

Fonte: Vinhos, O Essencial; José Ivan Santos e http://ivikamaral.blogspot.com

Read Full Post »

Emiliana Orgânicos e Biodinâmicos

Emiliana Orgânicos e Biodinâmicos

 Muitos ainda desconhecem os vinhos orgânicos, que invadiram o mercado seguindo a onda sustentável mundial. Produzidos em países do Novo e do Velho Mundo, os vinhos orgânicos são o resultado de uma agricultura que não agride o meio ambiente. Não se utilizam herbicidas ou pesticidas químicos para eliminar as pragas que prejudicam a vinha e nem adubos químicos, já que eles são absorvidos pela raiz e podem contaminar a planta e também o solo.

Sem dúvida alguma, trata-se de uma agricultura que exige um trabalho extremamente complexo dos produtores e isso inclusive aumenta os custos de produção. Por outro lado, traz incríveis benefícios em longo prazo, principalmente no que diz respeito ao equilíbrio da natureza.

Diferentes espécies de vegetação, como gramas, flores entre outras, se misturam às parreiras, atraindo insetos que ajudam a combater os inimigos naturais. O controle das ervas é feito, além dos insetos, por outros animais que convivem no meio da plantação. Os cavalos são utilizados na aeração do terreno, as galinhas e os patos comendo os insetos. Mas além de toda harmonia entre a biodiversidade a principal condição de um vinhedo orgânico é o uso de produtos naturais e de origem biológica.

No Brasil, o enólogo uruguaio Juan Carrau é o único que produz comercialmente vinhos certificados como orgânicos, em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

Quando falamos dos vinhos biodinâmicos, além de seguir os mesmos preceitos da produção orgânica, os produtores respeitam o calendário lunar e utilizam preparos naturais para borrifar nas parreiras como forma de prevenção a possíveis doenças.

Preparos Naturais Os seguidores da biodinâmica consideram o vinhedo um organismo vivo e não defendem apenas um sistema de produção agrícola, mas todo um modo de vida, um jeito de pensar, no qual grande parte dos esforços se volta para a prevenção das doenças que afetam as parreiras. A formulação de preparados exóticos – como esterco bovino fermentado num chifre de vaca que é enterrado no solo em pleno inverno ou ainda sílica misturada com água da chuva dentro de um chifre de vaca, que é soterrado na primavera e desenterrado no outono – é um dos diferenciais dos biodinâmicos em relação à produção convencional e aos orgânicos em geral. O conteúdo desses preparados é diluído e energizado ou ativado por um processo denominado dinamização, que lembra procedimentos da homeopatia, e depois é aplicado no solo ou nos vinhedos de acordo com os ciclos da lua e de outros preceitos cósmicos.

Parece loucura? Pois a partir do momento em que o famoso Domaine de La Romanée-Conti (DRC), uma mítica propriedade situada na Borgonha, converteu-se aos preceitos da biodinâmica, o conceito de vinhos “ecologicamente responsáveis” difundiu-se pelo mundo.

Confira algumas vinícolas da Argentina e do Chile que também seguem  o estilo de produção orgânica ou biodinâmica:

Orgânicas

 -Familia Zuccardi – Mendoza / Argentina (www.familiazuccardi.com)

Viña De Martino -Viña De Martino – Chile – (www.demartino.cl)

Onde Comprar: Decanter – (11)3073-0500

-Cono Sur – Chile – (www.conosur.com)

Onde comprar: Carrefour

Biodinâmicos

-Bodega Chacra – Patagônia / Chile (www.bodegachacra.com)

Onde comprar: www.estacaodovinho.com.br e www.wine.com.br

-Emiliana – Chile (www.emiliana.cl)

Onde comprar: Pão de Açúcar

-Bodega Colomé – Salta / Argentina (www.bodegacolome.com)

Onde Comprar: Decanter – (11)3073-0500

Agora que você conhece um pouco mais sobre o assunto, o que pensa desses estilos sustentáveis e místicos de produção?

Referências:

http://www.jblog.com.br/reinaldo

http://www.carloscabral.com.br

Guia de Vinhos do Chile

Read Full Post »

Spatburgunder Uva

 Spätburgunder: esse é o nome alemão para a uva Pinot Noir. Aqui no Brasil pouca gente já a provou e a maioria nem imagina que a Alemanha produza vinhos tintos – muito menos tintos muito bons de Pinot Noir. Poucas lojas oferecem o produto, e as que sabem do segredo têm duas ou três garrafas, no máximo. Para piorar, os nomes alemães e a classificação vinícola do país não ajudam na sua divulgação.

Um Pinot Noir alemão pode soar como algo muito recente, mas existe há centenas de anos, desde o século 13 quando, do mesmo jeito que ocorreu na Borgonha, monges cistercienses plantaram a variedade ao longo do rio Reno. Mas, enquanto na França ela se adaptou maravilhosamente, no clima mais frio da Alemanha lutou para conseguir amadurecer.

Até bem pouco tempo os Pinots alemães eram sem corpo e pálidos. A acidez refrescante que propiciavam tinha seu charme, só que muito distante da complexidade e densidade dos bons Borgonhas. Esse estilo ainda existe, e não deixa a desejar. Mas as mudanças climáticas recentes facilitaram a maturação das uvas, não só em Baden, a região mais ao sul, líder na produção de tintos alemães, mas Ahr, no noroeste de Koblenz, uma das regiões vinícolas mais no norte da Europa, especializa-se em Spätburgunder. Até o Mosel, ao sul de Koblenz, e curiosamente mais fria, que não permitia o plantio de variedades tintas até 1986, tornou-se agora fonte de Pinots excepcionais.

Para os curiosos amantes do vinho que quiserem sair na frente, devem começar seguindo um princípio básico, que divide os vinhos alemães em quatro categorias:

 -DeutscherTafelwein, a mais baixa delas (tafelwein significa vinho de mesa), é uma mistura de vinhos de diversas regiões, elaborados com uvas de terceira categoria;

-Landwein, um pouco acima do tafelwein, tem indicação de procedência (“land” é área/zona), o que equivale a vinho regional;

-Qualitätswein, que precede uma das 13 regiões demarcadas – as dez principais são Ahr, Mosel-Saar-Ruwer, Mittelrhein, Rheingau, Rheinhessen, Nahe, Pfalz, Franken, Baden, Württemberg -, e é sujeito a algumas regras, passando por um comitê que lhe concede um número de aprovação, o AP, e pode ser considerado um vinho sem pretensões para o dia a dia;

-Qualitätswein mit Prädikat, onde estão necessariamente os melhores vinhos do país, embora isso não signifique que todos são ótimos. Estes também têm um número de aprovação.

A maior barreira, entretanto, para encontrar esses vinhos é que são tão populares na Alemanha que eles bebem quase todos por lá mesmo. Portanto, se você conseguir o seu por aqui, aproveite!

Fonte: Jorge Lucky e Eric Asimov

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »