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Posts Tagged ‘sauternes’

Vitrine

Inaugurada em grande estilo, a nova loja do Empório Frei Caneca é uma excelente opção para os apaixonados por vinhos, cervejas, whiskies, cachaças, chás, queijos, frios, pães, massas, etc. Abastecida de mercadorias de primeira linha, a loja apresenta farta variedade de produtos já embalados para presente.

O setor de vinhos, que é o que mais interessa ao nosso Blog, possui uma extensa gama de fornecedores, possibilitando ao cliente escolher vinhos do mundo todo. Chamam a atenção os Portos Tawnies 40, 20 e 10 anos a preços convidativos, as garrafas magnuns de origens e preços variados, os Jerez, os Tokais, os Sauternes, os Champagnes, os Espumantes.

A loja oferece também duas máquinas italianas ENOMATIC que possibilitam o freguês degustar alguns rótulos importantes em pequenas doses.

Enomatic

Numa sala ao fundo da loja, o cliente conta com um ambiente reservado para, a qualquer hora do dia, fazer uma degustação harmonizada com produtos da casa.

Durante a inauguração, alguns vinhos foram servidos aos convidados, dentre eles a fabulosa linha Ventisquero do Chile ( Queulat, Grey e Vértice), o maravilhoso português Sino da Romaneira 2008 (DOC Douro, um corte de Touriga Nacional,  Touriga Franca e Tinta Roriz), o ótimo italiano do produtor Luccarelli, Ampelo IGT (Primitivo-Merlot), o elegante chileno Catrala 2009 (Merlot-Grand Reserve) do  CasaBlanca Boutique Wines, o interessante Sarau da vinícola boutique catarinense Santa Augusta, e outros.

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Boutique Wine

Se você gosta de novidades e aprecia coisas bonitas, dê uma passadinha no Empório Frei Caneca localizado no terceiro piso do Shopping Frei Caneca endereço: Rua Frei Caneca, 569, Bairro Consolação, São Paulo. SP. Vale a pena a visita!

Maria Uzêda

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Tokaji Existem diversos tipos de vinho que permitem acompanhar uma sobremesa. De moscatéis a colheitas tardias, vinhos do Porto, eisweins ou mesmo os lendários Sauternes e Tokajis. Famosos por sua doçura extasiante, os vinhos de sobremesa há centenas de anos abençoam as nossas mesas e atendem hoje a diferentes paladares e bolsos por todo o mundo.

A quase totalidade dos vinhos de sobremesa é produzida com uvas brancas, geralmente do tipo aromático: Gewurztraminer, Moscatel, Muscadelle, Malvasia, a Sémillon em Bordeaux, Furmint na Hungria, Riesling na Alemanha e a Chardonnay no Novo Mundo.

Mas quais são as principais diferenças entre cada um desses vinhos? Vamos a uma rápida explicação do processo de produção dos principais vinhos doces:

Colheita tardia ou Late Harvest: como o próprio nome diz, são feitos de uvas que permanecem por algumas semanas além do período regular de colheita nas videiras, o que ocasiona a desidratação da fruta e uma alta concentração de açúcar. O mosto obtido dessas uvas é muito espesso, quase um mel, e o volume, muito menor. Durante seu processo de produção é utilizada uma técnica que interrompe a fermentação pela adição de anidrido sulforoso ao mosto, preservando sua doçura e evitando que o açúcar seja transformado completamente em álcool. Este processo é originário da Alemanha onde se produzem os vinhos Spätlese e Auslese, sendo hoje utilizado em vários países da Europa e Novo Mundo.

Botrytis CinereaSauternes: é uma região ao sul de Bordeaux e famosa por seus vinhos de sobremesa. Produzidos a partir das uvas Semillón e Sauvignon Blanc, os vinhos de Sauternes são vinhos de colheita tardia que passam por um processo um pouco diferente. A região possui um clima úmido e é caracterizada pela intensa neblina nos meses de setembro e outubro (período de colheita e pós colheita). Essa umidade favorece o aparecimento de um fungo conhecido como Botrytis Cinerea, ou a “podridão nobre”, e que faz perfurações finíssimas nas cascas das uvas, causando a desidratação e conseqüente aumento da concentração de açúcar. Este fungo se apresenta na forma de um pó acinzentado sobre as uvas, daí o nome Cinerea (cinza, em latim). Os vinhos produzidos por esse processo são também chamados de botritizados e se classificam entre os mais raros e deliciosos vinhos produzidos no mundo, podendo sobreviver por mais de 100 anos.

Tokaji: Merece destaque o grande vinho doce húngaro, o Tokaji (pronuncia-se Tokay). Produzido na região de mesmo nome a nordeste da Hungria, este vinho tornou-se lenda há séculos por suas características ímpares de complexidade, longevidade e riqueza gustativa. Há registros de sua existência desde 1650. O clima frio e úmido favorece a ação do fungo Botrytis (ali denominado Aszú), atacando lentamente os vinhedos de uvas Furmint e Hárslevelü. As uvas botritizadas chegam a concentrar açúcar em índices altíssimos, recolhendo-se o mosto que chega a escorrer como uma pasta espessa em pequenos barris de 30 litros chamados puttonyos. Para produzir diferentes vinhos, adicionam-se de 1 a 6 puttonyos a cada 140 litros de vinho. Os vinhos resultantes levam no rótulo a indicação do número de puttonyos utilizado, crescendo em teor de açúcar, complexidade e longevidade conforme a concentração. O Tokaj Aszú Essencia é um tipo especial, o mais complexo de todos. Antes do engarrafamento, os Tokaji envelhecem em barris por um período de 4 a 8 anos.

EisweinEiswein ou Icewine: Nas regiões mais frias da Alemanha, por vezes, a colheita tardia encontra os frios de outono, ocorrendo o congelamento das uvas durante a noite. Essas uvas são então colhidas congeladas e imediatamente esmagadas, de forma delicada, separando parte da água da uva, que fica retida nos cristais de gelo, resultando num mosto de alta concentração de açúcar. Os vinhos assim produzidos são denominados Eiswein, ou “vinho do gelo”. Esse processo tem-se praticado com sucesso também no Canadá, mais recentemente.

PassitoPassificação: As uvas são colhidas normalmente ao término da maturação. Em seguida os cachos são deixados para secar em esteiras em galpões cobertos e arejados. Isto causa uma desidratação progressiva, num processo similar ao da produção de passas. Como resultado, a perda de água causa uma concentração do açúcar nas uvas. Este processo é utilizado na Itália, dando origem a vinhos doces chamados Passitos na Sicília e Emiglia-Romana e aos Recioto no Veneto.

Levando-se em conta a baixa produção, o trabalho adicional de cuidar das uvas para a concentração do açúcar e os detalhes da elaboração, compreende-se porque normalmente os vinhos doces naturais são mais caros e mais raros no mercado. Além disso, a grande presença de açúcar permite que esses vinhos resistam bastante ao tempo, continuando sua evolução por décadas e às vezes mais de um século.

E você, qual a sua experiência com os vinhos de sobremesa?

Dicas:

Salton Intenso -Salton Intenso – Vale dos Vinhedos/RS

Onde comprar: Rei dos Whiskys – www.reisdoswhiskys.com.br – R$26,90

-Chateau Guiraud 2006 – 1 Grand Cru Classé – Sauternes/Bordeaux (RP 92)

Onde comprar: Grand Cru – www.grandcru.com.br – R$448,00

– Tokaji – Confira algumas alternativas a bons preços no Empório Húngaro: www.emporiohungaro.com.br

Referências:

www.academiadovinho.com.br

www.mundovinho.com.br

www.thewinedoctor.com

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