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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Seguindo o roteiro de visita no Vale do Aconcágua, fui em direção à Flaherty, mais uma vinícola integrante da MOVI Chile (movimento dos pequenos vinhateiros do Chile). Essa vinícola, ainda jovem e pequena, não era de fácil localização. Sem nenhuma sinalização na estrada, nem identificação na fachada, rodei um tempo até encontrar sua sede. Mas esse detalhe não era à toa: a Flaherty não é aberta ao público e sua proposta é personalizar o atendimento a seus poucos visitantes, que necessitam agendar previamente a visita.

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A história da Flaherty começa com Eduardo Flaherty, enólogo americano formado na universidade de Davis, na Califórnia que, com sua esposa Jenny, veio ao Chile para trabalhar em uma colheita na Concha y Toro. A paixão pelo Chile e pelo trabalho com as vinhas foi tão forte, que acabaram criando raízes. Ed teve seu primeiro cargo como enólogo na vinícola Cono Sur. Algum tempo mais tarde, trabalhou na gigante Errazuriz onde permaneceu por 8 anos e logo em seguida, mais 8 anos na Tarapacá.

Com toda a bagagem adquirida, Ed passou a trabalhar como consultor de vinhos para diversas vinícolas da região e em 2002, com o apoio de sua esposa Jenny, começou a produzir seus próprios vinhos.

A Flaherty é uma vinícola boutique que produz vinhos elegantes e cheios de personalidade. Em 2014 sua produção foi de 20.000 garrafas e pretende chegar em até 60.000 em 5 anos. A proposta é continuar com uma produção pequena para manter o estilo de seus vinhos.

Após um passeio pelas instalações da vinícola, guiada pela Jenny, fizemos uma degustação, que incluiu seu vinho Aconcágua 2014 que não estava nem no mercado na ocasião. Em seguida, desfrutamos de um delicioso almoço preparado pela própria Jenny: uma salada ceasar com frango e croutons e, de sobremesa, um sorvete de banana com brownie.

Flaherty 2013, Aconcágua

60% Syrah, 25% Cabernet Sauvignon, 5% Petit Syrah, Tempranillo e Malbec

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de ameixa e cerejas negras notas tostadas. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos aveludados. Muito bom!

Flaherty 2013, Calquenes

Syrah

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de frutas negras com notas de mentol e eucaliptos. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos marcantes. Está excelente!

Flaherty 2014, Aconcágua

Syrah, Cabernet Sauvignon, Petit Syrah, Tempranillo e Malbec

18 meses em carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas de ameixa, cerejas negras, pimenta preta com notas tostadas. Em boca, muita fruta, boa acidez e taninos marcantes. Uma delícia!

A visita a Flaherty foi especial, assim como são seus vinhos.

Para quem desejar conhecer, seus vinhos podem ser encontrados nas principais lojas especializadas de Santiago, algumas lojas no Brasil ou agendando uma visita.

Mais informações: www.flahertywines.com

Um brinde!

Cristina A. Prado.

 

 

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Há alguns meses participei de uma degustação organizada pela MOVI Chile (movimento dos pequenos vinhateiros do Chile) que tinha como proposta apresentar à imprensa vinhos de algumas vinícolas boutique. Fiquei realmente surpreendida com a qualidade dos vinhos e decidi incluir algumas das vinícolas em meu roteiro ao Chile.

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A primeira visita foi a Von Siebenthal, onde fui recebida pelo Mateo. Toda a história da vinícola começa com um personagem chamado Irineu, um artista suíço que se apaixonou por uma chilena e decidiu construir sua vida neste país de belíssimas riquezas naturais. Um dia, compartilhou com um amigo suíço algumas fotos e histórias deste país. E foi assim que, em 1998 o advogado Mauro deixou seu país com seu filho Mateo e chegou ao Chile com uma bagagem cheia de sonhos.

Localizada no vale do Aconcágua, a Von Siebenthal tem hoje 32 hectares de vinhas e produz seus vinhos a partir das uvas tintas Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère, Cabernet Franc, Syrah e Petit Verdot, e Viogner para seu único vinho branco.

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Aos pés dos Andes, o vale do Aconcágua está localizado a cerca de 80 km para o norte de Santiago. É uma região com grande oscilação de temperatura entre o dia e a noite, muito vento e pouca chuva ao longo do ano, o que permite um amadurecimento adequado das uvas e ajuda a prevenir o desenvolvimento de fungos.

O vinho símbolo da vinícola, de maior reconhecimento e expressão é o Parcela #7, com produção anual de 100 mil garrafas. Já seu vinho ícone é o Toknar, com 24 meses em barricas de carvalho francês e americano e estrutura para ser guardado por até 25 anos. Mas a novidade da vinícola é o Viogner, que passa de 12 a 14 meses em barrica e que, conforme ressaltou Mateo, tem estrutura suficiente para harmonizar com carne vermelha.

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Os vinhos da Von Siebenthal estão focados principalmente no mercado exterior, sendo exportados para mais de 30 países. O Brasil é o seu segundo maior mercado, logo após a China, mas seus vinhos podem ser encontrados também nos principais restaurantes de Santiago.

Ao final da visita, Mateo apresentou o Parcela #7 e o Carabantes Syrah:

Parcela #7 2012

Carbernet Sauvignon, Petit Verdot, Cabernet Franc e Merlot

14 meses em barris de carvalho

De coloração rubi, apresentou aromas de frutas negras maduras, como groselhas, e notas de pimenta preta. Em boca, acidez elevada, taninos elegantes e muita fruta.

Carabantes 2012

Syrah

18 meses em barris de carvalho

De coloração violácea, apresentou aromas explosivos de frutas negras maduras, como cassis e ameixa, com notas de mentol e chocolate. Em boca, corpo cheio, média acidez e taninos macios.

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Para quem deseja conhecer a vinícola, é necessário agendamento prévio que pode ser feito por e-mail ou telefone.

Von Siebenthal:

E-mail: latorre.soledad@gmail.com

Telefone: +56 9 9459 6173

Um brinde!

Cristina A. Prado.

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Em recente viagem ao Chile, tive a oportunidade de conhecer os vales de Casablanca e Aconcágua, no entorno de Santiago, e visitar algumas de suas vinícolas. A primeira visita foi à Emiliana, que está há 50 minutos de carro de Santiago, sentido Valparaíso.

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Quem me recebeu foi a Angélica, guia de visitas, e o Josué, hospitality manager, que, super atenciosos, compartilharam um pouco sobre a história e filosofia da vinícola e me apresentaram alguns de seus vinhos.

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Com cerca de 20 anos de história, a Emiliana é hoje a maior vinícola orgânica do mundo e cultiva suas uvas nas principais regiões vinícolas do Chile. Como filosofia, diz-se que um vinhedo orgânico é um organismo vivo autossustentável: um sistema fechado que se mantém saudável com o uso da própria fauna, flora e minerais em seu favor. Não utiliza pesticidas ou qualquer produto químico em suas vinhas, mas produz uma série de ervas e grãos que são utilizados em compostos que ajudam a fortalecer e proteger os vinhedos de pragas.

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Além disso, a presença de animais, como galinhas, que ajudam a comer larvas e insetos, joaninhas criadas localmente, que se alimentam de pulgões e pequenos insetos, lhamas, que na época adequada são soltas pelos vinhedos para ajudar na redução das folhagens das vinhas e abelhas, que ajudam na polinização da flora da região, ajudando a manter o ecossistema saudável.

DSC_5355Já o biodinamismo, filosofia também seguida pela Emiliana em alguns de seus vinhedos, acredita num equilíbrio energético entre todos seus elementos, considerando a posição dos astros como direcionadores do calendário do vinhedo. Este calendário é desenhado por um engenheiro agrônomo junto a um astrônomo. Diz-se que a posição dos astros influencia na energia da natureza e existem alguns momentos energéticos específicos que irão definir o melhor momento para fertilização de solo e vinhedo, poda e colheita, por exemplo.

Além de todo o cuidado com a natureza, a Emiliana acredita ser fundamental manter a paixão de seus colaboradores pelo trabalho para que isso se reflita na qualidade de seus vinhos. Oferece uma série de benefícios para os trabalhadores e seus familiares, como assistência médica e a possibilidade do uso das terras para produção de verduras e frutas.

A Emiliana produz seus vinhos brancos a partir das uvas Chardonnay, Viogner, Marsanne, Roussane e Sauvignon Blanc, enquanto para as tintas, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Mouvèdre e Syrah.

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No vale de Casablanca, que é uma região fria mesmo no verão, o clima é adequado para a produção de excelentes brancos, pois permite às uvas mais tempo para amadurecer e desenvolver seus aromas e sabores. A Pinot Noir é também uma uva que se adaptou muito bem à região.

Os vinhos degustados nesta visita foram:

Novas Viogner 2013, Casablanca

De coloração amarela com reflexos dourados, apresenta aromas de flores brancas com notas de damasco e pêssego maduro. Em boca, corpo e acidez médios. Boa untuosidade. Muito bom!

Adobe Gewurztraminer 2015, Rapel

De coloração amarelo palha, apresenta aromas intensos de lichia, flores e frutas brancas maduras. Em boca, a sensação se repete. É um exemplar bem típico da Gewurztraminer.

Novas Carmenère, Cabernet Sauvignon 2013, Cochagua

93 Pontos por James Suckling

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de frutas vermelhas e negras maduras. Em boca, apresenta boa estrutura, acidez, taninos macios e muita fruta com um discreto toque vegetal. Está delicioso!

Coyam 2012, Colchagua

Syrah, Carmenère, Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Mouvèdre

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de ameixa, groselha e amoras negras. Em boca, bom corpo e acidez, com taninos marcantes. Vinho ícone da casa, passou 13 meses em carvalho 80% francês e 20% americano. Pode ser guardado por até 15 anos. Excelente vinho!

Gê 2012, Colchagua

Carmenère, Syrah, Cabernet Sauvignon

Coloração rubi intensa, apresenta aromas de frutas negras maduras, como ameixa e amora, com notas de chocolate e pimenta preta. Em boca, bom corpo e acidez, com taninos marcantes. Vinho ícone da casa, produzido a partir de vinhas velhas, com 16 meses de passagem em carvalho francês. Pode ser guardado por até 20 anos. Excelente vinho!

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Conhecer mais de perto o admirável trabalho realizado por esta vinícola foi, certamente, uma experiência e tanto, e reforça todo o romantismo e misticismo que há por trás de cada garrafa de vinho que abrimos, nos surpreendendo e nos enchendo de prazer.

A Emiliana recebe visitas diariamente em sua sede no vale da Casablanca, com agendamento prévio. Se estiver pela região, recomendo o passeio.

Emiliana Vinhos Orgânicos

Site: www.emiliana.cl

No Brasil, você pode encontrar os vinhos da Emiliana nos sites www.vinomundi.com.br e www.worldwine.com.br

Um brinde!

Cristina A. Prado

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Na última semana de novembro, o Consulado Libanês em São Paulo abriu suas portas para a realização de uma exposição de vinhos libaneses, com o apoio da União Vinícola do Líbano (UVL), o patrocínio do LIBANK e a assessoria de Cristina Neves Comunicação.

Estiveram presentes no evento muitos convidados membros da comunidade libanesa no Brasil, profissionais do ramo do vinho e inúmeros representantes da imprensa que tiveram a grata oportunidade de degustar e conhecer dez importantes produtores de vinhos do Líbano.

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O Líbano é um país com uma história de viticultura de mais de seis milênios que o torna um dos mais antigos países a produzir vinho. No entanto, muitas guerras e inúmeras complicações sociopolíticas prejudicaram o pleno desenvolvimento da produção vinícola ao longo dos séculos. Somente nas últimas décadas, tendo superado recentemente uma guerra civil de 15 anos, a viticultura libanesa vem renascendo e se projetando no palco mundial. A crescente reputação dos vinhos libaneses, tanto em seu próprio país quanto nos mais exigentes mercados mundiais como França, Inglaterra e EUA, comprova o seu notório progresso.

Localizado na costa leste do Mediterrâneo, o Líbano possui duas importantes cadeias de montanhas ao norte (Montanhas do Líbano e Montanhas do Antilíbano) entre as quais estende-se o longo Vale do Beqaa, a principal região vinícola do país, de onde sai a maior porcentagem da produção vinícola libanesa.

Apesar de possuir algumas cepas autóctones como as brancas Obaideh e Merwah, com as quais é elaborada uma bebida destilada, típica do país, com aromas de aniz, o Arak, as cepas francesas dominam a viticultura libanesa, devido  ao vínculo histórico com a França. Tanto a vinificação quanto as técnicas de plantio possuem influências francesas, daí a semelhança de seus vinhos com esse estilo.

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Os vinhos que pudemos degustar na grande prova dessa noite, na residência do cônsul do Líbano, mostraram muita personalidade e nos surpreenderam pela elegância, equilíbrio e concentração.

Veja abaixo a lista dos produtores que participaram do evento:

  1. ADYAR (pioneiro em vinhos orgânicos, mantém a herança dos monges Maronitas; sem importador no Brasil)
  2. ATIBAIA (seu único vinho tinto é produzido em quantidade limitada, em Smar Jbeil, região de Batroun; distribuído no Brasil pela Zahil Importadora LTDA)
  3. CHÂTEAU KEFRAYA ( com várias medalhas em concursos internacionais de vinho, o seu Comte de M 2009 foi laureado com 92 pontos por Robert Parker; importadora Zahil)
  4. CHÂTEAU KSARA (a mais antiga vinícola e o maior produtor do país, exportando para mais de 40 países, mostra não só quantidade,mas acima de tudo qualidade; distribuído no Brasil pela Interfood Importação LTDA)
  5. CHÂTEAU NAKAD ( vinhos premiados com medalhas de bronze e prata pela “Decanter World Wine Awards”-UK e medalhas de ouro e prata pela “Seleção Mundial de Vinhos”-Canadá; sem importador no Brasil)
  6. CHÂTEAU OUMSIYAT (com vinícola localizada na área de Mtein e utilizando uvas plantadas no Vale do Beqaa, produz 400.000 garrafas por ano; sem importador no Brasil)
  7. CHÂTEAU QANAFAR (vinícola familiar estabelecida desde 2005, seus vinhos de safra 2011, foram bem pontuados em avaliações na França, Nova Yorque e Hong Kong; sem importador no Brasil)
  8. CHÂTEAU ST-THOMAS (vinícola familiar fundada em 1990, seus vinhos têm conquistado inúmeras premiações em competições internacionais desde 2002; sem importador no Brasil)
  9. PNIX- Clos du Phoenix ( vinícola familiar, localizada ao norte do país, na cidade de Eddé (Batroun), procuram seguir ao máximo as tendências globais de vinificação orgânica; sem importador no Brasil)
  10.  IXSIR ( com vinhedos plantados de Batroun a Jezzine, a quase 1800 m de altitude, seus vinhos refletem elegância e complexidade; importados pela Grand Cru Importadora Ltda.)
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Adyar, o vinho dos monges.

Dentre as inúmeras provas degustadas, destacaram-se os seguintes vinhos:

-IXSIR Grande Reserve 2009, um corte de Syrah e Cabernet Sauvignon.

-Reserve du Couvent 2011, um corte de Syrah, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, produzido pelo Château Ksara.

-Comte de M 2009, Le Grand Cru du Château Kefraya, um corte de Cabernet Sauvignon, Syrah e Mourvèdre.

-Monastère de Kfifane 2009, vinho orgânico com premiação internacional de ouro; belo vinho de guarda.

-Atibaia 2010, um corte de Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot.

-Château Oumsiyat Le Passione 2009, elaborado com 50% de Cabernet Sauvignon e 50% de Syrah.

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A estratégica entrada no Brasil parece ser um caminho correto para os vinhos libaneses que vêm conquistando de forma crescente e contínua o mercado internacional. O comprometimento da indústria vinícola do Líbano para alcançar altos níveis de qualidade, aliado ao secular “know-how” dos viticultores libaneses e sua paixão pela arte do vinho garantem a qualidade excepcional de seu produto. Portanto, você que é apaixonado por vinho, fique de olho! Vale a pena conferir!

Maria Uzêda.

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