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Posts Tagged ‘Mouton Cadet’

Uma seleção especial de vinhos da empresa Baron Philippe de Rothschild é algo perfeito para uma degustação memorável numa noite de encontro de confrades. Tivemos a oportunidade de experimentar seis rótulos: três tintos da linha Mouton Cadet Réserve de regiões distintas (um Médoc, um Graves e um Saint Émilion), um tinto Baron Nathaniel (de Pauillac), um Mouton Cadet Réserve branco de Graves e um Sauternes.

MOUTON-CADET-VINHOS-DEGUSTAÇÃO

Saber que a região de Bordeaux possui o maior nicho de “terroirs” do planeta, que na margem esquerda (Pauillac, Médoc e Graves por exemplo), o solo mais pedregoso privilegia o plantio da Cabernet Sauvignon, ao passo que, na margem direita (Saint Émilion e Pomerol por exemplo), o solo principalmente de calcário com argila faz da Merlot a rainha dessa parte de Bordeaux, e que por conta disso os vinhos provenientes da margem esquerda podem ser mais minerais, potentes, concentrados e longevos, enquanto os da margem direita, em geral, trazem fruta mais suave e frescor e estilo mais maduro, ajuda bastante num momento de apreciação e análise de um Bordeaux. Por isso resolvemos fazer a degustação dos tintos às cegas, uma vez que cada um deles era proveniente de sub-regiões distintas de Bordeaux. Já os brancos, deram seu “show” à parte.

Falaremos a seguir de cada um, com as respectivas notas de avaliação:

1- RÉSERVE MOUTON CADET 2011 – MÉDOC

Castas: 50% Cabernet Sauvignon, 45% Merlot e 5% Cabernet Franc

De coloração rubi com reflexos violáceos, possuía aromas de frutas vermelhas e geléia de framboesas; em boca frutado, notada acidez e taninos elegantes.

2- RÉSERVE MOUTON CADET 2009 – GRAVES ROUGE

Castas: 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot

A coloração púrpura com reflexos atijolados mostrava uma aparência de evolução. Aromas etéreos, medicinais; em boca frutas secas, traços metálicos e um toque balsâmico mostravam um vinho em franco declínio.

3- RÉSERVE MOUTON CADET 2012 – SAINT ÉMILION

Castas: 90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon

Vinho de coloração brilhante, rubi com reflexos violáceos; aromas de frutos vermelhos em compota e notas de caramelo; em boca, frutado, leve toque de especiarias, equilíbrio e taninos refinados.

4- BARON NATHANIEL 2011 – PAUILLAC

Castas: 80% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot e 10% Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot.

Vinho de coloração rubi intenso com reflexos púrpura; aromas de frutas negras, de baunilha, de especiarias, couro e notas tostadas; em boca, as frutas negras, boa acidez, redondo, encorpado e potente, com final persistente. Um vinho que mostra bem as características do seu terroir e pode ser guardado.

5- RÉSERVE MOUTON CADET 2011 – GRAVES

Castas: 50% Semillon, 45% Sauvignon Blanc e 5% Muscadelle

Coloração amarelo palha brilhante; aromas de frutas cítricas e o característico “xixi de gato”, denunciando sua mineralidade; em boca, boa acidez, um cítrico de “grapefruit”, toques minerais e florais, equilíbrio e boa persistência.

6- RÉSERVE MOUTON CADET 2010 – SAUTERNES

Castas: 85% Semillon e 15% Sauvignon Blanc

Vinho de coloração dourada; aromas de mel com toque floral; em boca, compota de laranja, mel, ótima acidez, untuosidade, bom equilíbrio e longo e prazeroso final de boca.

Sejam os elegantes vinhos do Médoc ou os frutados Merlots de Saint Émilion; seja um branco mineral e crocante de Graves ou um dourado sensual de Sauternes, os vinhos da Baron Philippe de Rothschild degustados nessa noite de confraria nos deixaram a sensação de que a vida pode parecer a festa que gostaríamos que fosse.

CONFRARIA-MOUTON-CADET-VINHOS

Maria Uzêda, Fernanda Vianna, Cristina Almeida Prado, Arlene Colucci, Gustavo Buffa e Rafael Porto

Você pode encontrar os vinhos degustados nas seguintes lojas:

http://www.reidoswhiskys.net.br

http://www.lojadebebidas.com.br

Mais informações no site da importadora Devinum.

Um brinde à vida!

Maria Uzêda.

 

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O mundo dos vinhos conta histórias fascinantes de personagens que realizaram grandes feitos, deixaram suas marcas e que até hoje são lembrados e celebrados. Na semana passada, nós do blog Sommelière, tivemos a oportunidade de nos encontrar com Sebastien Nore (Diretor de Vendas Global) e Thibaut de Braquilanges (Gerente de Exportações), da Baron Philippe de Rothschild. Este feliz encontro nos permitiu conhecer mais sobre a trajetória desta gigante companhia, seus personagens heróicos e suas conquistas.

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Símbolo da família Rothschild: cada seta representa um dos filhos de Mayer Rothschild.

A história da família Rothschild tem início no século XVIII numa Alemanha ainda não unificada, com Mayer Amschel Rothschild, homem de negócios bem sucedido especializado em troca de moedas. Mayer teve 5 filhos, preparou-os com seus conhecimentos e os enviou cada um para um centro comercial europeu: Londres, Paris, Nápoles e Viena, e o quinto filho permaneceu na Alemanha. Rothschild, que significa escudo vermelho, viria a se tornar um reconhecido nome de família, ligado a banqueiros e homens de negócios, com forte influência nas cortes e governos por toda a Europa.

Um dos filhos de Mayer, Nathan, que vivia em Londres, mudou-se para Paris e em 1853 decidiu comprar uma vinícola para poder servir seu próprio vinho a seus ilustres convidados. Foi então que comprou um Château em Bordeaux, o qual chamou de Château Mouton Rothschild. Nathan, no entanto, nunca se envolveu na produção vinícola ou mesmo teve interesse em tornar seus vinhos comerciais. Foi somente com seu bisneto, Philippe Rothschild, já no século XX, que a história do Château viria a mudar de curso.

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Château Mouton Rothschild

Philippe Rothschild adquiriu o Château e criou sua própria empresa em 1933, a Baron Philippe de Rothschild. Sua busca contínua por qualidade e sua habilidade com negócios permitiram o sucesso de sua empresa. Philippe teve um papel muito importante no mundo dos vinhos e um de seus feitos históricos foi a iniciativa de engarrafar seus vinhos no próprio Château, coisa que na época era feita pelos négociants. Logo, inúmeros Châteaux seguiriam sua ideia.

Philippe foi responsável por garantir os mais altos padrões de produção para o Château Mouton Rothschild, o que lhe permitiu em 1973 alcançar o título de Premier Cru Classé. Foi também o idealizador dos criativos rótulos personalizados com obras de artistas contemporâneos para o Château Mouton Rothschild, cujas artes originais podem ser encontradas no Museu de Arte do Vinho no Château. Além disso, foi o criador do Mouton Cadet, o primeiro vinho regional de Bordeaux, que associado ao prestígio do Château, se tornou mundialmente conhecido.

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Primeiro rótulo a levar o título de Premier Cru Classé

Com o falecimento de Philippe em 1988, sua filha, a Baronesa Philippine, assumiu a companhia, dando continuidade ao legado de seu pai. Philippine permitiu a expansão do portifólio da companhia, que passou a trabalhar uma gama de vinhos para uma diversidade de públicos. A companhia firmou, inclusive, uma parceria com a Mondavi Wines e com a Concha y Toro, passando a produzir vinhos também na Califórnia (o renomado Opus One) e no Chile (o premiado Almaviva e o Escudo Rojo). Em 2012, sua produção total atingiu 25 milhões de garrafas.

Mas nas últimas semanas, o mundo dos vinhos chorou a morte de Philippine, personagem carismática e muito estimada, que tanto contribuiu para tornar as mesas dos enófilos mundo a fora, mais viva. Sebastien nos afirma que, com seu falecimento, a companhia pretende dar sequência ao trabalho desenvolvido, mantendo o espírito da família, sua tradição e cultura.

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Baronesa Philippine de Rothschild

Se você pretende fazer uma visita ao Château Mouton Rothschild, a recomendação de Thibaut é procurar com antecedência uma agência local. As visitas incluem um tour guiado pelo Château, degustação de seus rótulos e visita ao Museu da Arte do Vinho. Você pode se informar diretamente no Office de Tourisme de Bordeaux.

Agradecemos a Baron Philippe de Rothschild e a Devinum por nos conceder esta entrevista exclusiva.

Um brinde a Philippine!

Cristina Almeida Prado.

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