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Archive for the ‘Histórias de Vinho’ Category

Queijos Se adequadamente combinados, queijos e vinhos formam um par perfeito. E o pão tem um papel importante nessa combinação – é elemento essencial para limpar o paladar entre um vinho e outro, ou entre um queijo e outro. Esses são os mais antigos alimentos do homem, sempre lembrados quando, como agora, o inverno se anuncia.

A variedade de queijos existente é enorme e suas possibilidades de combinação com o vinho, infinitas. Na França, por exemplo, os queijos foram classificados em 1925, bem antes dos vinhos, que receberam sua AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) 10 anos depois, em 1935. Só a França possui mais de 400 queijos classificados.

Os queijos devem ser servidos sem as embalagens e sobre madeira ou porcelana, de preferência, separados. Os que tiverem casca devem ser servidos com ela. Deixe os pequenos inteiros e, no caso dos de tamanho médio, insinue o corte.

Cada fatia deve conter todas as partes da peça em cada porção: da casca (as comestíveis) ao centro. Cada queijo deve estar acompanhado de sua própria faca e se possível ser identificado com um rótulo ou bandeirinha. Evite os fortes demais ou apimentados, pois estragam o paladar. Uma opção é reservá-los para o final do evento.

 Quanto à variedade, procure escolher ao menos cinco tipos, variando a matéria-prima (leite de vaca, cabra, ovelha e búfala), o tipo de consistência (dura, branda e mole), e o estágio de maturação (frescos, meia-cura e curados).

Quanto aos vinhos, uma sugestão é usar ao menos quatro tipos: um branco seco – entre eles um Sauvignon Blanc seria uma boa pedida – , um tinto leve, como um Pinot Noir; um tinto mais encorpado, como um Shiraz australiano ou um bom Bordeaux, e um doce, como um Porto, para o encerramento. E é claro, seguir esta ordem para que os sabores não se sobreponham.

Algumas sugestões:

Queijo de Massa Mole Queijos frescos com baixa acidez e sal (ricota, minas frescal, cottage, mussarela de búfala, cabra fresco) com vinhos brancos leves e secos (Sauvignons Blancs, Rieslings ou Chardonnays jovens e não barricados). Já os queijos macios de meia-cura como camembert e brie pedem brancos estruturados como um chardonnay barricado ou tintos leves como um Pinot Noir, ou mesmo italianos populares como o Valpolicella.

Queijo de Massa Semi-Dura Os queijos de massa semidura (emmental, gouda, minas meia-cura) sugerem tintos de médio corpo, como um Merlot chileno ou Crianza espanhol. Os de massa dura (parmesão, pecorino, minas curado) são tipicamente combinados com tintos tânicos e estruturados, um Cabernet Sauvignon mais alcoólico, por exemplo. A ressalva é apenas quanto ao excesso de sal que caracterizam esses queijos. O sal e o tanino dos tintos encorpados são uma combinação perigosa, pois ambos tendem a secar a boca. A opção é usar um vinho doce, como um late harvest.

Gorgonzola Para os queijos azuis (gorgonzola, roquefort, stilton), o clássico infalível é usar um Porto Ruby ou um Vintage novo.

Os pães são fundamentais. Eles consolidam a união entre vinho e queijo. Sirva uma boa variedade: italiano, alemão, francês, de centeio, com nozes.

Acompanhe tudo com frutas secas ou cristalizadas, nozes, amêndoas. Para os chocólatras a sugestão para o encerramento é um suflê quente de chocolate, que pode ser acompanhado de generosa quantidade de calda. Este vai bem com um Porto LBV, com um bom conhaque, ou um simples café expresso.

Fonte: Marcelo Copello

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Tanto os vinhos tintos quanto os brancos irão oxidar e estragar um dia – a oxidação acontece quando o líquido entra em contato com o oxigênio, alterando suas características até que ele se transforme em vinagre. Essencialmente, os únicos vinhos que mantém suas características por um tempo mais extenso depois de abertos são os vinhos fortificados, como os vinhos do Porto ou Madeira, pois seu teor alcoólico mais alto contribui para sua conservação.

vacum vin

Vacum Vin

 Tipicamente, os vinhos brancos estragam mais rápido que os tintos e esse processo pode ser acelerado com a temperatura ambiente mais elevada. Substituir a rolha ou rosca por um vacun vin e guardar o vinho na geladeira são atitudes que ajudarão a conservar o vinho por mais tempo, pois o processo de oxidação será mais lento. 

Um vinho branco normalmente não dura mais que dois dias depois de aberto e guardado na geladeira, enquanto o tinto, normalmente, dura um pouco mais. Assim, quando abrimos um vinho e não conseguimos terminá-lo de uma única vez, é possível consumi-lo até alguns dias depois.

riedel duck decanter

Riedel duck decanter

 Sabe-se que deixar um vinho “respirar” ou decantá-lo para que ele entre em contato com o oxigênio, estimulará seu envelhecimento. Nesse caso, um tinto que deverá envelhecer por mais alguns anos poderá passar por esse processo ao invés de passar pelo processo tradicional – o de deixar a garrafa descansar, fechada, por mais alguns anos.

Estatísticas mostram que 95% dos vinhos comprados são consumidos em até 48h. Tendo isso em vista, muitos produtores estão produzindo vinhos para serem consumidos jovens, ou seja, para consumo imediato. No entanto, vinhos que possuem uma complexidade maior podem envelhecer alguns anos mais na adega.

adega climatizada Um indicativo de que um vinho não deve ser bebido logo após a sua compra é o preço: vinhos mais caros normalmente podem ser guardados na adega por mais tempo. São vinhos mais elaborados e com maior complexidade, que evoluem e melhoram sua estrutura com o passar do tempo. Por outro lado, sabe-se que alguns produtores estocam seus melhores vinhos por alguns anos, para só então colocá-los no mercado, já prontos para o consumo.

De qualquer forma é sempre bom consultar um sommelier para garantir o consumo correto do vinho a fim de tirar o melhor proveito dele.

E você, costuma beber a garrafa de uma vez só ou guarda para os próximos dias?

Referência: tonight.co.za

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Um dia você se pega em uma reunião de amigos que apreciam e entendem de vinho. Ou então, você sai para almoçar com um cliente importante que conhece exatamente aquilo que está tomando. E agora, faltou vocabulário?

análise do vinho  Confira um guia resumido de termos utilizados no mundo dos vinhos e que podem ajudá-lo a entender melhor do assunto. E claro, a causar uma boa impressão.

 – A –

ABRIR – diz-se que o vinho “está abrindo” (ou “abriu”) quando está havendo (ou houve) crescimento de suas características (em especial do aroma), com certo tempo após a abertura da garrafa

ACIDEZ – Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação

ADSTRIGENTE – com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico ou duro

AFINADO – bem envelhecido, maduro e equilibrado

ALCOÓLICO – com muito álcool, desequilibrado

AMBIENTAR – (em francês CHAMBRER) deixar o vinho à temperatura ambiente, do recinto onde é servido

APAGADO – de aroma inexpressivo

AQUOSO – fraco, que teve adição de água

AROMA – odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terciário origina-se do envelhecimento e é denominado buquê

ÁSPERO – com excessivas adstringência e acidez (esta um pouco menor)

ASSEMBLAGE – mistura de vinhos diferentes; o mesmo que corte

AVELUDADO – macio, untuoso, viscoso com textura de veludo

AVINAGRADO – com odor e sabor de vinagre, deteriorado, inutilizado para o consumo

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– B –

BALANCEADO – que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura adstringência e o teor alcoólico o mesmo que o equilibrado e harmônico

Botrytis  BOTRITIZADO – vinho de sobremesa doce licoroso, feito com uvas botritizadas, isto é, contaminadas com o fungo Botrytis cinerea. Em poucas regiões do mundo de microclima específico como Sauternes na França, esse fungo, ao invés de destruir as uvas, perfura-lhes as cascas grãos, provocando a saída de água e concentrando o açúcar. As uvas assim contaminadas ficam com aspecto de uvas passas e/ou apodrecidas, daí o nome podridão nobre (“pourriture noble”,no francês, e noble rot, no inglês)

BOUCHONNÉE (frances – bouchon = rolha) – com odor de rolha (defeito)

 BRUT (francês) – utilizado para espumantes muito secos

BUQUÊ – (do francês bouquet) – aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento.

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– C –

CARÁTER – conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distingui-lo de outros

CAVA – nome dos espumantes espanhóis

CHAMBRER (francês) – o mesmo que ambientar

CHAPTALIZAÇÃO (do francês, “Chaptalization”) – adição de açúcar durante a fermentação (proibida em alguns países), técnica proposta pelo francês Chaptal.

CHEIO – o mesmo que encorpado

CLAIRET (francês) – nome utilizado pelos franceses a vinhos tintos leves, frutados, quase rosés

CLARET (inglês) = CLARETE (francês) – vinho tinto de Bordeaux na França

COMPLEXO – com aromas múltiplos, com buquê

CORPO – sensação tátil do vinho à boca, que lhe dá peso (sensação de “boca cheia”) e resulta do seu alto teor de extrato seco

CORTE – mistura de vinhos diferentes. O mesmo que assemblage (francês)

CRU (francês) – termo derivado do verbo “coître” (crescer) de múltiplos significados, dos quais os mais importantes são os que seguem. Na região de Bordeaux, “cru” tem o mesmo significado de “terroir” ou “château”, isto é, uma propriedade específica de um único produtor. Na subregião do Médoc, os melhores vinhos são classificados em cinco níveis de “cru” (Premiers Crus, Deuxièmes Crus, etc.), seguidos dos “Crus Bourgeois”. Nas outras subregiões bordalesas, como por exemplo, Saint-Emilion, os melhores vinhos classificam-se em “Premiers Grand Crus Classés” e “Grand Crus Classés”. Na região da Borgonha, “cru” significa o mesmo que “climat”, isto é, uma comuna ou região delimitada com vinhedos de vários produtores que produzem vinhos semelhantes ou “domaine”, uma única propriedade. Os melhores vinhos da Borgonha são designados “grand cru”, seguidos dos “premier cru”.

CURTO – que não deixa sabor persistente na boca; de retrogosto curto

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– D –

decanter  DECANTER (inglês) – decantador; frasco de vidro usado para decantar vinhos que possuem sedimento formado durante o envelhecimento. É também usado para arejar (“respirar”) o vinho antes de servi-lo

DELICADO – equilibrado e sóbrio

DEMI-SEC (francês) – meio seco, ligeiramente doce

DENSO – viscoso, encorpado

DESARMÔNICO – que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada); o mesmo que desequilibrado

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– E –

ELEGANTE – o mesmo que delicado

ENCORPADO – que tem muito corpo

ENÓFILO – apreciador e estudioso de vinhos

ENOLOGIA – ciência que estuda o vinho

ENÓLOGO – indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia

EQUILIBRADO – o mesmo que balanceado

ESCANÇÃO – o responsável pelo serviço de vinhos de um restaurante; o mesmo que sommelier (francês)

espumante  ESPUMANTE – vinho com gás carbônico, efervescente; nos de qualidade o gás é resultante da fermentação

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– F –

FECHADO – jovem, recém-engarrafado, ou recém-aberto e que ainda não demonstra toda a sua potencialidade

FLAUTA ou FLUTE – taça ideal para espumantes

FLORAL – com aroma de flores

FORTIFICADO – ao qual é adicionado aguardente vínica, como o vinho do Porto, o Madeira, o Jerez, o Marsala, o Banyuls e outros

FRESCOR – sensação agradável transmitida geralmente pelos vinhos brancos, jovens ou espumantes, resultante de um ligeiro predominância da acidez, sem perder o equilíbrio

FRISANTE – efervescente, com borbulhas provenientes de gás carbônico injetado

FRUTADO – com aroma de frutas

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– G –

GRAPA ou GRASPA – Bebida destilada tipicamente italiana, produzida a partir das cascas e resíduos do mosto de uva.

GROSSEIRO – adstringente, sem elegância

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– H –

HARMÔNICO – o mesmo que balanceado e equilibrado

HERBÁCEO – com aroma de ervas

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 – I –

INSÍPIDO – sem gosto característico, sem caráter ________________________________________

– J –

 JOVEM – vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento (Ex: vinhos brancos em geral, espumantes e a maioria dos vinhos brasileiros); pode também significar vinho recém fabricado,que pode e deve envelhecer ________________________________________

– L –

LEVE – com pouco corpo e pouco álcool,mas equilibrado; o mesmo que ligeiro

LÍMPIDO -sem sedimento ou partículas em suspensão transparente

LONGO – de boa persistência (ver verbete)

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 – M –

MADURO – no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência

MOSTO – líquido resultante da prensagem das uvas; suco; sumo

MOUSSEUX (francês) – espumante

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– N – NEUTRO – sem caráter marcante

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 – O –

OPACO – turvo; velado; sem limpidez

ORGANOLÉPTICO (A) – sensorial, que sensibiliza os sentidos. As características organolépticas de um vinho são as suas sensações olfatórias, gustativas e táteis, percebidas durante a sua degustação

OXIDADO – que sofreu oxidação; envelhecido além do suportável; decomposto na cor (do dourado ao castanho para os brancos e do tijolo ao marron para os tintos), no aroma (adocicado, cetônico, etc.) e no sabor (desagradável e apagado)

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 – P –

PÉ – borra; depósito; sedimento

PERFUME – o mesmo que buquê

PERLAGE – (francês) as bolhas dos espumantes

PERSISTÊNCIA – sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos

PESADO – encorpado, mas com pouca acidez; sem fineza

PLANO – sem sabor e sem corpo ou sem corpo e sem acidez; também usado como sinônimo de chato

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– Q –

QUENTE – Referência à sensação de calor causada pelo teor alcoólico alto de um vinho

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 – R –

REDONDO – maduro e equilibrado

RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA – sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a consequente estimulação dos receptores olfatórios no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação

ROBUSTO – encorpado, nervoso e, sobretudo, redondo

bouchonée  ROLHA – diz-se que o vinho tem odor e/ou gosto de rolha quando apresenta aroma desagradável passado por rolha contaminada pela Armillaria mella (fungo parasita da casca da árvore com a qual é feita a rolha, o sobreiro)

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– S –

SÁPIDO – com acidez moderada (entre o chato e fresco)

SUAVE – o mesmo que ligeiro; também significa vinho meio-doce (demi-sec)

SUR LIE (francês: sur = sobre; lie = borra) – vinho não filtrado, que vai do barril, onde ficou sobre a borra, direto para a garrafa.

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 – T –

TANINO – substância existente na uva e que confere a adstringência ao vinho

TERROIR (francês) – literalmente designa o “terreno” onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.

TERROSO – com sabor de terra, do solo de onde veio a uva

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– U –

UNTUOSO – o mesmo que aveludado, sedoso e viscoso

Fonte: Academia do Vinho

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adegaO vinho é um organismo vivo, e como todo organismo vivo deve ser cuidado para que se desenvolva bem e apresente sua melhor expressão quando aberta a garrafa. Para isso, as condições de armazenamento das garrafas são fundamentais e devem ser respeitadas. Caso elas não sejam adequadas, pode ocorrer uma evolução irregular ou deterioração do vinho.

O local de guarda do vinho em um restaurante pode fazer toda a diferença. É preciso evitar ambientes quentes, muito iluminados e jamais guardá-los junto a outros produtos, principalmente os de cheiro forte, como produtos de limpeza ou alimentos, por exemplo.

Na sua casa, você deve observar as seguintes condições:

Temperatura Ideal  1)      Temperatura constante (em torno de 15º): um local muito quente provoca uma evolução acelerada do vinho, o que pode comprometer sua qualidade. Por outro lado, um local muito frio retarda sua evolução. Se você não possui uma adega climatizada, procure um ambiente fresco para armazenar suas garrafas e garantir uma boa evolução dos seus vinhos.

2)      Umidade: deve-se procurar um ambiente que não seja muito úmido, mas que também não seja seco em excesso. Isso é importante considerar, pois um ambiente úmido pode favorecer o desenvolvimento de microorganismos que formam mofo nas rolhas, podendo estragar o vinho. Já os locais muito secos podem favorecer o ressecamento da rolha e permitir a entrada de ar por pequenas fissuras, o que acarretará na oxidação do vinho (que confere um sabor avinagrado e nada agradável).

3)      Luz: é um agente acelerador que estimula reações químicas dentro da garrafa. O vidro escuro das garrafas já limita a penetração da luz, mas ainda assim devemos guardá-las em ambiente escuro.

Trepidacao  4)      Trepidação: num vinho que ainda está evoluindo, algumas reações químicas acontecem ao longo do tempo e irão definir o seu caráter. As trepidações podem acelerar esse processo, comprometendo sua evolução e seu resultado final.

5)      Posição: as garrafas devem permanecer deitadas para que o vinho esteja em contato constante com a rolha, evitando seu ressecamento.

   É importante considerar que, para que o vinho percorra o seu ciclo ideal de evolução e atinja sua maturação, apresentando sua máxima expressão, ele deve descansar tranquilamente em local apropriado. Sem ser incomodado por luz, cheiro, barulho, trepidações, calor ou posição inadequada. Mas é importante lembrar que vinhos mais jovens, frutados e pouco elaborados não devem ser armazenados por muito tempo para que não percam o seu frescor.

Tendo isso em mente e escolhido o local ideal, você pode começar a montar a sua adega e quem sabe, colecionar um novo hobby.

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vinho-brasil As primeiras videiras do Brasil foram trazidas pela expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, em 1532. Brás Cubas, fundador da cidade de Santos é, reconhecidamente, o primeiro a cultivar a vinha em nossas terras. As uvas eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, uvas européias adequadas para a produção de vinho fino), oriundas de Portugal e da Espanha.

No Rio Grande do Sul, a videira chegou em 1626, trazida por jesuítas que plantaram videiras européias em Sete Povos das Missões para utilização em missas. No entanto, a dificuldade de adaptação de variedades européias em nossas terras, em função do terroir difícil (condições de clima e solo), impediu a disseminação da vitivinicultura no Brasil.

Já em 1840, videiras americanas das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas por um comerciante que as plantou basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas que se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.

Região de Vinhos Sul A vitivinicultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Veneto – e uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras européias não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fungícas. Porém, perceberam que as variedades americanas, como a uva Isabel, eram mais resistentes e deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade inferior, espalharam-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Conducao das videiras em latada

Condução das videiras em latada

 Há algumas décadas, a preocupação com a melhoria da qualidade dos vinhos e das técnicas agronômicas fizeram com que, novamente, se iniciasse o plantio de variedades viníferas. A partir de 1970, vinícolas multinacionais, como a Moet & Chandon, a Martini & Rossi e a Heublein estabeleceram-se na Serra Gaúcha, trazendo equipamentos de alta tecnologia e técnicas viticulturais modernas. A melhora no sistema de condução das videiras, o acesso à tecnologia, a automação e o cuidado na seleção das uvas são alguns dos fatores que contribuíram com a qualidade do produto brasileiro, tornando-o mais competitivo.

Uva e Vinho Outras regiões produtoras, além da Serra Gaúcha, que vem se destacando na produção de vinho são as regiões do Vale do São Francisco, na Bahia, onde acontecem em média duas colheitas anuais devido ao clima quente o ano todo, e a região de São Joaquim em Santa Catarina, com vinhos de ótima qualidade.

Hoje o consumo de vinho no Brasil ainda é muito baixo, com uma média de cerca de 2 litros de vinho por ano, volume bem inferior aos cerca de 32 litros consumidos pelos argentinos e os 24 litros dos uruguaios. Na Europa, o consumo anual por habitante é de aproximadamente 60 litros, o que mostra que o Brasil tem um grande potencial de crescimento em relação ao consumo de vinho.

De alguns anos para cá, o vinho brasileiro vem ganhando maior expressão e hoje, já e exportado para diversos países pelo mundo, como os Estados Unidos e Suíça, por exemplo. Vinícolas como Salton, Miolo, Casa Valduga, Lídio Carraro e Cave Geisse já acumulam prêmios internacionais, principalmente com seus vinhos tintos e espumantes. Vale dar um destaque especial para os espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável para sua produção e que vem agradando o paladar de brasileiros e enófilos, mundo afora.

E você, já percebeu esse salto na evolução de qualidade dos vinhos brasileiros?

Referências:

www.wikipedia.com

www.enologia.org.br

www.academiadovinho.com.br

www.ibravin.org.br

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Publicado no Jornal Valor Econômico, eis a relação dos 50 Melhores Vinhos da América do Sul, que irão fazer parte do Guia Decorchados Amércia do Sul 2010.

DV Catena 2003 1º – DV Catena Vineyard Designated Nicasia Vineyard 2003 – Argentina Importadora Mistral

2º – La Reserva del Calimoro 2006 – Chile – Importadora Casa do Porto

3º – Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2007 – Chile – Importadora Enoteca Fasano

4º – Ribera del Lago Cabernet-Merlot 2007 – Chile – Sem Importadora no Brasil

5º – Nicolas Catena Zapata 2006 – Argentina – Importadora Mistral.

6º – Cypress Vineyard Sauvignon Blanc 2009 – Chile – Importadora Vinea

7º – Carmín de Peumo Carmènére 2007 – Chile – Importadora VCT

8º – Tanagra Syrah 2007 – Chile – Importadora Decanter

9º – Finca La Anita Malbec 2006 – Argentina – Importadora Bodegas

10– House of Morandé 2006 – Chile– Importadora Carvalhido

Sol de Sol 2003 11º- Sol de Sol 2007 – Chile– Importadora Zahil

12º–Casa Real Reserva Especial 2006 – Chile – Importadora Gran Cru

13º–Microterroir de Los Lingues Carmènére 2006 – Chile – Importadora vinhos do Mundo

14º–Manso de Velasco Viejas Vinas Cabernet Sauvignon 2006 – Chile – Importadora Reloco

15º–Noemia Malbec 2006 – Argentina – Importadora Vinci

16º -Riglos Gran Corte Cab. Sauvignon /Malbec 2006 – Argentina – Importadora Gran Cru

17º-Quebrada Seca Chardonnay 2007 – Chile – ImpTortadora Enoteca Fasano

18º-Tabali Reserva Especial Sauvignon Blanc 2009 – Chile – Importadora Gran Cru

19º-Catena Zapata Malbec Argentino 2007 – Argentina – Importadora Mistral

20º-Carmen Wine Maker´s Reserva 2007 – Chile – Importadora Vince

Alfa Crux Malbec 21º-Alfa Crux Malbec 2006 – Argentina – Importadora Vince

22º-Paisage de Barrancas 2006 – Argentina – Importadora World Wine

23º-Zavala 2007 – Chile – Importadora Épice

24º-DV Catena Vineyard Designated AdrianaVineyard 2003 – Argentina – Importadora Mistral

25º-Terrunyo 2007 – Chile – Importadora VCT Brasil

26º-Caro 2007 – Argentina – Importadora Mistral

27º-Lota 2007 – Chile – Importadora Santar

28º-Albis 2006 – Chile – Importadora Winebrands

29º-J Alberto 2008 – Argentina – Importadora Vince

30º- Pequeñas Producciones Sauvignon Blanc 2009 – Chile – Importadora Obra Prima

31º–Finca Altamira Malbec 2007 – Argentina- Importadora Expand

32º-Trivento Golden Reserve Malbec 2006 – Argentina – Importadora VCT Brasil

33º-Sophenia Syntesis Malbec 2007 – Argentina – Importadora Expand

34º-Ribera del Lago Sauvignon Blanc 2007 – Chile – Sem importador no Brasil

35º-Alta Vista Alto 2005 – Argentina- Importadora Épice

36º-Linda Flor Malbec 2005– Argentina – Importadora Gran Cru

Villa Francioni Sauvignon Blanc 37º-Vila Francioni Sauvignon Blanc 2009 – BraSIL – Lojas Especializadas

38º-Cadus Single Vineyard 2005 – Argentina – Importadora Santar

39º-Morandé Edición Limitada Sauvignon Blanc 2008 – Chile – Importadora Carvalhido

40º-Finca Mirador Malbec 2007 – Argentina – Importadora Expand

41º-Finca Bella Vista 2007 – Argentina- Importadora Expand

42º-Mendel Finca Remota Malbec 2007 – Argentina – Importadora Gran Cru

43º-Storia Merlot 2005– Brasil – Lojas especializadas

44º-Flecha de los Andes Gran Corte 2006 – Argentina – Importadora Gran Cru

45º-Talento 2006 – Brasil – Lojas especializadas

46º-Colomé Estate Malbec 2006 – Chile – Importadora Decanter

Miolo RAR 2005 47º-RAR 2005 – Brasil – Lojas especializadas

48º-Cheval des Andes 2006 – Argentina – Importadora LVMH

49º-Triple C Carmènére 2006– Chile – Importadora Gran Cru

50º-Pulenta Gran Estate Malbec 2007– Argentina- Importadora Gran Cru

Observem que temos nessa lista quatro vinhos brasileiros. Aí eu deixo a minha pergunta: qual a sua opinião sobre o vinho brasileiro? Fica um tema para próxima semana.

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Degustar é provar com atenção, procurando analisar as qualidades do objeto degustado. Degustar e beber um vinho são coisas distintas: beber é ingerir um líquido e degustar é submetê-lo a nossos sentidos para julgá-lo e descrevê-lo.

beber vinho Alguns pré-requisitos para degustação são: a taça, que deve ter um bojo com espaço suficiente para que se possa girar o vinho e desprender seus aromas, um pano de fundo claro para observar o vinho, água e pão para limpar o paladar entre um vinho e outro. Se for usar a mesma taça ao mudar de um vinho para o outro, gire um pouco do novo vinho dentro da taça e despeje-o. Isso chama-se “avinhar” o copo.

Os órgãos fundamentais para degustação são: visão, olfato e paladar, capazes de captar os estímulos sensoriais emitidos por grande parte das mais de quinhentas substâncias que existem no vinho. As sensações visuais são quase instantâneas. Já as olfativas e gustativas necessitam de estímulos que variam de pessoa para pessoa e podem ser aumentados com um treino.

Comece a análise visual segurando a taça pela haste. Evite sustentá-la pelo bojo, pois o calor da mão aquecerá o vinho. Com a taça na altura dos olhos, contra um ponto luminoso, você pode perceber as partículas em suspensão, o que define o grau de limpidez e sanidade do vinho. Se o vinho está turvo, pode indicar que deveria ter sido decantado ou mostrar a existência de alguma doença do vinho.

Cores do Vinho A cor define os tipos de vinhos: tinto, branco ou rosado. Suas nuances podem variar de púrpura, rubi, granada e alaranjados para os tintos, e esverdeado, palha, dourado e âmbar para os brancos. Essas nuances nos informam sobre a idade ou a evolução dos vinhos. Normalmente a cor dos tintos clareia com o tempo, enquanto a dos brancos escurece.

Outro aspecto importante é a intensidade, que é reação do vinho à reflexão da luz e que define o corpo do vinho. Um vinho de cor intensa é um vinho encorpado e o de cor pouco intensa é um vinho de menos corpo.

O álcool é um fator que influi no aspecto fluido e móvel do vinho e pode ser percebido quando é girado dentro do copo. Nesse movimento, uma parte do líquido sobe pelas as paredes da taça e escorre até a base em forma de gotas que originam linhas irregulares, chamadas de lágrimas do vinho. Isso se deve ao fato de o álcool evaporar-se mais rapidamente que a água do vinho. Quanto maior o teor alcoólico, mais abundantes são as lágrimas do vinho.

Na degustação, chamam-se aromas as sensações olfativas. Existem mais de cento e vinte substâncias aromáticas nos vinhos. Aproxime a taça ao nariz e cheire. Isso permite apreciar os aromas mais voláteis. A seguir, faça um movimento de rotação com a taça para agitar o vinho e aumentar a superfície de evaporação. Dê algumas aspiradas rápidas e deixe a imaginação funcionar.

Por fim, chegamos à análise gustativa. Prove em pequenas quantidades e deixe o vinho passear por toda a boca, sentindo-o por todos os lados da língua, bochecha e gengiva. Com o líquido ainda na boca, aspire um pouco de ar com os lábios semiabertos. Essa técnica permite sentir o “retrogosto”.

Garrafas de vinho É importante ter em mente que em uma degustação nunca há unanimidade em relação ao vinho degustado. Cada um tem um paladar e o melhor vinho sempre é definido por maioria.

Então, fica a minha dica: comece a degustar vinho e não simplesmente beber. Você irá descobrir sensações nunca antes imaginadas.

Referência: Vinhos, O Essencial; Jose Ivan Santos

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A combinação entre pratos e vinhos nada mais é que um jogo delicioso que se pratica a mesa. Existem regras bem específicas para harmonizar sabores de um prato e de um vinho. O fundamental é o equilíbrio entre ambos: o prato e o vinho devem se completar e nunca se sobrepor.

Vinho Tinto Harmoniza

Alguns fatores importantes a se considerar são as combinações de peso, intensidade, taninos, madeira e álcool. Confira abaixo algumas dicas essenciais da harmonização de vinho com a comida:

Vinho ácido

 • Escolha pratos que sejam ricos, cremosos, gordurosos ou salgados para contrabalancear.

• Combine a acidez da comida com o vinho.

• Use o vinho para equilibrar o calor das especiarias.

Vinho doce

• Ao servir vinho com sobremesa, certifique-se de que a sobremesa seja menos doce que o vinho: caso contrário, o vinho parecera sem graça.

• Se o vinho não for muito doce (meio doce) tente servi-lo com pratos levemente doces ou pratos com toque de especiarias ou pimenta.

• Tente combinar o vinho com pratos levemente salgados: você pode encontrar boas combinações, especialmente com queijos e cozinhas do estilo tropical.

Vinho alcoólico

• Certifique-se de que o prato servido também seja igualmente pesado e rico em personalidade, ou o vinho poderá ofuscá-lo.

• Não sirva o vinho com pratos apimentados ou com especiarias.

• Evite excesso de sal, que ira amplificar a percepção do calor/ álcool.

Vinho tânico

• Sirva os taninos com pratos ricos em proteínas, gordura ou ambos.

• Lembre-se de que entradas pobres em proteína ou gordura podem provocar a sensação de o vinho ser ainda mais tânico.

• Lembre-se de que tanino e especiarias não combinam.

• Utilize ingredientes que sejam amargos (brócolis, berinjela, abobrinha, etc.).

Vinho com carvalho

Barricas  • Combine o toque amadeirado com ingredientes como nozes e especiarias doces, ou com técnicas de cocção (grelhar ou defumar).

• Lembre-se de que o envelhecimento em carvalho enriquece a textura do vinho e harmoniza bem com pratos e molhos igualmente ricos em textura.

Vinho tinto e envelhecido

• Sirva o vinho com carnes malpassadas.

• Tenha em mente que o vinho se torna mais delicado com o tempo: escolha preparações mais simples para que o vinho possa aparecer.

Vinho branco envelhecido

• Sirva o vinho com pratos de características aromáticas semelhantes (nozes, amêndoas e frutas secas).

• Compense a perda da acidez do vinho envelhecido com a acidez no prato: sumo do limão ou um toque de vinagre.

Vale lembrar que essas regras não são tão rígidas e deve-se considerar o paladar de cada pessoa, desde que haja bom senso nas combinações. O importante é experimentar e se deliciar com cada nova descoberta. Bon appetit!

Referências: Vinho e Comida, Ed. SENAC, Jose Ivan Santos e Jose Maria Santana.

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O vinho do Porto é um vinho fortificado, produzido a partir de uvas provenientes da região do Douro, no norte de Portugal.

Região do Douro

Região do Douro

 A “descoberta” do Vinho do Porto é polêmica. Uma das versões conta que a origem data do século XVII, quando mercadores britânicos, em função de conflitos com a França, passaram a abastecer o mercado inglês com o vinho Português como fonte alternativa. No entanto, como a viagem de Portugal era mais longa, os vinhos estragavam mais rápido. Assim, os ingleses adicionaram aguardente para evitar que ele azedasse, já que na época ainda não se utilizavam conservantes.

Barco Rabelo com Pipas de Carvalho

Barco Rabelo com Pipas de Carvalho

 Mas o processo que caracteriza a obtenção deste vinho já era conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens e ainda servia como lastro para as embarcações. A diferença fundamental estava na forma de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos outros vinhos, basicamente, é o fato de a fermentação do vinho ser interrompida numa fase inicial, com a adição de um aguardente vínica neutro (com cerca de 77º de álcool). Assim, o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce, visto que o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool, e é mais forte do que os vinhos de mesa (entre 18 e 22º de álcool).

Real Cia. Velha Porto

Real Cia. Velha - Porto Vintage

 Existem três tipos de vinhos do Porto: Ruby, Tawny e Branco.

Porto Ruby

Ruby é o estilo de Porto feito com uvas tintas que passam menos tempo em madeira. De cor mais intensa e aromas frutados, apresenta os seguintes tipos:

  • Comum: jovem, áspero, de sabor pronunciado e doce. Passa em média três anos em madeira.
  • Vintage: é o Porto mais prestigiado, feito com uvas de uma só colheita, em anos excepcionais. Mesmo num ano muito bom nenhum produtor irá declarar um vintage assim que o vinho for feito. O produtor acompanha o desenvolvimento do seu vinho e somente após 18 meses pode ser declarado um vintage ou não. Este vinho, depois de dois anos na madeira, é engarrafado, mas deve passar necessariamente por envelhecimento em garrafa por muitos anos.
  • Late Bottled Vintage (LBV): é do ano que está declarado no rótulo e é engarrafado depois de quatro a seis anos em madeira. Apesar de ser de um ano muito bom, o produtor considera que ele não atingiu o ponto para ser engarrafado como vintage.

Porto Tawny

Tawny  é um estilo de Porto que permanece mais tempo na madeira. Envelhecem dois a três anos nos tonéis, passando depois para os barris de 550 litros. Estes permitem um mais elevado contato do vinho com a madeira e assim ganham ainda mais complexidade aromática, enriquecendo os aromas de frutas secas e adquirindo aromas de madeira, tostado, café, chocolate, mel, etc. As categorias existentes são:

  • Tawny Comum: é envelhecido por até oito anos, apesar de esta informação raramente aparecer no rótulo.
  • Tawny Reserva, com indicação de idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos): é o Tawny de alta qualidade. Vinhos de vários anos são misturados e a data se refere à idade média dos vinhos na mistura. São vinhos com sabor de frutas secas e se tornam cada vez mais leves com a idade. Geralmente são mais caros.
  • Colheita: é o Tawny elaborado com uvas da mesma safra, somente de anos excepcionais. Geralmente traz a safra da colheita no rótulo.

Porto Branco

Menos conhecido, o vinho do Porto branco é feito exclusivamente a partir de uvas brancas e envelhece em grandes tonéis de madeira de carvalho (20 mil litros). Existem brancos secos, meio-secos e doces. Ainda assim, e devido à forma como o Porto é produzido, o vinho nunca é completamente seco, guardando sempre alguma da sua doçura inicial.

Porto Ramos Pinto

Porto Ramos Pinto

O vinho do Porto tornou-se uma bebida imensamente popular no norte da Europa e hoje está presente em diversos países pelo mundo. Na França, por exemplo, é tradição pedir “un Porto” após as refeições. E você, incluiria uma dose de Porto no seu dia-a-dia?

Referências

  1.  Instituto dos Vinhos do Douro e Porto – Vinhos do Porto: Introdução (2004).
  2. Site: Wikipedia.
  3. Livro: Vinhos, O Essencial; José Ivan Santos.

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Beaujolais Nouveau

Beaujolais Nouveau

 O Beaujolais nouveau é um vinho tinto feito da uva Gamay, produzida na região de Beaujolais na França. É um vin de primeur, ou seja, um vinho comercializado no mesmo ano de sua colheita. Fermentado por apenas algumas semanas, origina um vinho muito frutado, leve e fresco.
A região de Beaujolais sempre produziu o “vinho do ano” para celebrar o encerramento da colheita. Mas até o pós-segunda guerra, era produzido apenas para consumo local. Foi apenas em 1951, quando alguns membros da associação de vinho Beaujolais viram um potencial em comercializar este vinho para outros mercados que se estabeleceu o lançamento do que viria a ser chamado de Beaujolais Nouveau. Não era apenas uma maneira de vender um vinho mais simples com boa rentabilidade, mas vender vinhos poucas semanas após a colheita era ótimo para o fluxo de caixa.

 Assim surgiu a idéia de fazer uma corrida a Paris carregando as primeiras garrafas da nova safra, o que atraiu muita mídia e até os anos 70 já havia virado um evento nacional. A corrida se espalhou nos países vizinhos nos anos 80. E hoje já alcança diversas partes do mundo.

 Na França, a chegada do Beaujolais Nouveau é celebrada com festa em bares e restaurantes, que recebem o vinho sempre na terceira quinta-feira do mês de novembro, anunciada com a célebre frase Le Beaujolais Nouveaux est arrivée!!! Essa é talvez uma das maiores jogadas de marketing inventadas pelos franceses.

Garrafas Beaujolais Nouveau

Garrafas Beaujolais Nouveau

 Hoje já são produzidos em torno de 49 milhões de litros de Beaujolais Nouveau por ano, totalizando quase a metade da produção total de vinho da região. Aproximadamente metade dessa produção é exportada, abastecendo principalmente os mercados Alemão, Japonês e Americano.
 O sucesso comercial do Beaujolais Nouveau levou ao desenvolvimento de outros vinhos “primeur” em outras partes da França, como a Gaillac AOC próxima a Toulouse. A prática se espalhou para outros países produtores de vinho, como a Itália com o “Vino Novello”, a Espanha com o “vino nuevo” e até os Estados Unidos com o “nouveau wine”.
O Nouveau deve acompanhar pratos igualmente leves e deve ser bebido a uma temperatura mais baixa que outros tintos: aproximadamente 14ºC. Deve também ser consumido cedo, em até seis meses. Os vinhos das melhores safras e produtores podem ser consumidos em até um ano da fabricação.
No Brasil, a tradição da chegada do Beaujolais Nouveau reúne cada vez mais entusiastas. Em 2009, quase 30 estabelecimentos disponibilizaram o vinho em suas adegas. Veja abaixo os endereços onde você poderá encontrá-los:

Adega Santiago
R. Desembargador Joaquim Celidênio, 16 – Jd. Paulistano
Tel.: 3085-5758

Aizome
Al. Fernão Cardim, 39 – Jardim Paulista
Tel.: 3251-5157

AK Delikatessen
R. Mato Grosso, 450 – Higienópolis
Tel.: 3129-7359

Allez Allez
R. Wisard, 288 – Vila Madalena
Tel.: 3032-3325

Bacalhoeiro
R. Azevedo Soares, 1580 – Vl. Gomes Cardim
Tel.: 2091-6798

Cacilda
Pc. Alfredo Weiszflog, 13 – Vila Romana
Tel.: 3679-2044

Caluma
Av. Nações Unidas, 12901 – Loja 123/124 – Brooklin Novo
Tel.: 5509-1916

Charlô
R. Barão de Capanema, 440 – Cerqueira Cesar
Tel.: 3087-4444

Cosi
R. Barão de Tatuí, 302 – Vila Buarque
Tel.: 3826-5088

Churrascaria Estancia
Av. Vereador José Diniz, 3271 – Santo Amaro
Tel.: 5533-1828

Espírito Santo
Av. Horácio Lafer, 634 – Itaim Bibi
Tel.: 3078-2758

Félix Bistrô
R. José Félix de Oliveira, 555 – Granja Viana
Tel.: 4702-3555

Franciacorta
R. Pais de Araújo, 184 – Itaim Bibi
Tel.: 3071-2226

Jardineira Grill
Av. dos Bandeirantes, 1001 – Vila Olímpia
Tel.: 3845-0299

La Vecchia Cucina
R. Pedroso Alvarenga, 1088 – Itaim Bibi
Tel.: 3079-7115

Ladrillo
R. Inhambú, 1177 – Moema
Tel.: 3562-6499

Le Chef Rouge
R. Bela Cintra, 2238 – Consolação
Tel.: 3081-7539

Le Petit Trou
R. Vupabussu, 71 – Pinheiros
Tel.: 3097-8589

Le Marais
R. Jeronimo da Veiga, 30 – Itaim Bibi
Tel.: 3071-4635

Le Vin Bistrô
Al. Tiete, 184 – Cerqueira Cesar. Tel.: 3091-3924
R. Armando Penteado, 25 – Higienópolis. tel.: 3661-4269
R. Pais de Araujo, 137 – Itaim Bibi. Tel.: 3081-3924

Lucca
R. Quintana, 934 – Cidade Monções
Tel.: 5507-6001

Marcel
R. da Consolação, 3545 – Cerqueira Cesar
Tel.: 3064-3089

Marquês de Marialva
Al. Purus, 265 – Letra A – Alphaville
Tel.: 4191-5360

Quattrino
R. Oscar Freire, 506 – Cerqueira Cesar
3068-0319/3068-0163

Rodeio
R. Haddock Lobo, 1498 – Cerqueira Cesar
3474-1333

Ruffino’s
R. Dr. Mário Ferraz, 377 – Itaim
3074-8800

Rustico Café
R. Itapura, 1535 – Vl. Gomes Cardim
2094-2020

Portucho
Av. Dr. Cardoso de Melo, 1261 – Vila Olímpia
3045-8159
R. Pássaros e Flores, 239 – Jardim das Acácias
5542-3139

Verbena
Av. das Nações Unidas, 18.591 – Santo Amaro
5693-4511

Mistral Importadora
R. Rocha, 288.
Tel.: 3372-3400

E você, já experimentou a moda “nouveau”?

Fontes: Sites Uol, Qvinho e Wikipedia

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