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Archive for novembro \30\-02:00 2014

A Califórnia é o maior estado americano produtor de vinhos, contando com inúmeras regiões bem conhecidas, tais como o vale do Napa, Sonoma, Mendocino e Santa Barbara, de onde se originam vinhos de renome, como por exemplo, o famoso “Chateau Santa Helena”, vencedor do célebre concurso que aconteceu em Paris em 1976 e ficou gravado na história como o “Julgamento de Paris”. Contudo, existe na Califórnia uma pequena área vinícola bem menos divulgada que vem se destacando e merece especial atenção do público enófilo: o Vale de Temecula. Há pouco mais de um mês, visitei essa região e gostaria de passar aos leitores o meu testemunho.

Old-Town-Temecula-Valley-Enoturismo

Localizado ao sul da Califórnia, há cerca de uma hora de San Diego, o Vale de Temecula é uma agradável surpresa para aqueles apaixonados por vinho e que apreciam a natureza. As suaves colinas cobertas com centenas de acres de vinhedos plantados, as inúmeras vinícolas que estão sempre de portas abertas ao visitante e a intensa programação turística da região garantem uma excitante experiência de tirar o fôlego de qualquer um.

O turismo local é diversificado, criativo e organizado, bem ao estilo americano. As atividades vão de passeios de balão sobre os vinhedos a café da manhã com champagne, além da possibilidade de fazer um piquenique entre as parreiras e também poder realizar eventos corporativos ou casamentos. À noite, o agito se concentra na charmosa Old Town de Temecula com sua arquitetura peculiar que nos faz lembrar do velho oeste.

Temecula-valley-enoturismo-estados-unidos

A maioria das vinícolas possui sede com construção moderna, espaçosas salas de degustação, gift shops, finos restaurantes, muitos dos quais envidraçados, descortinando magníficas vistas para os vinhedos. Opções de acomodação também são oferecidas por algumas vinícolas que possuem hotel luxuoso, resort e spa. Tudo, enfim, conspira a favor de uma inesquecível experiência em Temecula.

Os vinhedos de Temecula deixaram de florescer quando uma praga, disseminada por insetos, se alastrou pela Califórnia: o mal de Pierce. Somente recentemente a região renasceu graças aos grandes investimentos e persistentes trabalhos de recuperação e ampliação dos vinhedos, experimentos de enxertia e dedicação esmerada dos vitivinicultores, privilegiados por um microclima único, um solo granítico com boa drenagem e a brisa fresca proveniente do Pacífico que aí chega através do corredor conhecido como “Rainbow Gap”. Isso vem se refletindo diretamente na qualidade dos vinhos produzidos na região, muitos deles com premiação reconhecida.

South-Coast-Winery-Temecula-Valley

Um dos exemplos de sucesso é a portentosa “South Coast Winery Resort and SPA”, uma das mais renomadas da região. Instalada desde 1968, a vinícola planta 18 variedades de uvas, produz 45 diferentes vinhos e conta com cerca de 1800 prêmios recebidos em concursos regionais e internacionais. Dos vinhos que degustei, eu destacaria os seguintes:

“Carter Estate Private Reserve” 2012

Casta: 100% Viognier

Notas: fermentado inicialmente em inox para acentuar a fruta, finaliza a seguir em barricas novas de carvalho francês. É um vinho com aromas de flor de laranjeira, mel e pêssego; em boca é delicado, elegante, madeira integrada, equilibrado, apesar dos 14,4% de álcool.

“South Coast Tempranillo” 2009

Casta: 100% Tempranillo

Notas: estágio em barricas novas de carvalho americano, combinado com barricas usadas de carvalho francês; aromas de cerejas e amoras silvestres e notas defumadas; em boca tem bom corpo, é bem balanceado com taninos aveludados, mantendo discretos os 14,8% de álcool.

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Já a “Callaway Vineyards and Winery” é uma vinícola especializada em pequena produção que se destaca pelos seus vinhos Reserva premiados. Além de possuir um dos primeiros vinhedos estabelecidos no Vale, a Callaway foi a primeira vinícola na região a abrir ao público uma sala de degustação. Essa vinícola impressiona tanto pela beleza de suas instalações quanto pela alta qualidade de seus vinhos. Dos vinhos aqui degustados, cito os seguintes:

“Winemaker’s Reserve Syrah” 2010

Notas: aromas de geleia de frutas negras, especiarias como pimenta do reino e noz-moscada; em boca, ameixas pretas, amoras e groselha, taninos finos, notas de chocolate e toque de pimenta, com longo e delicioso final. Muito bom!

“Winemaker’s Reserve Cabernet Sauvignon” 2010

Castas: 94% de Cabernet Sauvignon e 6% de Petit Verdot

Notas: de coloração rubi com reflexos granada, apresenta aromas exóticos de menta e aniz, pimentão e frutos negros; em boca, amoras e cassis, novamente o aniz, um toque herbáceo, taninos redondos e elegantes com final persistente levemente picante. Excelente!

Temecula-Valley-enoturismo

É muito fácil circular pelo vale e visitar as vinícolas de Temecula, pois ficam vizinhas umas das outras ao longo da Rancho Califórnia Road (a principal) e da Portola Road. Com uma taxa de dez dólares em média, o visitante pode degustar de três a cinco vinhos diferentes, dependendo da vinícola. Em Temecula, não importa se você é um profissional ou apreciador de vinhos, o que conta mesmo é o espírito aventureiro e desbravador que anima o coração dos verdadeiros amantes do vinho.

Contatos:

http://www.temeculawines.org

http://www.southcoastwinery.com

http://www.callawaywinery.com

Maria Uzêda.

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A indústria de vinhos no Brasil está em franca expansão. Novas vinícolas vêm despontando com conceitos boutique ou com propostas de custo-benefício que têm surpreendido. Da mesma forma, algumas grandes marcas neste segmento, como a Miolo Wine Group, têm investido bastante em tecnologia e em know-how, permitindo uma interessante evolução de seus produtos de pouco tempo para cá.

Esta semana, participei de um jantar harmonizado promovido pela Miolo no restaurante Sta. Maricota, em São Paulo. A proposta era conhecer um pouco mais sobre os vinhos da Miolo e as diferentes regiões onde são produzidos e harmonizar alguns de seus vinhos com pratos bem brasileiros do Sta. Maricota.

Jantar-harmonizado-Miolo-Sta-Maricota

Lourenço Pedrotti (Miolo), Maria Uzêda, Cristina Almeida Prado, Luiz (Sta. Maricota)

O evento começou com uma apresentação conduzida por Lourenço Pedrotti, enólogo consultor da Miolo, que foi acompanhada por uma taça de Miolo Cuvée Tradition Brut, um espumante bem elaborado que pode ser encontrado facilmente em qualquer grande rede de supermercados. Com mais de 25 anos de existência, a Miolo possui hoje mais de 1.200 hectares de vinhedos próprios em 4 diferentes regiões no Brasil e produz 62 vinhos com preços que variam de R$15 a R$300.

Cada região com suas características, permite originar vinhos com personalidades distintas:

-No Vale dos Vinhedos (RS), única D. O. (Denominação de Origem) oficial do Brasil e região mais preparada para o enoturismo no país, o terroir é considerado perfeito para a produção de espumantes e de alguns vinhos tintos ícones da Casa, como o Merlot Terroir e o Lote 43.

vinhos-miolo-harmonização

-Na Campanha Gaúcha, segunda maior região vinícola do país, são produzidos vinhos como Almadén, Quinta do Seival e Bellavista (marca de Galvão Bueno), que vão de vinhos mais simples a vinhos ícones como o tinto Sesmarias.

-Na região de Campos de Cima da Serra, é produzida a linha RAR, de Raul Anselmo Randon, com vinhos tintos e brancos, premiuns e ícones.

-No Vale do Rio São Francisco, onde são realizadas até 2,5 colheitas por ano em função do clima, são produzidos os espumantes da linha Terra Nova.

Após a apresentação, iniciou-se a harmonização de vinhos com comidas especialmente elaboradas pelo Sta. Maricota:

Entrada:

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Polenta Frita com Cogumelos Shitake, Porcini e Funghi

Harmonização:

1) Bueno Sauvignon Blanc 2014

Bellavista Estate, Campanha Gaúcha, RS

Notas: Apresentou aromas minerais com notas cítricas, muito frescor, leveza e boa acidez em boca. O vinho casou bem com a entrada, considerando sua acidez pronunciada casada com a gordura da polenta frita. Ficou muito bom.

2) RAR Pinot Noir 2013

Campos de Cima da Serra, RS

Notas: Apresentou aromas de cassis, cereja, com notas licorosas e toques herbáceos, lembrando mate e folhas molhadas. Em boca, revelou taninos elegantes e acidez equilibrada. Sua estrutura mostrou um bom casamento com o preparo de cogumelos. Boa combinação.

Prato Principal:

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Picadinho Cozido por 18 horas no Molho Rotie, com Farofa e Arroz

1) Merlot Terroir 2012

Vale dos Vinhedos, RS

Notas: Ainda muito jovem e fechado, apresentou suaves aromas de cerejas com notas de café. Em boca, revelou taninos aveludados, acidez equilibrada e retro-gosto frutado. O casamento com o prato ficou bom, mas talvez ficasse melhor com uma safra mais antiga.

2) Testardi Syrah 2013

Vale do São Francisco, BA

Notas: Apresentou aromas de frutas negras com notas de couro muito marcantes e especiarias. Em boca, boa estrutura, toques de especiarias e acidez equilibrada. Foi o melhor casamento com o prato, rico em sabor, devido à sua estrutura combinada com as especiarias características da Syrah. Confesso que fiquei bem impressionada.

E assim, terminamos mais uma saborosa experiência enogastronômica, que os amigos leitores poderão facilmente replicar em suas casas ou, quem sabe, visitarão o Sta. Maricota para se deliciar.

Restaurante Sta. Maricota

Al. Campinas, 1289 – Jardins

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

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Esta semana a confraria “Bem de Vinho” se reuniu para mais um encontro enogastronômico. Desta vez, a proposta era degustar alguns vinhos da vinícola Torres às cegas e perceber o estilo de cada vinho, produzidos a partir de diferentes castas e em diferentes regiões da Espanha.

Aproveitamos o tema Espanha para harmonizar os vinhos no tradicional estilo espanhol: com os famosos “tapas”. Cogumelos shitake com queijo brie, tomates frescos com burrata e manjericão e jamón serrano compuseram nosso cardápio.

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Os vinhos se mostraram surpreendentes, cada qual com sua personalidade, revelando traços interessantes de sua região de origem, do tempo de descanso em barris de carvalho e das uvas utilizadas em sua composição. Confira a seguir nossas impressões sobre os vinhos degustados:

Viña Esmeralda 2013

País: Espanha

Região: Penedès

Casta: 85% Moscatel, 15% Gewürztraminer

Graduação Alcoólica: 11,7%

Notas de degustação: De nariz exótico, perfumado e sensual, apresentou aromas delicados de flores (rosas e lírios) e frutas brancas maduras com notas de baunilha. Em boca apresentou uma riqueza de sabores, elegância e frescor. É uma proposta diferente que vale conhecer.

Envelhecimento: Carvalho Francês novo durante 18 meses

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Salmos 2007

País: Espanha

Região: Priorato

Casta: Garnacha, Mazuelo, Syrah

Graduação Alcoólica: 15%

Notas de degustação: De coloração rubi com reflexos atijolados, apresentou aromas de frutas vermelhas com notas de baunilha, couro e caramelo. Em boca, apresentou bom corpo e complexidade, taninos aveludados e acidez equilibrada. Muito bom!

Envelhecimento: Carvalho novo francês durante 12 meses

Gran Coronas 2010

País: Espanha

Região: Penedès

Casta: 85% Cabernet Sauvignon, 15% Tempranillo

Graduação Alcoólica: 14,05%

Notas de degustação: De coloração vermelha com reflexo violáceos, apresentou aromas de ameixa, com notas de baunilha e couro e um leve toque de pimentão verde, aroma característico da Cabernet Sauvignon. Em boca, apresentou boa estrutura e adstringência e acidez equilibrada. Delicioso!

Envelhecimento: Envelhecido em barricas novas de carvalho americano e francês durante 15 meses

Altos Ibéricos 2011

País: Espanha

Região: Rioja

Casta: 100% Tempranillo

Graduação Alcoólica: 14,05%

Notas de degustação: De coloração rubi com reflexos violáceos, apresentou aromas de frutas negras e vermelhas, lembrando cerejas e framboesas, com notas de baunilha e leve mineral. Em boca, apresentou taninos aveludados, acidez equilibrada e um delicioso retro-gosto de frutas maduras. Muito bom!

Envelhecido em barricas de carvalho americano e francês durante 12 meses

Com mais de 100 anos de tradição e experiência na produção vinícola, a Torres revela, através de seus vinhos, o caráter da Espanha, proporcionando aos enófilos do mundo inteiro deliciosos momentos. Fica minha dica.

Cristina Almeida Prado.

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Nesta primeira semana de novembro, o espaço Rosa Rosarum abriu suas portas para a realização de um distinto jantar promovido pelo Pró-Chile, com assessoria e divulgação da CH2A Comunicação.

Estiveram presentes o Ilmo. Embaixador do Chile no Brasil, Sr. Jaime Gazmum Mujica, o Diretor Comercial do Chile em São Paulo, o Sr. Oscar Paez Gamboa, muitos representantes da comunidade empresarial chilena residentes no Brasil e inúmeros profissionais da imprensa.

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Foto: Norio Ito

A noite começou com seleto coquetel, quando então foram servidos variados petiscos acompanhados de Pisco Sour, espumante Brut Casillero Del Diablo, coquetéis de frutas e refrigerantes. Esse foi um momento de encontros, bate-papos e descontração dos convidados que aos poucos iam chegando.

Em seguida, o salão principal foi aberto e os convidados, conduzidos a suas mesas. Após o pronunciamento de abertura feito pelo Sr. Oscar e um breve discurso do Ilmo. Embaixador, foi exibido um vídeo de apresentação que enaltecia as belezas e as riquezas do Chile.

A hora que se seguiu descortinou um mundo de prazeres, transportando todos os presentes a uma verdadeira viagem pela soberba gastronomia chilena, com aromas e sabores incríveis que expressaram muito bem a fama de sua cozinha, conhecida como uma das melhores do Cone Sul. O menu foi especialmente elaborado pelo Chef chileno Francisco Mandiola para esse evento, com a harmonização de belos exemplares da Vinícola Concha y Toro. O jantar teve então, a seguinte sequência:

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Foto: Norio Ito

Entrada: Mexilhões branqueados sobre purê de limão, finalizado na mesa com caldo marinho infusionado em limão verbena. Harmonizou com o Gran Reserva Sauvignon Blanc, safra 2013. Vinho de cor amarelo palha bem claro, com toque herbáceo no aroma e em boca, e ótima acidez.

Primeiro prato: Salmão grelhado texturizado e lula com crumble de coentro, brotos e lavanda. Harmonizou muito bem com o Marques Chardonnay, safra 2012. Vinho elegante, com toque amanteigado e untuosidade, e boa persistência. Delicioso!

Segundo prato: Chuletas de cordeiro braseadas e douradas, batata doce e laranja, mais suco de queijo de cabra. Harmonizou perfeitamente com o Terrunyo Cabernet, safra 2011. Vinho de coloração rubi, aromas de frutos vermelhos maduros, com notas de chocolate e baunilha; em boca equilibrado, taninos aveludados, toque de especiarias e final de longa persistência.

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Foto: Norio Ito

Sobremesas: Sorvete de berries com azeite de oliva (na mesa); cerejas maceradas com pisco sobre crumble de baunilha e passas; creme gelado de maçã, com pinholes e amêndoas. Harmonizou com o Late Harvest, safra 2006. Vinho de coloração dourada, com o sabor exuberante da Moscatel, cheio de amêndoas e mel. Muito bom!

Esperamos que esse breve relato sobre nossa deliciosa experiência ligada às maravilhas do Chile tenha despertado no leitor o interesse e o desejo de visitar e conhecer esse fascinante País.

Maria Uzêda.

 

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Quem pretende ir ao Encontro de Vinhos de Curitiba, que vá se preparando: saiu a lista dos vinhos Top 5.

O Encontro de Vinhos, que acontecerá neste sábado, dia 8 de novembro, promoveu nesta semana uma degustação para eleger os cinco melhores rótulos dentre os inúmeros que serão apresentados no evento. O resultado foi surpreendente, porque, curiosamente, houve alguns empates. Assim, ao invés de cinco, foram oito os selecionados. Eis os destaques:

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Primeiro lugar:

“Iscay” 2008, Malbec e Cabernet Franc, vinícola Trapiche, Argentina.

Vinho de coloração violeta intensa, com aromas de frutas negras e notas de chocolate; apresenta acidez equilibrada, álcool bem integrado e agradável e longo final em boca. Um belo vinho!

Segundo lugar 1:

“Jerarquia Reserva” 2011, Malbec, vinícola Fermasa, Argentina.

Vinho de coloração granada, por sua complexidade, vai abrindo-se aos poucos, revelando sabores condimentados, baunilha, taninos marcantes e longo final em boca.

Segundo lugar 2:

“Gáudio” 2011, Touriga Nacional, Aragonês, Tinta Miúda e Alicante Bouschet. Vinho Regional Alentejano.

De cor rubi com reflexos violáceos, esse vinho estagiou em barrica de carvalho francês, é bem equilibrado, com notas de couro, cravo e leve herbáceo, apresenta elegante perfil e longa persistência.

Terceiro lugar 1:

“Brunello di Montalcino” 2009 DOCG, Itália.

Bela expressão da cepa Sangiovese (Brunello), um vinho elegante, rico em frutas silvestres, notas de couro, especiarias e ervas.

Terceiro lugar 2:

“OPI” 2012, Cabernet Sauvignon, vinícola Mascota, Argentina.

Vinho de cor vermelho rubi, cheio de frutos vermelhos, sutil herbáceo, boa adstringência e taninos aveludados.

Quarto lugar 1:

“Mamertino Rosso” 2008, Nero D’Ávola, Itália.

De cor granada translúcida, esse vinho exala aromas de frutos maduros, com nota medicinal e animal; em boca apresenta-se equilibrado, com taninos macios e corpo leve e delicado.

Quarto lugar 2:

“Vernus Blend” 2012, vinícola Santa Helena.

Vinho de coloração rubi com reflexos violáceos, aromas herbáceos, notas de chocolate, pimentão verde, mate, corpo médio, leve picância e taninos marcantes.

Quinto lugar:

“Unânime”, Bodegas Santa Ana.

Vinho de coloração rubi intenso, com aromas de frutos vermelhos, notas de chocolate e couro; em boca, equilibrado, taninos macios e bom corpo.

Agora, com essas dicas, o público apaixonado por vinhos perderá desfrutar melhor ainda desse evento tão vibrante, generoso e caloroso que é o Encontro de Vinhos. Boa feira para todos!

Maria Uzêda.

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Mais uma novidade foi apresentada no Wine Bar Online esta semana: Bellini, um drink italiano feito a partir de Prosecco, suco de pêssego e gotas de framboesa. Uma proposta super refrescante para curtir no verão.

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Em entrevista realizada por Daniel Perches com Otávio Piva, da Expand, e Fabio Lunardi, da vinícola Canella, pudemos conhecer um pouco mais sobre a bebida, sua proposta e a história de seu produtor.

Bellini é produzido pela vinícola Canella, fundada por Luciano Canella em 1948 na Itália, que desde o início prezava pela inovação. Nos anos 80, especializou-se na produção de vinhos espumantes, utilizando as melhores uvas da região de Piave, assim como Prosecco em Conegliano e Valdobbiadene. A paixão de Canella pelo Prosecco e o seu amor pelo desafio e pioneirismo o levou a criar coquetéis de vinho com frutas, como o Bellini, que se tornou um sucesso internacional.

O drink é composto de duas partes de Prosecco, uma parte de suco de pêssego branco e algumas gotas de framboesa, que conferem uma sensual coloração rosada à bebida. É uma combinação inusitada e deliciosa. O nome Bellini foi inspirado no pintor renascentista Giovanni Bellini (1430-1516), considerado renovador da escola veneziana com o uso de toques coloridos em suas pinturas. Assim como é feito com o Bellini.

Refrescante e leve, o Bellini pode ser consumido como aperitivo, após as refeições ou mesmo acompanhando algumas comidas. Pode ser harmonizado, por exemplo, com antipastos, saladas ou finger foods. Na Europa e nos Estados Unidos, onde a bebida já é um sucesso, tem sido servido como coquetel em casamentos e outros tipos de evento.

Aproveitando que o verão já está aí, fica a dica de uma proposta diferente de bebida que vale a pena experimentar.

Onde comprar: Expand

Preço: R$ 85,00

Mais informações: Wine Bar Online

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

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Falar da vinícola Torres é falar de um império que impõe respeito no mundo dos vinhos. Com mais de 1.300 hectares de território plantado, a Torres é hoje a maior vinícola da Espanha. Sua reputação lhe conferiu inúmeras premiações, como a de melhor vinícola européia do ano, promovida pela revista “Wine Enthusiast” em 2006. A Torres administra também a Miguel Torres no Chile e a Marimar Estate nos Estados Unidos.

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Vinhedos de Mas Rabell, vinícola Torres, Espanha

Na semana passada, em um agradável encontro promovido pela importadora Devinum, tive a oportunidade de conhecer o simpático Jordi Franch, Diretor Comercial da Torres, que me contou um pouco da história da vinícola, que já está em sua quinta geração da família, de seus principais feitos e de seus vinhos.

Fundada em 1870, em Penedés, a nordeste da Espanha, a vinícola Torres nasceu de uma parceria entre dois irmãos de uma família que desde o século XVII cultivava vinhas, mas sem apelo comercial. Jaime Torres era o irmão que dominava o comércio com as Américas, enquanto Miguel Torres dominava a produção de vinhos. Juntos começaram o negócio familiar focados no mercado externo, vendendo seus vinhos em barris, sem imaginar a dimensão que a Torres tomaria. A vinícola logo começou a ganhar visibilidade e recebeu ilustres visitas em sua sede, como a do rei Afonso XIII em 1904.

Poucos anos depois, já na segunda geração da família, nasceu a primeira marca da Torres: a Coronas, marca que deu fama mundial à vinícola e que é reconhecida até os dias de hoje. Essa mesma geração foi também responsável pelo início da produção de brandies, o vinho fortificado da Torres. Tamanha fora sua aceitação e sucesso no mercado externo que tornou a Torres a maior exportadora de brandy do país.

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Produção de brandies, vinícola Torres, Espanha

Os negócios iam bem, até que veio a guerra civil espanhola e em 1939 a vinícola foi parcialmente destruída por um bombardeio. Ao fim da guerra, iniciou-se a reconstrução da vinícola e os vinhos passaram a ser vendidos pela primeira vez em garrafas.

Nos anos seguintes, nasceram marcas como Sangre de Toro, produto de entrada da Torres produzido a partir de Garnacha e Cariñena, e Viña Sol, feito a partir das castas Parellada e Garnacha Blanca com uma proposta de frescor. Próximo ao centenário, a vinícola aderiu à vitivinicultura moderna, começou a cultivar variedades estrangeiras, como a Cabernet Sauvignon e a Chardonnay e a utilizar tanques de inox para a fermentação.

Em 1979, a Torres expandiu seus negócios para outros territórios. Nasceu a Miguel Torres no Chile e alguns anos depois, a Marimar Estates em Sonoma, nos Estados Unidos. Seus vinhos traduzem a tradição e o conhecimento da família aliados à riqueza do terroir dessas regiões.

Na Espanha, a Torres ampliou seu negócio para outras terras e está hoje em regiões como Ribera Del Duero, Rioja, Jumilla, Toro, Rueda, Priorato e Penedés, produzindo uma variedade de castas autóctones, como Tempranillo, Monastrell, Garnacha e Cariñena e castas internacionais, como Syrah, Merlot, Sauvignon Blanc e Riesling. Sua produção chega a atingir mais de 40 milhões de litros por ano e seus vinhos estão presentes em mais de 140 países.

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Castelo de Milmanda, vinícola Torres, Espanha

A reputação deste império que é a vinícola Torres a tornou um ponto turístico muito procurado por amantes do vinho de diversos países, chegando a receber mais de 130.000 visitantes por ano somente na sede de Penedés. Se você estiver na Espanha e tiver a oportunidade de visitar, vale gastar algumas horas desfrutando de seus vinhos, ampliando seu conhecimento sobre esta marca histórica e apreciando a natureza incrível no entorno de suas sedes. São três os locais que permitem visitação: a sede de Penedés (Parcs Del Penedés), principal local de visitação, a vinícola de El Lloar no Priorato e o Castelo de Milmanda, em Conca de Barberà. Mas se não for à Espanha, por sorte, seus vinhos são facilmente encontrados por aqui.

Mais informações no site da vinícola Torres.

Um brinde à Espanha e suas preciosidades!

Cristina Almeida Prado.

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Acontecerá esta semana o Encontro de Vinhos de Curitiba, maior evento de vinhos no conceito “road show”  do país focado no público consumidor. Em sua terceira edição, o evento contará com a presença de expositores como Casa Valduga, Cave Geisse, Domno, Cantu, Ideal Drinks, TodoVino, dentre outros.

encontro-de-vinhos-curitibaMais de 150 rótulos estarão disponíveis para degustação e o visitante poderá também participar de outras atividades, tais como palestras acompanhadas de um painel de degustação (informe-se para garantir o seu lugar).

Para quem estiver em Curitiba no dia 08 de Novembro, vale a pena se programar para participar. Será uma excelente oportunidade para conhecer novos vinhos e aproveitar um delicioso momento entre amigos.

Sobre o Evento:

Dia 08 de Novembro das 14h às 22h

Hotel  Lizon – Av. Sete de Setembro, 2246 – Centro

Ingressos: R$70 no local ou R$60 através do site.

Mais informações: www.encontrodevinhos.com.br

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

 

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