A região vinícola da Toscana está dividida entre duas grandes áreas que abrangem a costa e as colinas centrais. Na costa, áreas como Bolgheri e Marema são favorecidas pelo clima quente marítimo. Renomados produtores como “Tenuta dell’Ornellaia”, “Tenuta San Guido” e “Tenuta Guado al Tasso”, oferecem vinhos espetaculares, de grande classe e equilíbrio como o famoso Supertoscano “Sassicaia”, ou o “Bolgheri Rosso Superiore”, ou o “Masseto”.
As colinas centrais formam o distrito de maior prestígio da Toscana, concentrando famosas áreas de Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG): Chianti, Chianti Clássico, Carmignano, Montaltino, Montepulciano e San Gimignano.
O coração do Chianti Clássico fica exatamente entre as cidades de Florença e Siena, onde o solo é reconhecidamente o melhor para o cultivo da uva Sangiovese, cepa com a qual se elabora o vinho Chianti. Identificado pela imagem de um galo preto na garrafa, este símbolo garante a autenticidade do vinho Chianti Clássico e indica que passou por rigoroso controle de qualidade.
As enotecas e cantinas espalhadas pela Toscana dão ao visitante a oportunidade de degustar inúmeras opções de vinhos da região. Em Florença por exemplo, a “Enoteca Pinchiorri”, além de uma culinária de inspiração francesa, possui uma excelente adega com uma grande seleção de magnuns (garrafas de 1,5 l) e safras históricas. Nos arredores de Siena, a “Enoteca Italiana”, que fica numa fortaleza medieval (“Fortezza Medicea di Siena), oferece uma coleção de mais de 1100 rótulos, além de ser uma boa fonte de informações locais (www.enoteca-italiana.it). Em Greve in Chianti, além da “Cantine di Greve in Chianti” recomendada em nossa última matéria do dia 07/04, podemos encontrar também a “Enoteca Gallo Nero” com uma respeitável coleção de Chianti Clássico.
Ao sul de Siena, ainda na região da Toscana, existem duas áreas vinícolas muito importantes: Montalcino e Montepulciano. Pelos vales ao redor da cidade de Montalcino espalham-se inúmeros produtores de grandiosos Brunellos. Pode-se dizer que o Brunello de Montalcino é a resposta toscana ao Barolo do Piemonte. Elaborado com a uva Sangiovese de bagos grandes (Sangiovese Grosso), conhecida no local com o nome de Brunello, esse vinho resulta em um tinto encorpado, concentrado, com taninos potentes e final prolongado. Pelas normas, o Brunello é o único DOCG da Toscana 100% Sangiovese e necessita de 4 anos de envelhecimento obrigatórios,sendo pelo menos dois em carvalho. É um vinho para se guardar por décadas.
Uma versão mais leve do Brunello é vendida como “Rosso di Montalcino”, com menos tempo de envelhecimento, mas não por isso menos adorável. Na cidade de Montalcino você não pode deixar de visitar a Enoteca muito bem instalada no interior da imponente fortaleza medieval (séc. XIV) que domina a paisagem, e se deliciar com os maravilhosos Brunellos.
Das colinas ao redor da cidade de Montepulciano, origina-se o “Vino Nobile di Montepulciano” feito com outro clone da Sangiovese, a “Prugnolo” (ameixa em italiano), resultando em um vinho de cor concentrada, bom corpo, taninos sólidos e boa persistência. Há também uma versão mais leve do Vino Nobile que requer menos tempo de envelhecimento e é vendida como “Rosso di Montepulciano”, muito apreciada e de bom custo/benefício. Esses vinhos podem ser degustados nas enotecas e cantinas da cidade. Recomendo “La Bottega del Nobile”, situada na Via di Gracciano nel Corso, 95, bem no centro de Montepulciano (www.vinonobile.eu), ou ainda a “Enoteca del Consorzio del Vino Nobile di Montepulciano”, na Piazza Grande, 7 (agendamento: enoteca@consorziovinonobile.it).
Não poderíamos encerrar essa matéria sem citar o “Vernaccia di San Gimignano”, único vinho branco DOCG da Toscana. Elaborado com a uva Vernaccia plantada nas encostas ao redor da pitoresca cidade medieval de San Gimignano, é um vinho seco, com sabor de mel e limão e notas de amêndoas. Um produtor confiável ė o Montenodoli.
Para os amantes do vinho, a Toscana é isso: um mar de possibilidades ilimitadas de encanto e prazer.
Maria Uzêda
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Para os enófilos de carteirinha, um passeio pela Toscana pode ser uma experiência ímpar, prazerosa e inesquecível, pois essa é uma região com enorme concentração de competentes, audaciosos e ambiciosos produtores vinícolas.
Na Toscana tudo nos encanta: a paisagem pontilhada pelos ciprestes, as verdes colinas que formam grandes ondulações, as vilas com suas casas de telhados de terracota, as cidades medievais muradas, os castelos vinícolas como o “Vicchiomaggio” e o “ Verrazzano” cheios de história, mas um fato que também nos impressiona é a quantidade incrível de enotecas e cantinas que podemos encontrar nas cidades da região. Muitos desses estabelecimentos estão guarnecidos com a
Enomatic que é uma máquina italiana que permite ao cliente fazer degustações de alto nível. A Enomatic possui um sistema de vedação altamente eficiente que garante a integridade do produto, mesmo depois de aberto por vários dias. Na cidade de Greve in Chianti, por exemplo, mais de 140 rótulos podem ser degustados na “Cantine di Greve in Chianti”, graças a essas máquinas e à profissional e simpática orientação do Felippo, funcionário há anos na loja.
Além dos vinhos, você pode também experimentar azeites, queijos e salames, tudo produzido na área. Para isso basta comprar um “wine card” cujo preço varia de 10 a 25 euros que você vai gastando com a degustação dos vinhos ou na aquisição ou consumo de qualquer outro produto da loja.
Quando estive na “Cantine”, Felippo me apresentou um Chianti Clássico Riserva 2007, “Lamole di Lamole” DOCG, do “Vigneto di Campolungo”. Pode-se dizer que esse vinho exemplifica bem toda a exuberância da uva Sangiovese criada no privilegiado “terroir” da Toscana e manuseada com atenção e respeito. De coloração rubi intenso e brilhante, exala os aromas de frutos negros do bosque, com notas de especiarias e taninos aveludados, originando um vinho fresco, elegante e muito agradável.
Outro vinho interessante degustado foi o Supertoscano “Brancaia il Blue” 2007, da Casa Brancaia. Vinho complexo e intenso, elaborado com as uvas Sangiovese, Merlot e um pouco de Cabernet Sauvignon, passou 20 meses em barrica. É conveniente lembrar aqui a respeito do termo “Supertoscano”: usado para designar vinhos de alta qualidade da Toscana, esse nome refere-se àqueles vinhos que, nas décadas de 70/80, ousaram desafiar as regras italianas de denominação de origem controlada, utilizando uvas e métodos não autorizados. Listados entre os melhores vinhos da Itália, hoje alcançam preços bem altos e são supervalorizados.
A surpresa final ficou por conta do “Castell’in Villa”, um Chianti Clássico Riserva DOC “encontrado” em meio às raridades mais antigas da loja. Com safra de 1982, comprei essa estrela para uma homenagem especial que farei a minha filha sommelière que nasceu no ano de 1982.
Conhecida como a maior enoteca do Chianti Clássico, a Cantine di Greve in Chianti fica aberta todos os dias, das 10 às 19 horas, inclusive feriados. Para saber mais, acesse o site www.lecantine.it ou o e-mail: info@lecantine.it .
Maria Uzêda
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Há alguns dias, tive o prazer de conhecer o restaurante DIBACO que funciona num casarão construído em 1909, em Perdizes. O proprietário, Murilo Becassa, restaurou o imóvel, mantendo a arquitetura original e valorizando detalhes como, por exemplo, o belíssimo piso todo trabalhado em madeiras nobres. O terraço externo com guarda-sóis amarelos é um verdadeiro convite a um relaxante aperitivo. Os diversos ambientes internos garantem o ar acolhedor e super agradável do local.
No cardápio, o destaque é a variedade de cortes de carnes de alta qualidade que são preparados na “parrillera”, seguindo a técnica assadora argentina. Assim, pode-se optar pelo “ojo de bife”, o “bife ancho”, o “bife de chorizo”, as “cejas” ou ainda o “lomo”, por exemplo, todos servidos no ponto exato solicitado. Os preços variam de R$44,00 (o “lomo”) a R$77,00 (as “cejas”). As variedades de entradas e acompanhamentos são muito bem selecionadas. Pode-se começar com as típicas empanadas ou a linguiça de metro (R$24,00). Para acompanhar a refeição, o arroz biro-biro e as batatinhas suflês são sempre muito requisitados. Não deixe de provar o purê de mandioquinha gratinado e os bolinhos de batatas assados e cobertos com catupiry e bacon picado crocante.
Para quem não é tão apaixonado pelas carnes, há opções como frango, bacalhau, salmão, legumes, também assados na “parrillera” em suas grelhas próprias. Além disso há algumas opções de massas, risotos e saladas verdes. De sobremesa, a panqueca de “Dulce de leche” com sorvete é fantástica!
Para finalizar, eu não poderia deixar de falar sobre a Adega do casarão que disponibiliza a seus clientes uma requintada e generosa seleção de rótulos com preços justos e convidativos, prontos para harmonizar perfeitamente com os pratos do cardápio.
Com uma equipe eficiente e bem treinada, o serviço é irrepreensível. Sem falar no atendimento personalizado feito pelo próprio Murilo que faz questão de passar de mesa em mesa, distribuindo simpatia e atenção.
O restaurante DIBACO CARNES E VINHOS fica na Rua Cardoso de Almeida, 1065, esquina com a Rua Bartira. Telefone: 3569-0024.
Maria Uzêda
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Em viagem à Itália, graças a um contato meu feito na última edição da EXPOVINI SP, pude visitar Luca Speri, um dos membros da Família Speri que se orgulha em manter a quinta geração consecutiva no comando dos negócios vinícolas no coração da região da Valpolicella DOC. Luca, recém chegado de viagem aos Estados Unidos, estava atarefadíssimo em seu escritório, por isso pode apenas me cumprimentar e dar as boas vindas. Sua irmã Chiara foi quem me acompanhou em agradável e inesquecível visita.
A vinícola Speri tem sua sede no município de Pedemonte. Donos de 50 ha de vinhedos, produzem cerca de 350.000 garrafas por ano, utilizando exclusivamente uvas de suas terras. Sua produção de vinhos leva em consideração as diferentes características dos vários terroirs da área do Valpolicella Classico, tais como “La Roggia”, “La Roverina” e o excepcional “Vigneto Monte Sant’Urbano”.
O vinho Valpolicella é obtido a partir do corte básico de Corvina, Rondinela e Molinara, segundo a regulamentação da Valpolicella DOC. As versões de mais alta qualidade do vinho Valpolicella (produzidas em menores quantidades) são o Recioto e o Amarone. Eles começam a ser produzidos após um cuidadoso trabalho de seleção manual das uvas que serão então submetidas ao método de secagem chamado na Itália de “appassimento”. Elas secam em estantes ou engradados, em temperatura ambiente, por pelo menos três meses. Ao final, apresentam a metade do seu tamanho original, alta concentração de açúcar e assim, estão prontas para a vinificação.
O Amarone é um vinho tinto encorpado, rico em sabores que lembram geléia de cerejas, doce de ameixa, uva passa, chocolate amargo e especiarias. Seu teor alcoólico atinge frequentemente 15 ou até 16 por cento. É um vinho envolvente, complexo e aveludado.
O Recioto é a versão doce do Amarone, obtida quando a fermentação é interrompida, seja de forma natural ou por interferência externa, resultando em vinho tinto potente e doce, exprimindo sabores intensos de cerejas, ameixas e defumado, com um final levemente amargo.
O Valpolicella Ripasso é um vinho que, durante seu processo de vinificação, recebe a adição das cascas não prensadas do vinho Amarone, tendo assim seus sabores mais intensificados e o teor alcoólico aumentado.
A Família Speri tem uma longa história, com fortes raízes na Região da Valpolicella DOC, tornando-se uma referência na produção de vinhos de alta qualidade e um grande intérprete de um dos mais prestigiados vinhos da Itália: o Amarone.
Dessa forma, penso que, ao elaborar até hoje, vinhos a partir de uvas de seus próprios vinhedos, colhidas manualmente, cuidadosamente selecionadas, acompanhando o processo de vinificação em todas as suas fases, da colheita ao engarrafamento, a Família Speri nos comunica através de cada garrafa a emoção que um vinho pode criar, a riqueza de suas terras e os valores de suas antigas tradições.
Maria Uzêda
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No último dia 20 de Junho, a Confraria dos Amigos da ABS esteve reunida no “hall” do Hotel Golden Tulip para uma degustação de vinhos espanhóis, ainda não disponíveis no mercado brasileiro.
Estiveram presentes Blanca Muro Pradillo, diretora de exportação e qualidade da Bodega Latúe, Armando Zogbi, da Mult Art Eventos, Fernanda Vianna, consultora de vinhos, Arlene Colucci, do Gabinete de Comunicação, Gustavo Buabra, Cristina Almeida Prado e Maria Uzêda do blog Sommelière.
Blanca abriu o encontro com uma breve explanação sobre a Latúe Bodegas, que está localizada em Villanueva de Alcardete, na Província de Toledo, região de La-Mancha, no coração da Espanha.
A Latúe Bodegas faz parte de uma Cooperativa de 400 viticultores empreendedores com mais de 50 anos de experiência. Com o aumento da demanda por seus produtos, a empresa implementou um negócio modelo de exportação, dando início a uma crescente distribuição nos mercados internacionais. A empresa tem feito uso de uma agricultura orgânica e uma tecnologia ultramoderna, que aliadas ao preparo correto do solo, à forma de plantio (espaçado, com mais ou menos 8 metros de distância e próximas ao solo para permitir que elas mantenham para si a umidade existente no solo), à gestão otimizada da água e ao aproveitamento das condições climáticas que permitem o não uso de pesticidas, garantem produtos de alta qualidade e ótimo preço final.
A Latúe Bodegas produz vinhos a partir de várias castas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Macabeo e Verdejo dão origem a brancos frescos e crocantes; Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah com as quais são elaborados encorpados e expressivos tintos. No entanto, seu forte é a varietal branca Airén e a tinta Tempranillo (originariamente chamada Cencibel na região), ambas nativas da região La-Mancha.
Com seu entusiástico jeito falante, Blanca nos apresentou quatro rótulos:
1- Cueva Brut Nature 2010, método champenoise, 25.000 garrafas, colocação manual da rolha
100% Airen, 11% vol. álc.
Coloração amarelo palha, perlage abundante, contínuo e finíssimo; aromas de pão e leveduras; boa acidez, frescor, equilíbrio, média persitência.
Preço sugerido ao mercado: R$50,00
2- Latùe Airén 2011, maceração a frio
100% Airén, 12,5% vol. álc.
Coloração verdeal, límpido e brilhante; aromas doces de frutas brancas como maçã verde, banana e pera, um toque floral; grande frescor e leveza, sabor intenso de banana no palato, álcool equilibrado, baixa acidez e certo amargor.
Prêmio medalha de bronze no concurso de Montpelier.
Preço sugerido ao mercado: R$25,00
3- Latúe Tempranillo 2011, jóvem
100% tempranillo, 13% vol. álc.
Produto de vinhas velhas (50 anos), apresenta coloração vermelho cereja, límpido e brilhante; aromas de morangos, cerejas, um toque de caramelo; em boca delicado, redondo, com taninos aveludados, fresco, pura fruta, álcool equilibrado, boa acidez, média persistência, muito agradável, fácil de beber. Pode-se guardar por 5/6 anos. Prêmio medalha de prata no concurso de Montpelier.
Preço sugerido ao mercado: R$25,00
4- Latúe Cabernet Sauvignon-Syrah 2010, jóven (1 mês em barrica)
13,5% vol. álc.
Vinho de coloração rubi claro, límpido e brilhante; aromas de cerejas, com taninos elegantes e delicados em boca, discreta madeira, boa personalidade.
Preço sugerido ao mercado: R$25,00
Esta foi uma pequena amostra dos vinhos que a Latúe tem produzido. A empresa vê o Brasil como um grande mercado importador em potencial. Quanto a nós, encerramos o encontro com a esperança de que em breve possamos fazer parte, como consumidores, da bonita história que a Latúe Bodegas está escrevendo.
Maria Uzêda e Cristina Almeida Prado.
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Pela primeira vez no Brasil, a presidente e os membros da União dos Grands Crus de Bordeaux realizaram um grande encontro para profissionais da área para a degustação excepcional da safra 2009. Estiveram reunidos no salão do Grand Hyatt Hotel os maiores Chateaux das denominações Margaux, St. Julien, St. Emilion, Paulliac, Pomerol, Médoc, Sauternes e Barsac, com a presença dos proprietários e/ ou colaboradores de cada Grand Cru. Dentre os convidados estavam presentes os profissionais da mídia, importadores, distribuidores e profissionais do meio.
Região localizada a sudoeste da França, Bordeaux possui o maior vinhedo do mundo, com a maior produção mundial de vinhos finos e o maior nicho de terroirs do planeta, um verdadeiro império vinífero. Os vinhos de Bordeaux foram ranqueados de acordo com uma classificação oficial estipulada em 1855. A partir dessa data ficaram eleitos os melhores da região que listam os 5 seletos grupos dos Cru Classés. Existem 61 vinhos classificados em Bordeaux, baseados na classificação de 1855, válida até hoje.
O grande evento nos deu oportunidade de conhecer uma amostra e, logicamente, as grandes promessas da safra 2009. Segundo Saul Galvão, “Para apreciar um grande Bordeaux é preciso aproveitar a idade certa, beber quando ele está no auge!”.
Nossos destaques da noite foram os seguintes:
Brancos:
-Chateau Carbonieux – Pessac-Léognan
-Chateau Fieuzal – Pessac-Léognan
Tintos
-Chateau Gazin – Pomerol
-Chateau La Conseillante – Pomerol
-Chateau Dauzac – Margaux (custo-benefício, cerca de 35 Euros)
-Chateau Léoville Poyferrer – Saint Julien (100 RP)
-Chateau Pichon Longueville – Pauillac
-Chateau Pichon Longueville Comtesse de Lalande – Pauillac
-Chateau Lynch-Bages – Pauillac
-Chateau Troplong Mondot – St. Émilion
-Chateau Franc Mayne – St. Émilion
-Chateau La Tour de Figeac – St. Émilion
-Chateau Angelús – St. Émilion
Sobremesa
-Chateau Guiraud – Sauternes
Muitos desses vinhos ainda não têm representante no Brasil. Quem tiver a oportunidade de visitar os Chateaux ou comprar aqueles que estão disponíveis em nosso mercado, certamente estará fazendo um belo investimento. Os vinhos ainda são bebês e irão mostrar todo seu potencial nas próximas décadas.
Um brinde!
Cristina Almeida Prado e Maria Uzêda
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Na última edição do ano de 2011, a Confraria dos Amigos da ABS se reuniu em dezembro para mais uma experiência inesquecível. Mantendo o ritual de sempre, fizemos uma degustação às cegas de quatro rótulos, todos elaborados com a mesma uva: a Syrah.
Muito se fala dessa uva que gera vinhos tão adoráveis. Diz-se que é cepa originária do norte do Rhône, na França, onde obteve seus primeiros êxitos em célebres apelações como Hermitage, Crozes-Hermitage e Côte Rotie, por exemplo, que produzem vinhos excepcionais e de grande longevidade.
Não se pode esquecer da lenda, segundo a qual Jesus teria tomado um vinho dessa uva na última ceia, uma vez que ela era plantada em toda Jerusalém naquela época.
A grande verdade é que, nos dias de hoje, a uva Syrah, típica de clima quente, teve excelente adaptação na Austrália onde é grafada Shiraz. Considerada uva emblemática desse país, encontra-se aí uma das maiores áreas de plantio de Shiraz do mundo. Presente em quase todas as áreas vinícolas australianas, ela tem sua maior expressão nos vales Barossa e Maclaren de onde saem vinhos corpulentos, de elevado teor alcoólico com sabores maduros de amora, uva passa, chocolate e alcaçuz, com taninos redondos e profundos. “Penfolds Grange”, “Henscheke Hill of Grace” “Astralis Shiraz” são exemplos de excelentes vinhos provenientes dessas regiões.
No vale do “Hunter” ela assume uma característica própria, refletindo aquele “terroir” com toques terrosos e queimados do sol. Em “Clare Valley”, uma das regiões mais frias dentro do calor australiano, a Shiraz exala aromas de framboesas e cerejas.
Qualquer que seja a região de onde provêm, os vinhos australianos sempre surpreendem.
Nosso encontro ocorreu no agradável espaço do Empório Adelaide, localizado em Alto de Pinheiros, na rua Leão Coroado, onde estiveram presentes os amigos Rafael Porto, Arlene Colucci, Gustavo Buara, Almir dos Anjos, Yuri Bernard, Cristina Xavier e Maria Uzêda. Degustamos então quatro vinhos australianos de áreas vinícolas variadas.
Eis as suas fichas técnicas:
1- Produtor: Mitchelton
Região: South Australia – Victoria
Safra: 2006
Teor alcoólico 14,5%
Preço: R$149,00
2 – Produtor: Mitolo Jester
Região: Maclaren Valley
Safra: 2009
Teor alcoólico: 14%
Preço: R$150,00
3 – Produtor: Knappstein
Região: South Australia – Clare Valley
Safra: 2005
Teor alcoólico 14,5%
Preço: R$159,00
4 – Produtor: Ebenezer – Barosa Valley State
Região: South Australia – Barosa Valley
Safra: 2005
Teor alcoólico: 14,5%
Preço: R$224,00
Os vinhos degustados possuíam estilos distintos, refletindo características da região de onde provinham, no entanto traziam um caráter comum aos vinhos australianos: presença forte da fruta, riqueza de extrato, aromas profundos e potência em álcool.
Ao final da degustação, o grupo classificou os vinhos com a seguinte colocação:
Terceiro lugar: “Knapstein”
Segundo lugar: “Mitchelton “
Primeiro lugar: “Mitolo”
Eleito por 7 votos a 1, o Mitolo, que é vinho premiado e bem pontuado internacionalmente, se mostrou um vinho de coloração rubi intenso, exalando aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias (anis) e baunilha, com um fundo herbáceo e leve tostado; em boca, a confirmação das frutas, bom corpo, taninos macios, boa acidez, deixando a sensação agradável típica de um vinho equilibrado e elegante.
Como afirma a escritora de vinhos e jornalista Carolyn Hammond, “o vinho australiano é o brilho do Sol em uma taça”.
Para as pessoas que nunca experimentaram um vinho da Austrália, fica aqui o nosso estímulo e sugestão para um momento de prazer.
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