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Posts Tagged ‘Enoturismo’

Continuando meu relato sobre as vinícolas do Oregon, trago aqui mais duas sugestões imperdíveis:

“Trisaetum”:

trisaetum-oregon-enoturismoFundada em 2003 por Andrea e James Frey, essa vinícola é especializada na produção de Rieslings e Pinot Noirs. O nome Trisaetum deriva dos nomes dos dois filhos do casal: Tristen e Tatum. Esta é mais uma empresa familiar instalada no coração do vale de Willamette.

A Trisaetum utiliza uvas provenientes de seus vinhedos localizados em diferentes áreas viticulturais (AVAs): Yamhill-Carlton, Ribon Ridge e Dundee Hill. Em sua linha de produção estão os brancos “Trisaetum Riesling” e os tintos “Trisaetum Pinot Noir”, estes elaborados com uvas de diferentes vinhedos e envelhecidos em barris de carvalho em cave subterrânea por 12 a 20 meses antes de engarrafar. Há também os Pinot Noirs da “Trisaetum Artist Series”, uma coleção de edição limitada com rótulos especialmente desenhados a cada ano pelo próprio enólogo, proprietário e artista, James Frey.

James é artista plástico e imprime sua arte com paixão nos vinhos que produz, deixando sua marca pessoal. O visitante que chega na sala de degustação se surpreende ao ver que está dentro de uma Galeria de Arte. Isso mesmo, a sala de degustação fica dentro da bela galeria onde estão expostos os trabalhos de James. Devo dizer que a experiência aí é inusitada e encantadora!

A Trisaetum produz também uma caprichosa linha de espumantes feitos pelo método Champenoise.

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A sala de degustação é aberta ao público, mas se preferir, eles oferecem degustação privada, com harmonização de queijos e frios, que requer agendamento com 48 horas de antecedência e custa 60 dólares. Contatos podem ser feitos pelo e-mail alice.ingraham@trisaetum.com, ou pelo site www.trisaetum.com

“Rex Hill”:

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Essa vinícola entrou na minha lista de visitação por acaso. Folheando um jornal de circulação local, fiquei sabendo que a Rex Hill tinha sido premiada recentemente pela revista americana The Wine Advocate encabeçada pelo famoso crítico de vinhos Robert Parker. O prêmio reconhece a Rex Hill como uma das oito vinícolas extraordinárias da América.

A Rex Hill ficou conhecida pelos seus complexos e elegantes Pinot Noirs, no entanto, também produz sedutores brancos elaborados com Chardonnay, Riesling e Pinot Gris.

Fundada em 1982, foi adquirida em 2007 pela A to Z Wineworks que reduziu sua produção para focar somente em vinhos de alta qualidade, utilizando os princípios da biodinâmica em seus vinhedos.

Na agradável sala de degustação da Rex Hill, por 15 dólares você pode degustar 4 diferentes vinhos:

1- “Seven Soils Chardonnay 2015” – um vinho aromático, sedoso, com álcool bem integrado, resultante de passagem por barril de carvalho francês.

2- “Willamette Valley Pinot Noir 2014” – um blend de uvas de vários terroirs, é um vinho com boa fruta e taninos delicados.

3- “Shea Vineyard Pinot Noir 2014” – com 92 pontos da Wine Advocate, esse vinho apresenta mais corpo que o anterior, bem equilibrado, boa adstringência e final longo.

4- “Francis Tannahill Sundown 2013” – um inusitado blend de Grenache e Syrah provenientes do sul do Oregon; de coloração rubi intenso, com notas minerais e taninos robustos.

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Ao final da degustação, o simpático gerente Jonathan Lampe me serviu mais um rótulo: “Rex Hill Jacob-Heart Estate Vineyard Pinot Noir 2014”. Vinho de coloração rubi intenso, muito rico, cheio de frutos maduros, com bom corpo, notas tostadas, um toque terroso, bem estruturado e balanceado. Belo vinho!

Para saber mais acesse: www.rexhill.com

Finalizamos assim mais um relato de viagem em que demos uma pincelada sobre o encantador quadro vitivinícola do vale de Willamette, compartilhando com os amigos leitores experiências e dicas do mundo do vinho.

Maria Uzêda.

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Cruzando o estado do Oregon, pude visitar algumas vinícolas na região de Willamette que me impressionaram muito.

Domaine-Serene-Enoturismo-OregonA primeira delas foi a Domaine Serene. Instalada numa magnífica propriedade, essa linda vinícola abriga um clube, onde ocorrem eventos como casamentos, confrarias ou festas de empresas; a cantina, com moderno sistema de vinificação por gravidade; e uma sala de degustação ampla, cheia de mesas e um generoso balcão.

Os proprietários, o casal Ken e Grace Evenstad, são tão apaixonados pelos vinhos da Borgonha que, além da vinícola Domaine Serene, adquiriram um Château na região da Côte D’Or, e estão produzindo um Premier Cru com a assessoria de vinhateiros franceses. E o resultado é incrível: um Chardonnay Grand Cru do Oregon e um Chardonnay Premier Cru da Borgonha com muita semelhança entre eles, apenas um leve amargor no primeiro, mas ambos fabulosos!

A vinícola Domaine Serene tem também obtido um reconhecimento global com seus icônicos Pinot Noir. O “Evenstad Reserve Pinot Noir”, com 16 meses de envelhecimento em carvalho francês, é a bandeira da vinícola e define o padrão pelo qual são elaborados seus Pinots. Os aromas de cerejas negras, groselha e cravo preenchem a taça. Em boca mostra notas de frutos negros em compota, com taninos aveludados e final persistente. Maravilhoso!

Beaux-Freres-Oregon-Enoturismo“Beaux Frères” foi a segunda vinícola que visitei. Situada fora da estrada principal, essa vinícola é o que se poderia chamar de despretensiosa e rústica, caso não conhecêssemos sua brilhante reputação de vinhos de altíssima qualidade.

Em parceria com o famoso crítico de vinho Robert Parker, cunhado casado com sua irmã mais velha Patricia, o trabalho de Michael Etzel ganhou notoriedade em pouco tempo. No entanto, independente da conexão com Parker, devemos admitir que foi a qualidade dos seus vinhos que colocou Beaux Frères na vanguarda e no topo da lista de qualquer conhecedor de vinho, sendo considerada uma das melhores do Oregon. À propósito, o nome Beaux Frères, é uma alusão aos dois amigos, Parker e Etzel.

A sala de degustação era bastante modesta, bem diferente do elaborado estilo francês ou de moderna arquitetura contemporânea que a gente costuma ver nas vinícolas da Califórnia ou mesmo do Oregon. Fui recebida por Jillian Bradshaw com quem agendei minha visita por e-mail. Quatro rótulos foram apresentados: um Chardonnay inspirado nos brancos da Borgonha, e três tintos, todos Pinot Noir, de vinhedos diferentes, de solos e altitudes variadas. Destaco aqui o “Beaux Frères, The Beaux Frères Vineyard 2015” e o “Beaux Frères, The Upper Terrace 2015”. O primeiro, uma joia rubi em taça, com vibrantes camadas de frutas vermelhas, especiarias e terra molhada que se transformam em sedosa textura na boca; intrigante e refinado mesmo em sua juventude, esse vinho promete muita complexidade e longa guarda. O segundo, com aromas de geleia de frutos vermelhos e expansiva complexidade que, momentos depois, torna-se exuberante; apresenta taninos ricos e aveludados e final longo; uma fascinante aventura engarrafada!

Como podem ver, cada vinícola tem suas características próprias e suas peculiares histórias, mas um ponto comum as identifica: a persistente paixão pelo estilo “Borgonhês”.

Não percam, no próximo post, mais relatos sobre as incríveis vinícolas do Oregon.

Para saber mais ou agendar visita, acesse:

www.domaineserene.com

www.beauxfreres.com

Maria Uzêda.

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A paixão por vinhos nos leva, muitas vezes, a destinos surpreendentes. Assim foi minha passagem pelo Oregon, em recente viagem aos EUA.

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Localizado entre dois grandes estados produtores de vinho, Califórnia ao Sul e Washington ao Norte, o estado do Oregon é o segundo maior produtor de vinhos do país e é um destino pouco explorado pelos enófilos.

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A mais destacada região é a de Willamette Valley onde as condições de clima e solo são altamente favoráveis ao plantio da Pinot Noir, cepa responsável pelos melhores vinhos do Oregon. Willamette Valley possui a maior concentração de vinícolas e vinhedos do estado e inclui seis sub-regiões: Dundee Hills, Yamhill-Carlton, Ribbon Ridge, MacMinnville, Chehalem Mountains e Eola-Amity Hills.

oregon-wineries-vinho-sommeliereA história da viticultura do Oregon começou a ser escrita por pioneiros vinhateiros que, seguindo práticas tradicionais da Borgonha e utilizando técnicas e clones europeus, descobriram que a região era soberba para o cultivo da Pinot Noir. Na década de 70, o vinho “South Block” Pinot Noir 1975, produzido por David Lett, da Eyrie Vineyards, foi parar nos noticiários, quando, numa degustação às cegas na França em 1979, ficou entre os dez finalistas do concurso. Recentemente, em 2016, a região recebeu a maior honra concedida pela renomada revista “Wine Enthusiast” tendo sido nomeada a “Wine Region of the Year”.

Um dos motivos que diferenciam o Oregon de outros estados é o fato de que muitas de suas vinícolas são empresas familiares, predominantemente rurais e surpreendentemente pequenas, mas com grandes ideias. O que aliás, explica o slogan adotado por eles que diz: “Small is Beautiful”.

Hoje, novas gerações de viticultores e empreendedores estão forjando novos caminhos na indústria vinícola local, sem abdicar das tradições de seus antecessores, dando continuidade ao espírito daqueles pioneiros.

oregon-wineries-vinho-enoturismo2Dirigindo pelas estradas rurais da região de Willamette, o turista deve se guiar pelas placas azuis para encontrar seu destino. Elas sinalizam a direção para as vinícolas que geralmente são acessadas por estradas vicinais. São inúmeras as razões para se explorar o coração dessa região: centenas de vinícolas dispostas a oferecer experiência única aos visitantes (algumas requerem agendamento), belíssimas paisagens, inúmeras salas de degustação espalhadas pelas pequenas cidades do entorno (Dundee, McMinnville, Newberg, Carlton, Amity, Dayton, Sheridan, etc), refinados restaurantes (“SubTerra”,por exemplo, em Newberg), charmosos Bed and Breakfast, sem falar no museu “Evergreen Aviation and Space”, que abriga o maior avião da história da aviação, o “Spruce Goose”, construído pelo milionário Howard Hughes e merece ser visitado. É também interessante informar que, no Oregon, não há taxa de imposto sobre os produtos comprados.

Para os amigos amantes do vinho, fica então aqui a minha sugestão de viagem. Inclua o Oregon em seus planos e deixe-se levar por seus instintos numa prazerosa e inesquecível “eno-aventura” que só o vinho é capaz de proporcionar. No próximo post, falarei sobre as vinícolas que visitei no Oregon. Não percam!

Maria Uzêda.

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DSC_6600Si a Mendoza vino y no tomó vino, a que vino?

Em visita à vinícola Dominio Del Plata, de Susana Balbo, fui recebida pelo Juan, sommelier muito atencioso e que proporcionou uma visita bastante enriquecedora. Susana Balbo é uma marca forte, inclusive no Brasil, mais famosa por seu vinho base Crios, mas que produz também vinhos de pequeno volume, muito especiais, como Ben Marco e Nosotros.

Nascida em uma família tradicional e contrariando as convenções sociais da época, Susana decidiu se profissionalizar na atividade vitivinícola, tornando-se a primeira mulher enóloga da Argentina. Trabalhou em grandes vinícolas como Catena e Michel Torino até que em 1999 comprou uma fazenda e logo começou a elaboração de seus próprios vinhos, na época, com tanques e barricas emprestados. Hoje, o Dominio Del Plata é formado por Susana e seus sócios argentinos, com vinhedos próprios e associados, e produz cerca de 2 milhões de litros por ano.

No Dominio Del Plata, todo o trabalho é manual. Os cachos são cuidadosamente selecionados, depois são recebidos pelo alto para que a fermentação ocorra por gravidade, mantendo os cachos e suas uvas inteiros para um ótimo desenvolvimento de aromas e sabores durante esse processo. Os vinhos tintos não são filtrados, para preservar ao máximo sua cor e aromas e somente os brancos, rosés e alguns tintos são clarificados.

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Os vinhos da linha Crios fermentam e já seguem para engarrafar. Os demais, passam por maturação em barris de carvalho, de acordo com a intenção do produtor para cada marca.

Juan contou que a casta Torrontés, branca aromática autóctone da Argentina é um cruzamento das castas Criolla com Moscato de Alexandria. Por suas características únicas, foi encarada por Susana desde o início como uma casta de qualidade. Amadurece em barris de carvalho e resulta num vinho de destaque da casa. Juan brinca que a Torrontés é uma uva mentirosa, pois os vinhos produzidos a partir dessa casta no nariz indicam doçura, mas na boca, são secos.

Depois de mais de 10 anos de crescimento nos mercados internacionais, os filhos de Susana (José, enólogo e Ana, administradora) passaram a integrar a equipe de Susana Balbo, dando continuação à tradição familiar.

Alguns dos vinhos degustados na visita foram:

Susana Balbo Torrontés 2013, Valle de Uco

3 meses em barris de carvalho

De coloração amarelo limão, apresenta aromas de baunilha, mel, com notas cítricas e folrais. Em boca, é um vinho de corpo leve, com boa acidez, bem integrado e não é cansativo. Harmonização sugerida pelo sommelier: salada verde, sushi ou comida picante indiana ou tailandesa.

Susana Balbo Malbec 2013, Valle de Uco

13 meses em barris de carvalho

De coloração vermelho púrpura, apresenta aromas de ameixa, amora preta, cassis e notas de pimenta preta. Em boca, frutas negras maduras, chocolate e menta, com taninos marcantes e bem integrados e boa acidez. Sugestão de harmonização: carnes vermelhas, porco ou uma massa bolonhesa.

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Ben Marco Expressivo 2013, Valle de Uco

(75% Malbec, 20% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon)

13 meses em barris de carvalho

De coloração vermelho púrpura, apresenta aromas de amora madura, cassis, violeta e notas minerais. Em boca, frutas negras maduras, com taninos firmes e fino e boa acidez. Harmonização sugerida: carnes vermelhas, porco e queijos duros.

Susana Balbo Malbec Late Harvest 2010, Agrelo

18 meses em barris de carvalho

De coloração rubi com reflexos violáceos, apresenta aromas de uva passa, compota de frutas negras, especiarias como cravo e canela, com delicada doçura em boca, bom corpo e acidez. Um vinho muito diferente que vale a experiência! Harmonização sugerida com tortas de frutas vermelhas, chocolate ou queijo azul.

A quem desejar visitar, uma reserva prévia se faz necessária e pode ser feita por e-mail ou telefone nos contatos: turismo@sbwines.com.ar, osadia@sbwines.com.ar, +54 261 4989231, +54 9 261 156626754.

Um brinde!

Cristina A. Prado

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A história da vinícola Catena Zapata tem início em 1898 com a chegada do italiano Nicola Catena à Argentina, em busca de oportunidades no mundo novo. Nicola plantou seu primeiro vinhedo de Malbec, uma casta então utilizada em algumas regiões na França, em 1902, acreditando no potencial dessa casta na região de Mendoza, um palpite que só veio se concretizar plenamente quase um século depois.

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Foi Domingo, o filho mais velho de Nicola, que levou adiante o sonho de seu pai, estabelecendo a marca Catena como um dos maiores produtores de vinhos em Mendoza. Na época, produzia-se o famoso vinho de garrafão direcionado totalmente para o mercado interno. Em 1960, no entanto, a economia argentina quebrou e a família Catena sofreu para se manter.

Um novo capítulo da Catena começou a ser desenhado em 1980 com Nicolás Catena, filho de Domingo, que teve a oportunidade de estudar em Berkeley, na Califórnia, e junto com sua esposa conheceu os vinhos da única região no novo mundo que começavam a fazer frente aos melhores vinhos franceses – o vale de Napa. Quando retornou à Argentina com uma nova visão, vendeu sua vinícola produtora de vinho de mesa, mantendo apenas a vinícola que produzia vinhos finos, e tornou-se a primeira vinícola a exportar vinhos argentinos.

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Em busca dos melhores terroirs na região de Mendoza, Nicolás estava disposto a arriscar, e em 1992 plantou vinhedos em Gualtallary Alto, a 5.000 metros de altitude, indo contra as recomendações de seu enólogo, que acreditava que as uvas não amadureceriam o suficiente. No fim, Nicolás descobriu que as regiões com altitude elevada de Mendoza eram excepcionais para a produção de vinhos equilibrados, elegantes e com deliciosos e aveludados taninos.

Após o falecimento de seu pai, Nicolás trabalhou arduamente para produzir o primeiro Catena Malbec, em 1994, vinho este que estrelou no Wall Street Journal como o Malbec Argentino número 1. Somente dez anos depois a Malbec viria a se tornar uma casta conhecida pelo mundo.

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Hoje, o vinho ícone da casa é o Estiba Reservado, um corte bordalês (Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot) de uvas plantadas a mais de 3.000 metros. O segundo, é o Nicolás Catena, corte de Cabernet Sauvignon e Malbec, lançado em 1997 e o terceiro, o Catena Argentino, um vinho de altitude 100% Malbec com elevada concentração de taninos.

A vinícola Catena produz 4 milhões de litros por ano. Faz parte de uma holding com quem produz em uma estrutura separada o Alamos, excelente custo-benefício e a marca com maior volume da Argentina, com 17 milhões de litros por ano.

Em visita à Catena Zapata, pude experimentar alguns de seus vinhos ícones, sendo que o Estiba 2014 foi provado diretamente da barrica:

Catena Alta Chardonnay 2012

12 meses em barrica francesa

De coloração amarelo dourado, apresenta aromas de frutas cítricas e tropicais como abacaxi e notas de manteiga, caramelo e mel. Em boca, apresenta corpo, acidez e álcool médios e sabores de frutas tropicais com notas minerais.

VINHOS-CATENA-ZAPATA-BODEGAMalbec Argentino 2010

Vinhedos Adrianna e Nicasia, com mais de 100 anos

24 meses em barrica francesa

De coloração púrpura profundo, apresenta aromas intensos de frutas negras maduras como amora, groselha e uva passa e notas de pimenta preta. Em boca, é encorpado, apresenta taninos marcantes, acidez e álcool bem integrados, com muita fruta negra madura.

Nicolás Catena 2011

Vinhedos Adrianna, Nicasia, Domingos e La Pirámide

Cabernet Sauvignon e Malbec, 24 meses de barrica francesa

De coloração vermelho rubi intenso, apresenta aromas de frutas negras como ameixa, com notas de pimenta preta e couro. Em boca, é encorpado e apresenta taninos marcantes, acidez e álcool bem integrados, com fruta negra madura e toques tostados.

A quem deseja fazer uma visita à Catena, o agendamento pode ser feito diretamente pelo site (www.catenawines.com) ou através do e-mail turismo@catenazapata.com. É, certamente, uma experiência e tanto!

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

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Em viagem a Mendoza pude visitar a Viña Cobos, uma vinícola argentina reconhecida mundialmente pela excelente qualidade de seus vinhos. A Cobos tem como sócio fundador o enólogo Paul Hobbs, personagem que destacou-se no vale de Napa na elaboração dos vinhos da Robert Mondavi e na elaboração do vinho ícone Opus One. Hoje, além de responsável pela Viña Cobos, é proprietário da Paul Hobbs Winery e da Crossban na Califórnia, da Crocus na França e da Yacoubian-Hobbs na Armênia e presta assessoria a mais de 30 vinícolas pelo mundo.

Paul Hobbs chegou a Mendoza em 1988 procurando as regiões mais destacadas dentro de Luján de Cuyo e do Vale de Uco, para a elaboração de vinhos únicos com o conceito de parcela única, ou o micro-terroir.

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Na Viña Cobos as uvas são cuidadosamente controladas e classificadas conforme a parcela onde foram colhidas, possibilitando conhecer e avaliar o potencial de cada vinho, e respeitando o que o vinhedo oferece. O sistema gravitacional da vinícola permite que a fruta seja tratada gentilmente, evitando machucar os grãos de uva e conseguindo uma ótima fermentação. Os vinhos revelam uma boa expressão da fruta e um adequado componente de madeira, conferido por barris de carvalho francês e americano. Os vinhos não passam por clarificação para manter sua complexidade e promover sua textura e persistência final. O estilo de elaboração adotado permite preservar ao máximo o trabalho realizado no vinhedo, resultando em vinhos que são uma autêntica expressão do terroir.

Desde a primeira safra do Cobos Malbec, em 1999, a Viña Cobos conseguiu uma conquista na vitivinicultura, ao posicionar o Malbec e a Argentina ao lado dos melhores produtores mundiais. Seu prestígio é reconhecido tanto pela crítica quanto pelos consumidores ao redor do mundo. A Cobos exporta 70% de seus vinhos, sendo o Brasil o 4o principal mercado.

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Os vinhos degustados durante a visita foram os seguintes:

FELINO CHARDONNAY 2015

De coloração amarelo limão, apresenta grande intensidade no nariz com aromas de frutas brancas como peras, pêssego e abacaxi, além de flores brancas e notas de pão torrado. Em boca, apresenta boa untuosidade, corpo e acidez. Um vinho elegante, aromático, com grande equilíbrio e persistência.

COCODRILO CORTE 2013 (Malbec, Petit Verdot e Cabernet Franc)

De coloração rubi profundo, com notas violáceas, apresenta aromas de frutas negras como cassis e cereja com notas de especiarias como cravo e pimenta, e um toque herbáceo como eucalipto. Em boca, apresenta taninos finos, bom corpo, acidez média e boa persistência.

BRAMARE MALBEC, VALLE DE UCO, 2013

De coloração vermelho púrpura e intensidade profunda, apresenta aromas de cassis, chocolate, pimenta preta e notas terrosas. Em boca, é um vinho encorpado, com taninos marcantes, frutas negras e especiarias e um final longo.

BRAMARE MALBEC, LUJÁN DE CUYO, 2013

De coloração vermelho púrpura e intensidade profunda, apresenta aromas de cassis, chocolate, pimenta preta e notas mentoladas. Em boca, é um vinho encorpado, com taninos marcantes, frutas negras e especiarias e um final longo e grande persistência.

BRAMARE MALBEC, ZINGARETTI VINEYARD, V. UCO, 2013

De coloração vermelho rubi com reflexos púrpura e intensidade profunda, apresenta aromas de frutas negras, floral, chocolate, notas de pimenta e herbáceas. Em boca, é um vinho encorpado, com taninos marcantes, frutas negras e especiarias e um final longo e grande persistência.

BRAMARE MALBEC, MARCHIORI ESTATE, 2013

De coloração vermelho rubi com reflexos púrpura e intensidade profunda, apresenta grande expressão aromática, com frutas vermelhas e negras maduras, notas minerais lembrando grafite, notas de chocolate e tabaco. Em boca, bom corpo, acidez equilibrada, frutas negras maduras, com final longo e persistente.

BRAMARE CABERNET SAUVIGNON, MARCHIORI ESTATE, 2013

De coloração vermelho rubi, apresenta aromas de frutas negras como cassis, com notas de tabaco, pimenta preta, cravo, grafite e chocolate. Em boca, é um vinho encorpado, com taninos marcantes, frutas negras e final longo.

Foi uma visita muito especial e os vinhos degustados certamente ficarão na memória.

Para quem desejar conhecer a Cobos, uma visita pode ser agendada através do site: http://vinacobos.com/pt-br/visitas/

Um brinde!

Cristina Almeida Prado.

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Em viagem à Argentina tive a oportunidade de conhecer algumas vinícolas na região de Mendoza. Dentre elas, a Zuccardi muito me surpreendeu. Logo no primeiro contato para fazer a reserva de visitação, fui questionada se não gostaria de almoçar no restaurante da vinícola. O que a princípio não estava nos planos, acabou sendo uma experiência sensacional que somou-se a uma visita muito especial.

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Com uma vista espetacular dos Andes, a Zuccardi tem sua sede e restaurante localizados em Maipú. O restaurante tem como proposta servir uma comida regional. É um menu fixo, com entrada, diferentes cortes de carne servidos com salada e legumes e sobremesa típica, sendo que para cada um dos pratos, um vinho Zuccardi é servido para harmonizar. Além disso, é possível degustar os excelentes azeites produzidos por eles. Uma verdadeira orgia enogastronômica que vale cada centavo.

Logo na sequência, fui recebida pelo guia Nicolás na bodega, que me contou um pouco da história dessa família e me apresentou alguns dos vinhos assinatura da casa.

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A história da vinícola tem início em 1963 com Tito Zuccardi, engenheiro descendente de italianos que vivia na Argentina. Tito comprou terras na região de Mendoza, desenvolveu um sistema próprio de irrigação, o que foi uma evolução do sistema tradicional e começou a vender o sistema para outros produtores. Sob o nome Uvas del Sol, nasceu a vinícola de Tito focada na produção de vinhos de mesa, produto este que tinha à época uma elevada demanda interna.

Em 1970, Alberto Zuccardi Filho começou a trabalhar com Tito, seu pai, e tornou-se responsável pela ampliação da produção e evolução da qualidade dos vinhos da vinícola, que passou a ser chamada de Santa Julia em homenagem a sua primeira filha. E sim, aqui falamos do Santa Julia que conhecemos dos supermercados. Essa é a linha de entrada da família Zuccardi, produzida numa bodega própria.

Ao longo dos anos, Santa Julia tornou-se muito conhecido e recebeu status de custo-benefício argentino. Alberto Zuccardi logo percebeu o quanto a qualidade de suas uvas vinha evoluindo e o potencial que representavam para seus vinhos. Assim, em 1997 lançou o primeiro Família Zuccardi “Q”, um Tempranillo. O “Q” é adotado para classificar a qualidade superior. Com tamanho sucesso, no ano seguinte foram produzidos Zuccardi “Q” a partir de outras castas, como Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Malbec, sendo que este último tornou-se destaque.

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Hoje a Zuccardi possui 1.000 hectares com produção própria nas regiões de Maipú, Santa Rosa e Uco, sendo a terceira maior vinícola da Argentina (atrás de Trapiche e Norton) e a primeira maior familiar. São mais de 32 cepas distintas plantadas e 20 milhões de litros produzidos do Santa Julia por ano, sendo 70% direcionado à exportação para mais de 45 países, sendo o Brasil o terceiro maior importador. Para o Família Zuccardi, que são vinhos mais elaborados, são produzidos 500 mil litros.

As uvas do Santa Julia são colhidas mais cedo com o intuito de obter um vinho com menos álcool, mais frutado e mais fácil de beber, enquanto as uvas do Zuccardi amadurecem por mais tempo, gerando vinhos mais complexos, com mais álcool e mais estrutura. Seus vinhos são segmentados entre as linhas Série A, Zuccardi “Q”, Especialidades e Ícones.

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A Zuccardi vem buscando cada vez mais produzir vinhos de origem, que expressem a característica da uva e do terroir. Praticamente não usa madeira nos vinhos e tem usado os tanques de concreto para preservar ao máximo sabores, aromas e coloração das uvas. Com essa filosofia, sustenta uma excelente reputação, obtendo premiações internacionais e altas pontuações conferidas por renomados críticos do mundo dos vinhos.

Alguns dos vinhos degustados na visita:

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Torrontés Série A 2014, Salta

De coloração amarelo palha, apresenta aromas suaves de lichia, frutas brancas e ervas frescas. Em boca, leve, delicado, ótima acidez, muito equilibrado. Não é cansativo como a maioria dos Torrontés que conhecemos. Vale a experiência!

Aluvional 2012, Paraje Altamira

Malbec de microterroir, é um vinho ícone sem barrica, produzido em solo aluvional com bicarbonato de cálcio e pedras brancas. A videira absorve o bicarnonato que proporciona características únicas à uva. De coloração violeta, apresenta enorme complexidade aromática exibindo frutas negras e notas minerais características do terroir. Em boca, bom corpo e acidez, taninos macios. Está excelente!

Tito Zuccardi 2013, Paraje Altamira

Malbec, Cabernet Sauvignon, Ancellota

Uma homenagem ao avô, Tito Zuccardi. De coloração intensa violácea, apresenta aromas de violeta e frutas negras. Em boca, bom corpo e acidez, muita fruta e taninos marcantes. Excelente!

Zuccardi Concreto 2014, Paraje Altamira

Malbec de solos calcáreos

A fermentação deste vinho, como o próprio nome diz, é feita em concreto com cachos inteiros. De coloração vermelho violáceo, apresenta aromas de frutas negras e notas minerais. Em boca, boa acidez, encorpado e bastante tânico. Muito bom!

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Se você for a Mendoza, a visita à Zuccardi é parada obrigatória. Não deixe de reservar com antecedência uma mesa no restaurante e a visitação na bodega. Para os interessados, a vinícola oferece também programas como piquenique em seus jardins, cursos de degustação de vinho e azeite e aulas de culinária regional.

Saiba mais no site: www.casadelvisitante.com ou www.familiazuccardi.com.

Um brinde e boa viagem!

Cristina Almeida Prado.

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